segunda-feira, 30 de outubro de 2017

POEMA:OBRA REGª










RUMORES POÉTICOS






A noite veste-se de um céu ainda baço…ainda sem luar…

A alma das coisas é, neste instante,
ela mesma, ainda crepuscular.

Os rumores da noite andam pelo ar… vão, aos poucos,
preenchendo o espaço onde me sinto-ser.
Campos espalhados pelas brumas…ravinas das colinas verdejantes,
arvoredo contente por vestir os montes…orvalho deliciado
a deitar-se, descansado, numa rosa a suar…
…em tudo se sente, que o dia está para partir.

Fim do dia…fim da tarde…
hora do sino acordar velhas paredes das casas que fumegam
e cantam : AVÉ-MARIA, TRAZEI PAZ AO NOSSO LAR”.

Rumores do céu…

Acordam as estrelas cor de âmbar…cintilantes…tremeluzentes…
Vacilante, geme a ramagem…lastima-se o vento
que flutua no azul da estrela do pastor…

Minh’alma,
donde te vem esta mágoa, esta nostalgia de Éden perdido,
como se uma poderosa e misteriosa Saudade
pudesse viver de um alvo indefinido?

Maria Elisa Ribeiro
FEV/017

De Thoreau...



De Henry David Thoreau(1817-1862), in Net:

Virtudes Ociosas e Bolorentas
Mais que amor, dinheiro e fama, dai-me a verdade. Sentei-me a uma mesa onde a comida era fina, os vinhos abundantes e o serviço impecável, mas onde faltavam sinceridade e verdade, e com fome me fui embora do inóspito recinto. A hospitalidade era fria como os sorvetes. Pensei que nem havia necessidade de gelo para conservá-los. Gabaram-me a idade do vinho e a fama da safra, mas eu pensava num vinho muito mais velho, mais novo e mais puro, de uma safra mais gloriosa, que eles não tinham e nem sequer podiam comprar.
O estilo, a casa com o terreno em volta e o «entretenimento» não representam nada para mim. Visitei o rei, mas ele deixou-me à espera no vestíbulo, comportando-se como um homem incapaz de hospitalidade. Na minha vizinhança havia um homem que morava no oco de uma árvore e cujas maneiras eram régias. Teria feito bem melhor visitando-o a ele.
Até quando nos sentaremos nós nos nossos alpendres a praticar virtudes ociosas e bolorentas, que qualquer trabalho tornaria descabidas? É como se alguém começasse o dia com paciência, contratasse alguém para lhe sachar as batatas, e de tarde saísse para praticar a mansidão e a caridade cristãs com bondade premeditada!


Henry David Thoreau, in 'Walden'

domingo, 29 de outubro de 2017

The People's VoiceGostar da Página
16 h



Newly released JFK files prove the CIA engages in false flag terrorism on United States soil designed to terrorize American citizens.


JFK Files Reveal CIA False Flag Terrorism Against US Citizens
Newly released JFK files prove the CIA engages in false flag terrorism on United States soil designed to terrorize American citizen.

YOURNEWSWIRE.COM

Jose Gonsalves partilhou a foto de Allies Hidden Crimes.
15 h



Allies Hidden Crimes

Le Figaro
5 h ·


Une vingtaine de lots provenant de l'unité de vol acrobatique de l'armée de l'Air! 🛩


Blousons et casques de la Patrouille de France aux enchères pour la bonne cause
LEFIGARO.FR


Le Figaro
3 h ·


🗣 Margot, 35 ans, nous raconte son terrible AVC.


AVC hémorragique: «j’ai senti une explosion dans ma tête»
SANTE.LEFIGARO.FR

Le Figaro
10 min ·


«Il n'a foi qu'en lui. C'est un vide.», charge le Républicain. Partagez-vous son avis?


Wauquiez: «Macron s’aime tant qu’il ne supporte pas la contradiction des médias.»
LEFIGARO.FR

Do nosso Ramalho Ortigão






Grandes Homens Forjam-se a si Próprios
Para conhecer a realidade do mundo, único fim sério da ciência, é preciso entrar no combate da vida como entravam na liça os paladinos bastardos - sem pai e sem padrinho. Os príncipes não constituem excepção a esta lei geral da formação dos homens. Da educação de gabinete, do bafo enervante dos mestres, dos camareiros e das aias, nunca sairam senão doentes e pedantes.
Na sagração dos czares há uma cerimónia de alta significação simbólica: o imperador não se confirma enquanto por três vezes não haja descido do trono e penetrado sozinho na multidão; e isto quer dizer que na convivência do povo a autoridade e o valor dos monarcas recebe uma tão sagrada unção como a da santa crisma. Todos os reis fortes se fizeram e se educaram a si mesmos nos mais rudes e mais hostis contactos da natureza e da sociedade humana.
Veja vossa alteza Carlos Magno, que só aos quarenta anos é que mandou chamar um mestre para aprender a ler. Veja Pedro o Grande, do qual a educação de câmara começou por fazer um poltrão. Aos quinze anos não se atrevia a atravessar um ribeiro. Reagiu enfim sobre si mesmo pela sua única força pessoal. Para perder o medo aos regatos, um dia, da borda de um navio, arrojou-se ao mar. Para se fazer marinheiro começou por aprender a manobrar, servindo como grumete. Para se fazer militar começou por tambor na célebre companhia dos jovens boiardos. E para reconstituir a nacionalidade russa começou por construir navios, a machado, como oficial de carpinteiro e de calafate, nos estaleiros de Sardam. Também não teve mestres, e foi consigo mesmo que ele aprendeu a lingua alemã e a lingua holandesa. Veja vossa alteza, enfim, todos aqueles que no
governo dos homens tiveram uma acção eficaz, e reconhecerá se é na lição dos mestres ou se é no livre exercicio da força e da vontade individual que se criam os carácteres verdadeiramente dominadores, como o de Cromwell, como o de Bonaparte, como o de Santo Inácio, como o de Lutero, como o de Calvino, como o de Guilherme o Taciturno, como o de Washington, como o de Lincoln.

Ramalho Ortigão, in 'As Farpas (1883)'


De Clarissa Pinkola Estés, in O Pensador:

"AS ÁGUAS CLARAS: O SUSTENTO DA VIDA CRIATIVA
O VENENO NO RIO


“Às vezes, a mulher tropeça na própria introversão e quer simplesmente que as coisas existam só porque ela deseja. Ela pode acreditar que basta pensar que a ideia é suficientemente boa e que não há necessidade de nenhuma manifestação externa. Só que ela se sente despojada e incompleta do mesmo jeito. Todas essas são manifestações de poluição no rio. O que está sendo fabricado não é a vida, mas algo que inibe a vida.”

Clarissa Pinkola Estés

(OBRA REGª)

















QUANDO A PROSA ME INVADE A POESIA

(SEGREDOS DOS POEMAS)

…e o poema aparece…

*É a primeira página, em transmissão directa,
de um Passado Distante.
Sobressai no papel com uma força notável
a contrariar a minha vontade racional de o fazer.*

Folhas milhentas de rascunhos-ouro guardaram de mim tudo aquilo a que costumo chamar poesia, sem saber de onde vem, como começa e como vai acabar, tão de repente que asfixia. Um poema lembra, então, uma carta que ficou perdida, entre os momentos da vida.*

*Leio-a. Sinto que aquela inocência, hoje não a teria…
Hoje, verdadeiramente, não a escreveria
Porque nem te falava de Abril nem de espingardas
Floridas, nem de tanques a toque de-rosas-flores-vida.
Apenas vivia, mantendo-me à superfície da vida…*

*Boiava e bailava em fantasias ao som da música dos Supertramp, dos Beatles, dos Rolling Stones , do sensual Elvis, das canções fanhosas de Bob Dylan, filósofo falhado, hoje laureado com um Nobel da Literatura, a que a pobre criatura nem dá qualquer valor…"

*Que loucura! Tudo guardo nas gavetas do meu quarto,
farto de folhas de poesia que nem querias abrir, porque
parecia mal não ler , dava trabalho ver ou mesmo ouvir ler.*

*…e o poema aparece…
Melhor assim…que vale mais que um Poema?
Por isso os quero consignados como
------------------a primeira página de uma perfeita transmissão
em directo do meu Passado distante, nas folhas brancas-de-Agora,
repleto de histórias
em perfeita comunhão com o meu Presente,
sem saberem se o Futuro distante existe ou não…*

*Existe, sim! As gavetas cheias são a prova de que os poemas
não têm fim!
Cada um é o Primeiro! Todos juntos são o Primeiro!*

*E eu,
juro! Não sei como cá chegaram sem pressionarem estes
dedos que são o modo de os encontrarem
e saberem dos meus segredos.*

Maria Elisa Ribeiro
OUT/016

sábado, 28 de outubro de 2017


BBC News
22 h ·


25 minutes before President John F Kennedy was assassinated a mysterious call was made to a British local newspaper about "some big news" in America. #JFKFiles


UK paper 'received anonymous JFK call'

BBC.CO.UK

BBC News
15 h ·


Her husband dropped her at a doctor's appointment in 1975 - and that was the last he ever heard of her.


Missing US woman found alive 42 years later

BBC.CO.UK

BBC Entertainment NewsGostar da Página
26/10 às 19:14 ·



Refresh your memory of Stranger Things before the binge-watching begins. We gotchu. 🔦🎃👽🚲


Everything you need to know before watching Stranger Things series two

BBC.CO.UK


BBC News
2 h ·


Cambridge University say the online repository has "never seen numbers like this before".


Stephen Hawking's PhD viewed two million times

BBC.CO.UK


BBC News
1 h ·


Spain's Deputy PM Soraya Saenz de Santamaria is put in charge of Catalonia after its government was dismissed.


Spain takes charge of Catalan government

BBC.CO.UK

Poema-OBRA REGª














GOTAS POÉTICAS

O dia ondula;
a praia ergue-se, de
modo a que beijemos
o mar, por cima
das águas.
Uma onda estremece;
deita-se na lânguida areia
de espuma, que apetece.
O crepúsculo aparece
nos raios de sol,
que desaparecem;
deita-se na colcha das árvores
que a lua vai estendendo
pela colina, como peça de bragal…
eu e tu acompanhamos o ritmo
dessa noite,
de beleza astral.


Maria Elisa Ribeiro
SET/016

Contra o eucalipto , em demasia!


partilhou uma ligação.
8 min ·




Há 28 anos um povo lutou contra os eucaliptos. E a terra nunca mais ardeu
Em 1989 houve uma guerra no vale do Lila, em Valpaços. Centenas de pessoas juntaram-se para destruir 200 hectares de eucaliptal, com medo que as árvores lhes…

NOTICIASMAGAZINE.PT

BOM DIA, MEUS AMIGOS! FELIZ FIM de SEMANA!


sexta-feira, 27 de outubro de 2017


TVI24
1 h ·


Mulher que desapareceu há 42 anos foi encontrada esta semana num lar... só que não sabe dizer nada sobre o que aconteceu


Esta história é um mistério e nunca vai deixar de o ser

TVI24.IOL.PT


TVI24
11 min ·


ÚLTIMA HORA


Parlamento catalão aprova declaração de independência

TVI24.IOL.PT

Secret Amazing Gerês Portugal Cascatas das 7 Lagoas Full HD



De Rafael Chirbes(1949-2015), in Pesquisa Net

Um Ser Humano não é Grande Coisa
Não tenhamos ilusões: um ser humano não é grande coisa. De facto, há tantos que os governos não sabem o que fazer com eles. Seis mil milhões de humanos à face da Terra e apenas seis ou sete mil tigres de Bengala - ora digam lá qual das espécies necessita de mais proteção, de cuidados especiais. Sim, escolham vocês mesmos. Um negro, um chinês, um escocês, ou um belo tigre que cai vítima de um caçador. Um tigre, com a sua pelagem listrada de cores incomparáveis e os seus olhos coruscantes, é bastante mais belo do que um velhote cheio de varizes como eu. Que diferença de porte. Comparem a agilidade de um com a inépcia do outro. Vejam como se movem. Metam-nos em jaulas do jardim zoológico, lado a lado. Diante da jaula do velho concentram-se as crianças que riem ao vê-lo catar-se e pôr-se de cócoras para defecar; diante da do tigre, arregalam os olhos de admiração. Acabou essa ilusão segundo a qual o homem é o centro do universo. É verdade que no animal humano distinguimos os gestos, os rostos e as vozes, o que estimula a nossa empatia, mas também distinguimos características particulares, que associamos a sentimentos, num gato doméstico, num cão com o qual convivemos. Porém, há a voz humana, sim, e o seu poder de atração é um facto incontestável: por favor, ajude-me a dobrar os lençóis.


Rafael Chirbes, in "Na Margem"

Quem foi D. João de Castro, vice-rei das ÍNDIAS-Portugal


João de Castro
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nota: Se procura o escritor do mesmo nome, veja João de Castro (escritor).
Nota: Se procura o nobre do mesmo nome, veja João de Castro, Senhor do Cadaval.
D. João de Castro

D. João de Castro, Governador e Vice-Rei, séc. XVI
Vice-rei da Índia
Período 15451548
Antecessor(a) Martim Afonso de Sousa
Sucessor(a) Garcia de Sá
Dados pessoais
Nascimento 27 de fevereiro de 1500
Lisboa, Reino de Portugal
Morte 6 de junho de 1548 (48 anos)
Goa, Estado Português da Índia
Progenitores Mãe: D. Leonor de Noronha
Pai: D. Álvaro de Castro


João de Castro (Lisboa, 27 de Fevereiro de 1500Goa, 6 de Junho de 1548) foi um nobre, cartógrafo e administrador colonial português. Foi governador e capitão general, 13.º governador e 4.º vice-rei do Estado Português da Índia.

A TAP Portugal homenageou-o ao atribuir o seu nome a uma das suas aeronaves.



Índice [esconder]
1Biografia[1]
1.1Primeiros anos
1.2A Índia
1.3Vice-Rei e anos finais
1.4A disputa pela relíquia das barbas
2O Magnetismo Terrestre no Roteiro de Lisboa a Goa: as experiências de D. João de Castro
3Obra
4Notas
5Bibliografia
6Ver também
7Ligações externas


Biografia[1][editar | editar código-fonte]
Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Secretário da Casa do Rei D. Manuel I de Portugal, era filho de D. Álvaro de Castro, senhor do Paul de Boquilobo, governador da Casa do Cível e vedor da fazenda de João II de Portugal e de Manuel I de Portugal; e de D. Leonor de Noronha, filha do 2.º conde de Abrantes, D. João de Almeida, e de D. Inês de Noronha.

Foi discípulo de Pedro Nunes e condiscípulo do Infante D. Luís. Aprendeu Letras por vontade do pai, mas "...como por inclinação era muito afeiçoado às armas, aspirando por elas à glória, a que o exemplo de seus maiores o chamava", enveredou pela carreira militar. Embarcou aos 18 anos para Tânger, onde serviu durante nove anos sendo governador daquela praça D. Duarte de Meneses, e onde foi ordenado cavaleiro. D. Duarte escreveu a D. João III, recomendando João de Castro particularmente, dizendo que ele tinha servido de maneira que nenhum posto já lhe tivera servido.

De volta ao reino, conservou-se por algum tempo na Corte. Desposou sua prima, D. Leonor Coutinho, filha de Leonel Coutinho, fidalgo da casa de Marialva, e de D. Mécia de Azevedo, filha de Rui Gomes de Azevedo.

Quando o soberano armou a expedição a Túnis em auxílio a Carlos V (1535), D. João acompanhou o infante D. Luís, distinguindo-se de tal modo que, com a vitória, Carlos V quis armá-lo cavaleiro, "honra a que se escusou, por já o haver sido por outras mãos, que o que lhes faltava de reais, tinham de valorosas". O imperador mandou entregar 2.000 cruzados a cada um dos capitães da armada, "o que o D. João de Castro também rejeitou, porque servia com maior ambição da glória, que do prémio".

Em seu retorno, foi recebido por D. João III com grandes provas de consideração. Este, por carta de 31 de janeiro de 1538, concedeu-lhe a comenda de São Paulo de Salvaterra na Ordem de Cristo, a qual aceitou pela honra, e não por conveniência, pois era tão pequeno o rendimento dela que não bastava para as suas despesas, sendo contudo a primeira e única mercê que recebeu. Professou a 6 de Março de 1538, conforme a lista dos cavaleiros daquela Ordem. Retirou-se então para a sua casa na serra de Sintra, desejando viver só, entregue aos cuidados da família e aos trabalhos agrícolas.
A Índia[editar | editar código-fonte]

Medalhão retratando D. João de Castro, Museu Estatal de Goa.

Passou pela primeira vez à Índia Portuguesa como simples soldado, com seu cunhado D. Garcia de Noronha, nomeado vice-rei, indo render D. Nuno da Cunha, e que muito estimou levá-lo na armada "não só com os méritos de sucessor", segundo diz Jacinto Freire de Andrade, mas com a mercê de lhe suceder no governo, que lhe foi concedida por alvará de 28 de Março de 1538. Embarcou com seu filho D. Álvaro de Castro, que apenas contava 13 anos, dando por distrações daquela idade os perigos do mar.

A armada de D. Garcia de Noronha chegou a Goa com próspera viagem, e achou o governador D. Nuno da Cunha com a armada pronta a socorrer Diu, e pelejar contra as galés turcas, que o tinham sitiado no cerco, que defendeu António da Silveira. D. Garcia de Noronha, com a posse do governo, tomou a obrigação de socorrer a praça, "para o que se lhe ofereceu D. João de Castro, que embarcou no primeiro navio como soldado aventureiro, parecendo já pressentir os futuros triunfos que o chamavam a Diu; porém a retirada dos turcos privou D. Garcia da vitória, ou lha quis dar sem sangue, se menos gloriosa, mais segura."

Falecendo D. Garcia, sucedeu-lhe no governo D. Estêvão da Gama, e D. João de Castro achou-se com ele na expedição ao Mar Roxo. D. Estêvão partiu com 12 navios de alto bordo e 60 embarcações de remo, a 31 de Dezembro de 1540, sendo D. João de Castro o capitão dum galeão. Esta viagem até Suez foi deveras notável, e D. João fez dela um roteiro minucioso, que ofereceu ao infante D. Luís. Oito meses depois recolheu a Goa, em 21 de Agosto, tendo adquirido pelas experiências que fizera durante a viagem, o nome de filósofo.

Regressando a Portugal, foi nomeado general da armada da costa em 1543, em prémio dos serviços. Saiu logo para comboiar as naus, que de viagem se esperavam da Índia, contra os corsários que infestavam os mares. Conseguiu desbaratar sete naus dos corsários, e entrou com as da Índia pela barra de Lisboa, sendo recebido com o maior entusiasmo. D. João de Castro estava em Sintra quando o rei, perseguido por altos empenhos ao tratar-se de escolher o sucessor de Martim Afonso de Sousa, 13.º governador da Índia, consultou, irresoluto, o seu irmão o infante D. Luís, o qual lhe aconselhou a nomeação de D. João de Castro. Aceitou o rei o conselho, e mandou chamá-lo à Corte em Évora, e com palavras lisonjeiras o nomeou, por provisão datada de 28 de Fevereiro de 1545. D. João aceitou, beijando a mão do monarca reconhecido pela honra, que não solicitara.

Levou consigo para a Índia os seus dois filhos D. Álvaro e D. Fernando. Aprestou brevemente a armada, que constava de 6 naus grandes, em que se embarcaram 2.000 homens de soldo; a capitânia S. Tomé, em que o governador ia, que lhe deu este nome, por ser o do apóstolo da Índia, sendo os outros capitães D. Jerónimo de Meneses, filho e herdeiro de D. Henrique, irmão do marquês de Vila Real, Jorge Cabral, D. Manuel da Silveira, Simão de Andrade e Diogo Rebelo. A armada partiu a 24 de março de 1515. D. João recebera a mercê da carta de conselho com data de 7 de Janeiro de 1515 e fizera o seu testamento a 19 de março, deixando testamenteiros Lucas Geraldes, D. Leonor, sua mulher, e D. Álvaro, seu filho; instituiu o morgado na quinta da Fonte D'El-Rei, em Sintra, denominada da Penha Verde.

A armada chegou a Goa em Setembro. Lançado nos complicadíssimos negócios da administração da Índia, teve de pegar em armas contra o Hidalcão, por lhe não querer entregar o prisioneiro Meale, como seu antecessor estava resolvido a fazer. Hidalcão foi derrotado a duas léguas da cidade de Goa, e viu-se obrigado a pedir a paz. Acabado o incidente, 1546 trouxe outro deveras gravíssimo, a guerra de Diu, promovida por Coge Çofar, que pretendia vingar a derrota sofrida. Travou-se ardente luta, e no fim de sangrentos episódios, foram derrotados os portugueses. D. João de Castro mandou novo reforço, e, não contente com isso, organizou nova expedição que ele próprio comandou. Desta vez ficaram vitoriosas as tropas portuguesas; o inimigo teve de levantar o cerco e fugiu, deixando prisioneiros e artilharia. Para reedificar a Fortaleza de Diu, que depois da vitória ficara derribada até ao cimento, D. João escreveu aos vereadores da Câmara de Goa, a fim de obter um empréstimo de 20.000 pardaus para as obras da reedificação, a célebre carta, datada de 23 de Novembro de 1546, em que ele dizia, que mandara desenterrar seu filho D. Fernando, que os mouros mataram nesta fortaleza, para empenhar os seus ossos, mas que o cadáver fora achado de tal maneira que não se pudera tirar da terra; pelo que, o único penhor que lhe restava, eram as suas próprias barbas, que lhe mandava por Diogo Rodrigues de Azevedo; porque todos sabiam, que não possuía ouro nem prata, nem móvel, nem coisa alguma de raiz, por onde pudesse segurar as suas fazendas, e só uma verdade seca e breve que Nosso Senhor lhe dera. É heróico este ato. Tanta era a consciência da própria honra que empenhava os ossos do filho, depois as barbas, ao pagamento duma soma que pedia para o serviço do rei, e não para si. 0 povo de Goa respondeu a esta carta com quantia muito superior à que fora pedida, vendo que tinham um governador tão humilde para os rogar, e tão grande para os defender. Remeteram-lhe aquele honrado penhor, acompanhado do dinheiro e duma carta muito respeitosa solicitando por mercê que aceitasse aquela importância, que a cidade de Goa e seu povo emprestavam da sua boa e livre vontade, como leais vassalos do rei. A carta tem a data de 27 de dezembro de 1547.
Vice-Rei e anos finais[editar | editar código-fonte]

Depois da vitória de Diu, não pôde D. João descansar. Teve novamente de combater Hidalcão, que derrotou, tomando Bardez e Salsete. Dirigiu-se para Diu, mas havendo só a notícia do socorro que levava, assustado o inimigo fugiu, voltou a Goa, onde se viu obrigado a repelir ainda o Hidalcão, destruindo-lhe os portos. Havendo chegado a Lisboa a fama das suas proezas no Oriente, o rei quis recompensá-lo, enviando-lhe o título de vice-rei, em carta de 13 de outubro de 1547, prorrogando-lhe o governo por mais três anos, dando-lhe uma ajuda de custo de 10.000 cruzados, e concedendo ao seu filho D. Álvaro o posto de capitão-mor do mar da Índia. As mercês chegaram tarde para que o novo vice-rei as pudesse gozar. Cansado pelos trabalhos das contínuas guerras, adoeceu gravemente, e reconhecendo em poucos dias indícios de ser mortal a doença, quis livrar-se do encargo do governo. Chamou o bispo D. João de Albuquerque, D. Diogo de Almeida Freire, o Dr. Francisco Toscano, chanceler-mor do Estado, Sebastião Lopes Lobato, ouvidor geral, e Rodrigo Gonçalves Caminha, vedor da Fazenda, e entregando-lhes o Estado com a paz dos príncipes vizinhos assegurado sobre tantas vitórias, mandou vir à sua presença o governador popular da cidade, o vigário Geral da Índia, o guardião de São Francisco, Frei Antônio do Casal, São Francisco Xavier e os oficiais da Fazenda do rei. Dirigiu-lhes então as seguintes palavras:"Não terei, senhores, pejo de vos dizer, que ao vice-rei da Índia faltam nesta doença as comodidades que acha nos hospitais o mais pobre soldado. Vim a servir, não vim a comerciar ao Oriente; a vós mesmo quis empenhar os ossos de meu filho, e empenhei os cabelos da barba, porque para vos assegurar, não tinha outras tapeçarias nem baixelas. Hoje não houve nesta casa dinheiro, com que se me comprasse uma galinha; porque nas armadas que fiz, primeiro comiam os soldados os salários do governador, que os soldos de seu rei; e não é de espantar; que esteja pobre um pai de tantos filhos. Peço-vos, que enquanto durar esta doença me ordeneis da fazenda real uma honesta despesa, e pessoa por vós determinada, que com modesta taxa me alimente."
A disputa pela relíquia das barbas[editar | editar código-fonte]

Expirou nos braços de S. Francisco Xavier. Foi sepultado na capela-mor do convento hoje de São Francisco, com o hábito e insígnias de cavaleiro da Ordem de Cristo. Em 1576 foram os restos mortais trasladados para o convento de São Domingos, de Lisboa, e depois de celebradas pomposas exéquias, transportaram-se para o claustro do convento de São Domingos de Benfica, para a capela particular dos Castros, fundada por seu neto, o inquisidor geral e bispo da Guarda D. Francisco de Castro. Os cabelos das barbas do grande vice-rei da Índia estavam em poder do referido bispo da Guarda que os recolheu numa urna, ou pirâmide de cristal, assentada numa base de prata, na qual estão gravados em torno dísticos diferentes, que fazem de acção tão ilustre engenhosa memória, ficando aos sucessores de sua casa este honrado depósito, como para tornar hereditárias as virtudes de D. João de Castro.

A trineta do vice-rei, D. Mariana de Noronha e Castro, era a possuidora do memorável depósito, e quando faleceu deixou em testamento aos frades de São Caetano, do convento onde hoje está estabelecido o Real Conservatório, um legado que compreendia a urna que recolhia as venerandas barbas, com a declaração: "Quero e ordeno que os bigodes de meu trisavô, D. João de Castro, vice-rei da Índia, os tenham sempre os religiosos teatinos da Divina Providência, em lugar decente de sua sacristia, com o mesmo ornato de prata e caixa, em que lhos deixo, sem o poderem mudar, ou desfazer-se dele."

Os frades colocaram a relíquia em um nicho na sacristia, coberto com um painel representando D. João de Castro. 0 herdeiro do morgado instituído pelo vice-Rei, e de que fora administradora D. Mariana, pôs demanda aos padres, contestando o legado, e alegando que as barbas de D. João eram pertença do mesmo morgado, porque as vinculara D. Francisco de Castro, Bispo da Guarda, neto do instituidor. Os frades alegavam que as barbas não eram vinculadas, e que D. Francisco não podia dispor do que não era seu; que somente mandara fazer um ornato de prata e uma caixa de veludo para as guardar com mais decência, e que fora esse ornato que ele vinculara, como constava precisamente da verba do seu testamento, não dispondo das barbas de seu avô, assim como não dispusera seu irmão mais velho, D. Manuel, senhor da casa, e por estes motivos a comunidade não se julgava obrigada a restitui-las. Não chegou a haver sentença no pleito, mas, sem que se conheça a razão, diz Tomás Caetano do Bem que em 1792 se achavam as disputadas barbas em poder de António Saldanha Castro Albuquerque Vilafria, senhor da casa de D. João de Castro.
O Magnetismo Terrestre no Roteiro de Lisboa a Goa: as experiências de D. João de Castro[editar | editar código-fonte]

Os antigos Gregos haviam descoberto que uma pedra metálica escura podia repelir ou atrair objectos de ferro - era a origem do estudo do magnetismo. Na época das grandes navegações, não se conseguia localizar um navio no mar pelas duas coordenadas, a latitude e a longitude; a determinação desta exigia um relógio a bordo que indicasse a hora exacta no meridiano de referência, e a determinação astronómica da longitude dava erros inaceitáveis. Durante a viagem até à Índia, D. João de Castro levou a cabo um conjunto de experiências que conseguiu detectar fenómenos, nomeadamente relacionados com o magnetismo e com as agulhas magnéticas a bordo. É de supor que devia esses conhecimentos a Pedro Nunes, naturalmente o directo inspirador de todas as observações que realizou nas suas viagens. Quando em 5 de Agosto de 1538, D. João de Castro decidiu determinar a latitude de Moçambique, encontrou a causa que ditava o «espantoso desconcerto» das agulhas: notou o desvio da agulha, descobrindo-o 128 anos antes de Guillaume Dennis(1666), de Nieppe, o qual é registado na História da Navegação como se fosse o primeiro a conhecer esse fenómeno. A sua observação nas proximidades de Baçaim, em 22 de Dezembro de 1538, de um fenómeno magnético, pelo qual se verificavam variações da agulha devido à proximidade de certos rochedos, confirmadas quatro séculos mais tarde, foi denominado atracção local. D. João de Castro refutou a teoria de que a variação da declinação magnética não se fazia por meridianos geográficos. As suas observações são o mais importante registo de valores da declinação magnética no Atlântico e no Índico, no século XVI, e úteis para o estudo do magnetismo terrestre. Foi uma das personalidades da ciência experimental europeia desse século, relacionando a importância desse estudo com as navegações. O seu nome ficou ligado à ciência pelas suas obras que evidenciavam uma tendência para o moderno espírito científico.[2] [3]
Obra[editar | editar código-fonte]
"Roteiro de Lisboa a Goa" (1538)
"Roteiro de Goa a Diu" (1538-1539) e
"Roteiro do Mar Roxo" (1540-1541)

D. João III de Portugal, in O Portal da História
















Reis, Rainhas e Presidentes de Portugal





D. João III

















D. João III







Décimo quinto rei de Portugal, filho de D. Manuel I.
Teve como mestres algumas figuras notáveis da época, como o humanista Luís Teixeira e o médico Tomás de Torres. A partir de 1514, D. Manuel começa a introduzi-lo nas matérias do governo e, em 1517, preparava-se o seu casamento com D. Leonor, irmã de Carlos V. É, porém, D. Manuel que vem a casar com ela, em virtude da morte da rainha D. Maria. Com dezanove anos é aclamado rei e mais tarde casa com a irmã de D. Leonor, D. Catarina de Áustria.
O governo de D. João III pode compreender-se à luz de uma vasta política nacional e ultramarina, de que assinalamos os marcos essenciais:
1) Política ultramarina: O vasto império herdado pelo monarca e que se estendia por três continentes, impunha difíceis problemas de administração à distância. No Oriente, após uns primeiros anos de continuação de conquistas, as dificuldades começaram a surgir. Turcos e Árabes ofereciam uma resistência cada vez maior ao monopólio dos Portugueses e os ataques às nossas forças sucediam-se. Em África, as guarnições dos nossos castelos de Marrocos não conheciam vida calma. Homens e armas eram enviados com frequência, como reforço, ocasionando uma despesa enorme sem proveito correspondente, o que em breve se tornou insustentável. Abandonou-se Safim, Azamor, Alcácer Ceguer e Arzila. Como compensação das dificuldades no Oriente e revezes em África, voltou-se D. João III para o Brasil, realizando a primeira tentativa de povoamento e valorização daquele território, primeiro com o sistema de capitanias e depois instituindo um governo geral., com Tomé de Sousa à frente.
2) Relações externas: Em nenhum outro reinado da 2.ª dinastia manteve Portugal uma tão grande actividade diplomática, como no de D. João III, e com a Espanha, de uma maneira intensa. Com a França, de maneira bastante delicada, devido à guerra de corso movida pelos marinheiros franceses aos navios mercantes de Portugal e consequentes represálias por parte da nossa marinha de guerra. Com a Santa Sé, orientando-se no fortalecimento de relações, conseguindo D. João III o estabelecimento do tribunal da Inquisição em Portugal e aderindo os bispos portugueses ao espírito da Contra Reforma. Mais dentro do campo económico, são de pôr em realce as relações estabelecidas com os países do Báltico e a Polónia, através da feitoria de Antuérpia.
3) Política interna: A linha absolutista acentua-se nitidamente com D. João III. Este governa apenas com o auxílio do secretário de Estado, António Carneiro e seus dois filhos Francisco e Pêro de Alcáçova Carneiro. A máquina administrativa foi-se estruturando com centenas de regimentos, alvarás e cartas. Todavia, o seu reinado conheceu gravíssimas crises económicas e recorreu-se aos empréstimos externos. Fomes, epidemias e sismos fizeram também a sua aparição frequente.
4) Política cultural: A protecção à cultura foi uma dominante deste monarca. À sombra da corte viveram homens como Gil Vicente, Garcia de Resende, Damião de Góis. A esta época estão ainda ligados nomes como os de Sá de Miranda, Bernadim Ribeiro, André Resende, Diogo de Teive, Pedro Nunes, Camões, João de Castro, João de Ruão e outros ainda. É feita uma reforma da Universidade portuguesa e cria-se um Colégio das Artes.
5) Sucessão ao trono: Apesar da numerosa prole nascida do casamento régio, é o único neto do tronco varonil, D. Sebastião, que irá suceder a D. João III. A morte tinha ceifado todos os filhos do monarca.
6) A figura: D. João III tem merecido juízos discordantes na sua acção governativa. Para alguns foi um fanático, para outros um hábil monarca. É certo que recebeu o império no seu apogeu e o deixou no descalabro, mas para além da sua acção pessoal que não foi brilhante, havia outras causas mais profundas que, de qualquer maneira, produziriam os mesmos efeitos.




Ficha genealógica:


D. João III nasceu em Lisboa, a 6 de junho de 1502 e faleceu na mesma cidade, a 11 de junho de 1557, tendo sido sepultado no mosteiro de Belém. Casou em 1525 com a infanta D. Catarina (n. em Torquemada, a 14 de janeiro de 1507; f. em Xabregas, a 12 de fevereiro de 1578; sepultada no Mosteiro dos Jerónimos), filha de Joana, a Louca, e de Filipe, o Belo, portanto irmã de D. Leonor, terceira esposa de D. Manuel. Desse casamento nasceram:


1. D. Afonso (n. em Almeirim, a 24 de fevereiro de 1526; f. com um mês; sepultado nos Jerónimos);


2. D. Maria (n. em Coimbra, a 15 de outubro de 1527; f. em Valhadolid, a 12 de agosto de 1545). Foi a primeira esposa, em 1543, de Filipe II de Espanha (1526-1598), sendo mãe do príncipe D. Carlos (1544-1568);


3. D. Isabel (n. em Lisboa, a 28 de abril de 1529; f. de tenra idade; sepultada no Mosteiro dos Jerónimos);


4. D. Beatriz (n. em Lisboa, a 15 de fevereiro de 1530; f. pouco depois);


5. D. Manuel (n. em Alvito, a 1 de novembro de 1531; f. em Évora, a 14 de abril de 1537; sepultado no Mosteiro dos Jerónimos). Nas Cortes celebradas em Évora, no ano de 1535, foi jurado herdeiro da coroa;


6. D. Filipe (n. em Évora, a 25 de março de 1533; f. em 29 de abril de 1539; sepultado no Mosteiro dos Jerónimos). Por morte de seu irmão D. Manuel foi jurado herdeiro da coroa;


7. D. Dinis (n. em Évora, a 6 de abril de 1535; f. na mesma cidade, a 1 de janeiro de 1537; sepultado no Mosteiro dos Jerónimos);


8. D. João (n. em Évora, a 3 de junho de 1537; f. em Lisboa, a 2 de janeiro de 1554; sepultado no Mosteiro dos Jerónimos). Foi jurado herdeiro da coroa em 1539, por morte de seu irmão D. Filipe, casando em 1552 com D. Joana (n. em Madrid, a 24 de junho de 1535; f. no Escurial, a 7 de setembro de 1573), filha de Carlos V e de D. Isabel de Portugal. Do consórcio veio a nascer, póstumo, D. Sebastião, que herdou a coroa;


9. D. António (n. em Lisboa, a 9 de março de 1539; f. em 20 de janeiro de 1540; sepultado no Mosteiro dos Jerónimos).


Ainda príncipe, D. João III teve um filho natural de D. Isabel Moniz, filha de um alcaide de Lisboa, por alcunha O Carranca, e de uma moça da câmara da rainha D. Leonor. 10. D. Duarte (n. em Lisboa, em 1521; f. na mesma cidade, a 11 de novembro de 1543). Foi aluno dos Jerónimos, em Santa Marinha da Costa, tendo como preceptor frei Diogo de Murça, e seguiu depois a carreira eclesiástica. A protecção régia fez dele prior-mor de Santa Cruz de Coimbra a abade do Convento de Refoios de Baixo, sendo mesmo indigitado para suceder, em 1542, a D. Frei Diogo da Silva, arcebispo de Braga, o que não veio a suceder devido à sua prematura morte.







Fontes:

Joel Serrão (dir.)
Pequeno Dicionário de História de Portugal,
Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976

Joaquim Veríssimo Serrão,
História de Portugal, Volume I: Estado, Pátria e Nação (1080-1415),
2.ª ed., Lisboa, Verbo, 1978.

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De Thomas MANN


A Cultura não se Adquire, Respira-se
A cultura não se obtém com um labor obtuso e intensivo e é antes o produto da liberdade e da ociosidade exterior. Não se adquire, respira-se. O que trabalha para ela são os elementos ocultos. Uma secreta aplicação dos sentidos e do espírito, conciliável com um devaneio quase total em aparência, solicita diariamente as riquezas dessa cultura, podendo dizer-se que o eleito a adquire a dormir. Isto porque é necessário ser dúctil para se poder ser instruído. Ninguém pode adquirir o que não possui ao nascer, nem ambicionar o que lhe é estranho. Quem é feito de madeira ordinária nunca se afinará, porque quem se afina nunca foi grosseiro. Nesta matéria, é também muito difícil traçar uma linha de separação nítida entre o mérito pessoal e aquilo que se chama o favor das circunstâncias.

Thomas Mann, in "As Confissões de Félix Krull"

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