sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

OS AMERICANOS EM VIAS DE FECHAR A BASE DAS LAJES, NOS AÇORES!






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Passos Coelho nas Lajes. Foto: Lusa (arquivo)




Vídeo As Lajes depois dos americanos

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O Executivo está preocupado com as consequências que a decisão dos Estados Unidos pode ter na "situação económica e social da Ilha Terceira".
08-01-2015 18:41


Fonte

SAIBA MAIS
PS/Açores espera que Governo responda de “forma séria” a decisão sobre as Lajes
Estados Unidos vão retirar 500 militares da Base das Lajes


O Governo português está insatisfeito com a redução de cerca de 500 militares norte-americanos na Base das Lajes, nos Açores.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) considera que a decisão de Washington, anunciada esta quinta-feira, "não teve em conta as preocupações que [o Governo] transmitiu aos Estados Unidos da América ao longo dos últimos dois anos, em articulação com o Governo Regional dos Açores".

Entre civis e militares, os Estados Unidos vão retirar 485 pessoas da Base das Lajes e dispensar 500 dos actuais 900 portugueses que ali trabalham. A mudança será concretizada ao longo de 2015 e representa uma poupança de 29 milhões de euros (35 milhões de dólares) anuais.

O embaixador norte-americano em Lisboa, Robert Sherman, garantiu, em conferência de imprensa, que a redução de pessoal não "representa qualquer recuo dos Estados Unidos na cooperação que tem como Portugal".

O Governo português está preocupado com as consequências que a decisão pode ter na "situação económica e social da ilha Terceira".

No mesmo documento, o MNE indica que vai analisar a decisão e "procurar solução que permitam mitigar os efeitos negativos" da mesma.

"O Governo Português sublinha que, por enquanto, nenhuma das soluções apresentadas constitui verdadeira alternativa que, de facto, mitigue o impacto da redução da presença norte-americana na Base das Lajes", avisa.

O ministério avança ainda que vai realizar-se em Fevereiro em Lisboa uma reunião da Comissão Bilateral Permanente com os Estados Unidos da América, "que, entre outros assuntos, tratará naturalmente desta questão".

O embaixador norte-americano sublinha que os Estados Unidos querem "ajudar a minimizar o impacto económico nos abrangidos".

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