"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
domingo, 15 de agosto de 2010
Livro da minha Alma...

Abro meu livro da Alma...
"Divaga, pobre, reconhece os passos que dei!
Não recordes o pior; isso, sei-o eu bem de cor!"
Por tal, escondo-me em Metáforas
e crio o meu VIVER.
METÁFORA não é verdade...
mas como posso fazer?
Abri os braços ao MUNDO... sem encontrar o AMOR!
Sou lágrimas da METÁFORA que o AMOR não pode ser...
Traídos meus ideais, sufoco nos longos ais
que ao VENTO , turbulento, vou lançando...
Ouvi meu senhor falando e rainha me senti...
musa inspiradora,
imagem do amor mais puro
que alguma vez ouvi...
Não lhe darei somente um amor de nuvens feito...
"OH, abraça-me!
Sufoca-me do teu ardor!
Dou-te a VIDA ...no momento
em que fizermos AMOR!"
Ocultar o que sinto?
(ABSINTO DA ALMA...)
Ocultar é cobardia, pueril e doentia!
Quero teus abraços-mil minha fome saciando...
...de PÃO-VIDA ,meu senhor!
Quero impregnar meu corpo da imtimidade feroz
do teu hálito febril...
Sopra ...assim...no meu sono...
Vá...sê meu dono...esmaga-me as dúvidas...
...cerra-me os lábios com a força dos teus!
DÁ-ME VIDA, AMOR!
Comédia da vida...vive-la na "PAZ DO LAR"...
NÃO SABES QUE FAZER?
Não to posso eu dizer!E engulo as estrelas do céu...
...sabendo que...NÃO ÉS MEU!
Mª elisa- C8H-61/70- AGS/010
sábado, 14 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Alentejo: chorando..a cantar!
FOTO GOOGLEEra após era, soam, pelos ares, sons magoados
do ALENTEJO, na pessoa dos COROS de trabalhadores
suados!
Quantas lágrimas vertidas ao som desse canto,
dourado pelo trigo das searas, anafadas!
Emociona e causa arrepios de estranho prazer
esse canto misterioso, que cheira a Árabes e cruzados...
Canto misterioso, próprio e único
do qual mal se conhece "O NASCER"!
FiCO FELIZ POR OUVIR, QUANDO APANHO O SOM NO AR...
"CANTO-CHORO", melopeia de sangue nas bocas das
mãos do Semeador...
Que recorda lutas silenciosas, obstinadas!
contra injustiças de antigos- tristes-ditadores...
cada melodia, em CORO,é hino triunfante de homens e mulheres
da planície em choro, em horas de horror...
Voa ,pelos ares, a voz de FLORBELA!
Canto com ela, ao ouvir vossas dores!
No silêncio da Noite, pela planície,
soam homenagens sentidas
ao suor,à miséria, ao sacrifício...
E eu,- sem vos ver!-fixo-me nos rostos e mãos
calejadas, tisnadas do Sol ardente, queimadas...
ALENTEJO SEDENTO... que choras, a Cantar,
tantos gritos de abafar!
Darás vida ao mais belo dos ritos...
...o semear dos campos de trigo loiro...
...tesoiro falado no cantar chorado...
...das pobres ceifeiras alquebradas...
...de choros amordaçadas...
...CANTO sacrificado de corpos curvados...
...a apanhar VIDA, para secar nas eiras!
"Alentejo da minh'alma"...
de longe te estou amando!
C4D-58- (out- Set/08)
Etiquetas:
alentejo. florbela. seara,
COROS,
PÂO
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
PARA ALÉM DO OCEANO…

Deliro, numa Saudade doente…
Não me falas, tão somente…
O chão que pisas, eu sei! -prende-te,
Para te falar da minha Verdade…
…Sim…essa que não queres ouvir e aceitar!
Leva-te o teu cavalo, por montes e florestas,
Para longe do meu olhar, a desejar-te…
Ele…
Conhece o teu sofrer e sente teu coração Sonhar…
Confidente silencioso
Tanto quanto o Vento que sopra,
Vê teu coração falar
Sangrando de inquietação…
É proibido Sonhar
Quando é o mar a separar…
…EU SEI!
A ansiosa erva verde dos campos em que
Te perdes…sente que estou a chorar!
Disseram-lhe as gotas de orvalho
Levadas pelos ares,
No abrir da madrugada.
Não te vejo…
Não te oiço…
Engulo a tristeza no profundo do meu SER.
SEI QUE PARA NÓS DOIS
NÃO HÁ UM ALVORECER…
Tua face triste…Tormento maior? OH DEUS- não existe-…
Chamo-te, na solidão do meu quarto,
Onde reparto mágoas…tantas!
Quero pedir aos Ventos
Que te levem o coração que te chama…
ESTÁ ATENTO À CHUVA…
Quando ela cair, serei eu a ir ter contigo…
Abaixo a luz… fecho as janelas…corro as cortinas
E é teu o meu mundo, a vibrar!
Serei teu calor de quando arrefecer…
Para ter teu sangue nas minhas veias
Fazendo-me tua ÁRVORE-VIDA!
Pressinto o beijo que me queres dar…
…morango recheado de ternura e desejo…
…ternura que afago nas ervas duras…
….que nos servem de cama pura…
Àguas escorrem das fontes e invadem
A lagoa da cachoeira
onde banhas teu corpo quente…
À distância, sinto-te nos ares do Vento
Que faz bulir os rebentos das tuas árvores, suculentas…
E dizes:”Não pode ser! Que tenho para te oferecer?”
Então, vida, sou NADA! Sou ZERO…
Viver longe de ti? Não quero!
Não consigo estender
Minha Mão para o INFINITO…
FICO SÓ!
Comigo…SÓ…
Batem à porta …vou ABRIR…
SEJA O QUE DEUS QUISER…
C8H-56-11/ (qc) agt/010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
"CRETA...

“CRETA…”
Luxuriantes, perigosas, sombrias,
belas avenidas da vida amazónica,
centrais do ar que respiro e suspiro.
No meio dos pantanais,
perdido por bandas inóspitas,
passaste, “Imperador da LÍNGUA PORTUGUESA”,
por lodaçais incógnitos, dos índios em defesa…
Minha Amazónia, pulmão do meu Planeta!
És a minha CRETA onde, em suaves ondas,
viajam as anacondas!
O mundo novo, em estertor,
trata-te com desamor.
Amo-te, Natureza viva, nos mais recônditos milésimos
das palavras do douto senhor, do “Sermão da Sexagésima”.
Amo-te, vida natural, no que tens
de mais brutal, seja homem ou animal!
Perco-me, nessa floresta…
Respiro com o jaguar;
Solto do papagaio o pio;
Penso nas feras do Mundo
e tremo, de horror, com frio…
“Vejo” os peixes do rio,
cabecitas fora de água,
atentos e magoados, ante a dor do missionário,
que, por levar paz às almas,
teve que andar arredio…
Invejo tudo o que ouvistes,
no “SERMÃO de SANTO ANTÓNIO”…
C6F -144/15 –SET/09
domingo, 8 de agosto de 2010
FRANZ KAFKA: “Na luta entre ti e o Mundo, segundo está o Mundo!”
FOTOS GOOGLEFilósofo da corrente Existencialista, nasceu em PRAGA, em1883 e faleceu, em 1924, em KLOSTERNEUBURG.É considerado um dos maiores escritores de Língua Alemã do século XX.
Livros como “A Metamorfose” e o”O Processo”mostraram, depois da sua morte, que FK foi um vulto incontornável das Literatura e Novelística checa, em língua alemã.
Sendo autênticos retratos do seu interior e do seu pensamento, reflectem as dúvidas de cada um de nós, quando não nos contentamos em saber que “somos simplesmente, a união de um espermatozóide com um óvulo”. Assim o explica a CIÊNCIA; mas… de onde vimos, qual é o nosso papel neste mundo, o que é o mundo, de onde veio, de onde viemos e para onde caminhamos…?Isso é já do domínio dos pensadores e dos que tentam resolver teorias místicas…que nunca resolverão! Afinal, em termos de RAZÃO, “o que é DEUS? Onde está? como se “ SABE” que existe? O termo “KAFKIANO” entrou, rapidamente, no vocabulário comum, como querendo explicar um assunto que não tem explicação: “Isso é Kafkiano!”
Tanta da sua obra …foi publicada, a título póstumo!
Filho de uma família da classe média judaica, teve sempre uma péssima relação com o pai, motivo pelo qual, desde menino, se dedicou a questionar-se.Duas das suas irmãs morreram nos campos de concentração de HITLER, tendo passado do tristemente famoso Campo de Theresianstadt para o, igualmente, horroroso, AUSCHEWITZ.
Anarquista, por conseguinte, -ou, socialista libertário, como costumava auto caracterizar-se, os seus profundos e revoltados pensamentos sobre a VIDA e a triste condição humana, aliadas à negação da existência de DEUS, transformaram-no, digamos assim, num filósofo.
Ressaltam, da sua difícil de ler obra, uma escrita alemã complicada, sob o ponto de vista gramatical, por opção própria, para “forçar” o leitor a pensar…Consequentemente, são as Metáforas que o leitor tem de interpretar, para entrar no seu pensamento.
Muitos críticos, dos ramos filosófico e literário, pretenderam tipificar a sua obra escrita como pertencendo ao Modernismo.
Pessoalmente, estou em parte de acordo, se pensarmos que o fim da 1ª GRANDE GUERRA trouxe ao de cimo “carradas “de ideias para mudar o mundo, das quais partilharam FERNANDO PESSOA, MÁRIO De SÁ- CARNEIRO, ALMADA NEGREIROS e tantos outros, nacionais ou não.Poderia, talvez! ser um realismo mágico… Mas, continuando a ler “AS Metamorfoses” verificamos, sem sombra de dúvidas que FK tinha “entrado” sem se aperceber disso, na TEORIA do EXISTENCIALISMO!
SARTRE só deu visão às teorias existencialistas, lá para meados do século XX…Mas o movimento das ideias, a questão da existência de DEUS, as nossas origens, o livre arbítrio, a morte…já Kafka as tratava nos seus livros…
O escritor THOMAS MANN é desta opinião! Mas, MILAN KUNDERA acha-o de humor Surrealista, precursor de homens como GABRIEL GARCIA MARQUEZ, CARLOS FUENTES, SALMON RUSHDIE ou o produtor italiano FEDERICO FELLINI…Com FELLINI E GARCIA MARQUEZ, concordo… pelo que vim a ler quando estava na FACULDADE…
É de recordar que a sua obra, vasta obra! - tem sido objecto de interesse por parte de produtores cinematográficos, músicos, dramaturgos…
A verdade é que considero que ela é fruto de um INTERIOR que se assemelha a uma ilha, dentro de outra ilha e de outra…
Por isso, -pelas memórias! por tudo o que o rodeava, o HOMEM revelou-se um profundo PENSADOR, escrevendo ,continuamente, para registar memórias e não enlouquecer…
Temas importantes por ele inseridos, como Metáforas, são o incontornável caso HITLER, a subversão das leis do seu APPARAT, para poder dominar, eternamente, o mundo e os homens…
Trava-se hoje, (neste tempo!) uma tremenda batalha jurídica pela posse de seus bens literários, principalmente (in jornal “Público”, de há dias) restos literários do grande pensador, um tanto misteriosos, muitos dos quais se crê que a GESTAPO tenha roubado…
Muitas frases lhe são atribuídas, Do meu caderno dos tempos de FILOSOFIA, retirei as seguintes, das folhas amareladas da Minha “SEBENTA”:
1- “Há ESPERANÇA! mas não para nós…”
EXISTENCIALISMO OU NÃO? Eu direi que sim, pois a nossa mais certa certeza é a morte…
2-“Há sereias, agora,com uma arma mais mortal do que as suas canções…É o seu silêncio!
Pode haver quem tenha escapado ao seu canto… Mas, do seu silêncio…NUNCA, NINGUÉM!”
Maria Elisa
sábado, 7 de agosto de 2010
POEMA:Águas inertes..
FOTO GOOGLEÁguas turvas do charco estagnado
atravessam a floresta
dos meus pensamentos ...inertes...cansados...
Anseio a luz natural de uma suave noite
...luarenta!
Uma estranha voz interior afirma, solenemente,
não haver "noites de luar",
quando se vive a pensar
no que poderia ter SIDO...
...NÃO FOI!
Mágicas vozes da druidica floresta
vivem nas águas inertes...
espreitam os meus tormentos...
riem-se da minha SOLIDÃO!
Não podem SER... pois não SÃO!
A noite vem...senta-se a meu lado...
...sua na minha pele...
...esfrega-se em MIM...
Ouvimos os gritos das sombras
que chamam minha VIDA ADORMECIDA!
Não!
NÃO a tanta turvação...
E passamos adiante...
TU, na tua teimosia!
EU...na minha REALIDADE...
E... NADA se torna VERDADE!
Mª ELISA RIBEIRO
c8H-(vds)-55/115-MAIO/010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Plenitude?...

FOTOS GOOGLELábios desenhados,
molhados de Amor,
falavam no ar da Noite...
Cruzados os olhares
num momento confuso,
a música difusa... deixou de ser a IDEAL...
A noite pedia
que a Vida vivesse,
a árvore germinasse,
a água corresse
e tu me apanhasses...
sob os tons da LUA-CRESCENTE...
...Pedia... mas há momentos que são tormentos...
Pairava, no ar, no meio do bosque,
a mística música do coração da NATUREZA VIVA!
- a pulsar por se entregar à tarefa
de provocar o germinar da semente...
...que SENTE... que SENTE...que SENTE...
Minha Inocência...
Como estás tão presente num passado- AUSENTE...
E este espaço do UNIVERSO...
Tenso...
cósmico, absurdo,
oferece sensações de plenitude e potência
na VIDA-CRIADORA da tua boca...SEDUTORA...
Outra vez teus olhos nos meus...
...teus lábios molhados... MEU DEUS!
Crepúsculo, penumbra ofuscante,
leva os golfinhos pela água adiante...
É VIDA a acontecer com a bênção dos deuses...
delirantes, inquietantes...
E o Céu que é teu...é meu...no INSTANTE...
MªElisa R. Ribeiro-C8H-40/108- MAIO/010(VDS)
sábado, 31 de julho de 2010
TEMPO DE FÉRIAS...
NOTA-Se que as pessoas estão cansadas...É tempo,para muitos, de recuperar as forças.
Por esse mesmo motivo ,irei de férias ,também, mas levo a"PEN"para me ligar ao"FACEBOOK, de vez em quando. Agradeço a todos os amigos o carinho dado a este espaço e desejo que voltem, retemperados!
A todos, então, muito boas férias!
LUSIBERO
(MA ELISA)
NOTA: como todos estamos mais disponíveis... deixo-vos com esta canção de GIANNA NANNINI, que só tem uma boa letra, a lembrar qualquer coisa que tenha andado mais esquecida...
Por esse mesmo motivo ,irei de férias ,também, mas levo a"PEN"para me ligar ao"FACEBOOK, de vez em quando. Agradeço a todos os amigos o carinho dado a este espaço e desejo que voltem, retemperados!
A todos, então, muito boas férias!
LUSIBERO
(MA ELISA)
NOTA: como todos estamos mais disponíveis... deixo-vos com esta canção de GIANNA NANNINI, que só tem uma boa letra, a lembrar qualquer coisa que tenha andado mais esquecida...
sexta-feira, 30 de julho de 2010
LEITURA DOS JORNAIS...
-1- Há dias, fomos presenteados com uma "Conferência "de imprensa do nosso primeiro, que durou 3/4 minutos, SEM DIREITO A PERGUNTAS ,no final!
Ora muito bem: sua grande e notável exa disse de sua jutiça, alto e bom som:"A VERDADE VEIO, FINALMENTE, AO DE CIMA"...ESPERO que acabem os interrogatórios a respeito do assunto FREEPORT(mais ou menos por estas palavras...), com alusões a pessoas da minha família e a mim próprio!Queria o homem dizer que aquele assunto foi uma "tirada" de invejosos, que envolveram o seu nome num daqueles escândalos, já com bigode! com o qual ele nunca teve nada a ver... também não digo que tenha... não sei senão o que os jornais e as televisões dizem!
Mas... posso pensar, enquanto não me cortam "a raíz ao pensamento"?
Acho que o senhor "ingenheiro" deitou foguetes ,antes do tempo, pois sabe-se, desde ontem que os Procuradores, face ao prazo imposto pelo PGR, pinto monteiro, não tiveram tempo de o interrogar!porque, RELEMBREMOS! o PGR impos o prazo de ontem, como limite para se lhe fazerem perguntas!Ora ,"pela boca morre o´peixe..." e vselência teria feito melhor em falar ...um pouco mais tarde, embora saiba que bos portugueses estão fartos de o ver e deo ouvir porque ,quando abre a boca ou é para se louvar(juro-lhe que parece o meu pai...)ou para "meter medo " a quem ainda saiba alguma coisa, que depois da Conferência de imprensa ,deve estar caladinho...não pôr a "boca no trombone" dado que v. selência tem grannnnnndes amigos...
Felizmente que os Procuradores não tiveram medo... e v.selência estará a roer as unhas por não poder esgatanhá-los...
POR último: mas por que lhe custa responder às tais 27 perguntitas????
Não tem vergonha de ter o seu nome em "todas", sem ter feito mal nenhum a um sapo?
É, no mínimo! uma estranha coisa que está a acontecer em PORTUGAL...
Ora muito bem: sua grande e notável exa disse de sua jutiça, alto e bom som:"A VERDADE VEIO, FINALMENTE, AO DE CIMA"...ESPERO que acabem os interrogatórios a respeito do assunto FREEPORT(mais ou menos por estas palavras...), com alusões a pessoas da minha família e a mim próprio!Queria o homem dizer que aquele assunto foi uma "tirada" de invejosos, que envolveram o seu nome num daqueles escândalos, já com bigode! com o qual ele nunca teve nada a ver... também não digo que tenha... não sei senão o que os jornais e as televisões dizem!
Mas... posso pensar, enquanto não me cortam "a raíz ao pensamento"?
Acho que o senhor "ingenheiro" deitou foguetes ,antes do tempo, pois sabe-se, desde ontem que os Procuradores, face ao prazo imposto pelo PGR, pinto monteiro, não tiveram tempo de o interrogar!porque, RELEMBREMOS! o PGR impos o prazo de ontem, como limite para se lhe fazerem perguntas!Ora ,"pela boca morre o´peixe..." e vselência teria feito melhor em falar ...um pouco mais tarde, embora saiba que bos portugueses estão fartos de o ver e deo ouvir porque ,quando abre a boca ou é para se louvar(juro-lhe que parece o meu pai...)ou para "meter medo " a quem ainda saiba alguma coisa, que depois da Conferência de imprensa ,deve estar caladinho...não pôr a "boca no trombone" dado que v. selência tem grannnnnndes amigos...
Felizmente que os Procuradores não tiveram medo... e v.selência estará a roer as unhas por não poder esgatanhá-los...
POR último: mas por que lhe custa responder às tais 27 perguntitas????
Não tem vergonha de ter o seu nome em "todas", sem ter feito mal nenhum a um sapo?
É, no mínimo! uma estranha coisa que está a acontecer em PORTUGAL...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Poema: NOITE DE ENGANOS...

FOTOS GOOGLEOs meus sonhos,
trocou-os a NOITE,dona e senhora,
sem pedir permissão!
Eram sonhos lindos, cheios de EMOÇÃO!
Enganou-me!
Falei-lhe de AMOR, de magia
e duma estranha melancolia,
que o Vento trazia no VENTRE...
Ajudada pela LUA, sua companheira eterna,
no silêncio escuro de uma luz que me não vê,
que me não sente,
que os sonhos meus não lê, trocou o meu aspirar
a seu bel prazer, sem em mim pensar...
Minh'alma, sozinha na noite escura do NADA,
permanece a meu lado, esperando ,comigo,
o momento do Sonho a VIVER...
As estrelas ,luminosas,
esbatem o seu brilho
no escuro do meu Sofrer,
a esperar...
Oiço um lento cavalgar...
Meu coração acelera...
É o meu SONHO a Vencer
na Noite da longa espera!
Vou no dorso de PÉGASO...
voo nas asas do VENTO!
Lesta, avança a Magia
direita ao teu Pensamento...
Meus sentidos(doce espera...)
livres na VIDA -POESIA,
não querem ouvir mais nada,
que palavras de sensual melodia...
Geme a noite, em perene frustração.
VENCI...DESTA VEZ, EU...!
Realiza-se magia no som da minha respiração,
na vivência desta Urgência...
...no fascínio da ILUSÃO!
Acomodo-me...abarco teus braços...suo de cansaço...
dou-me à Imaginação...
Mª ELISA C8H- 115/26-JNH/010
terça-feira, 27 de julho de 2010
UM AR DE Literatura Portuguesa:CESÁRIO VERDE! (1855-1886)

“…E que misterioso o fundo unânime das ruas, /
Das ruas ao cair da noite, ó CESÁRIO VERDE, ó MESTRE…/
ÁLVARO de CAMPOS (heterónimo de FERNANDO PESSOA)FOTO GOOGLE
“VERDE” de NOME… bem MADURO, por sinal…pois a sua poesia é das coisas mais lindas que se podem encontrar no Género Lírico, na poesia dos finais do Século XIX! E vejam como o próprio FERNANDO PESSOA se inclina, reverentemente, perante a grandiosidade da literatura de CESÁRIO VERDE (C.V):
“…E que misterioso o fundo unânime das ruas, /Das ruas ao cair da noite, Ó CESÁRIO VERDE, Ó MESTRE…!” (Heterónimo ÁLVARO DE CAMPOS).
Nasceu C.V. em LISBOA; seu pai, comerciante do ramo das ferragens, possuía uma quinta em LINDA-A – PASTORA que produzia tão bela fruta quanto saúde e paz com a Natureza, de que o poeta tanto precisava dado o cansaço que a capital nele causava. C.V ainda chegou a frequentar o Curso Superior de Letras, do qual cedo desistiu, mas onde conheceu o escritor Silva Pinto, que foi o amigo que publicou, depois da sua morte, as poesias deste génio lírico, num livro a que deu o nome de “Livro de CESÁRIO VERDE”.
Foi C.V. um poeta do período REALISTA/PARNASIANISTA, século XIX, que deixou o mundo tão cedo, que nos privou de tanta maravilhosa poesia quanto a que escreveu. E deu-nos o que o Supremo permitiu… A tuberculose era a doença da moda, neste período de intensa industrialização da nossa sociedade, e quase toda a sua família morreu, como ele, dessa terrível doença, num tempo em que ainda se não falava de antibióticos.
Na sua curta vida, não conseguiu o grande poeta ver publicados os seus poemas por nenhuma editora. Lamentava-se desse facto que o humilhava e fazia sofrer. Eis como a isso alude, no poema “CONTRARIEDADES”: “ (…) EU nunca dediquei poemas às fortunas… só a amigos ou a artistas. Independente! Só por isso os jornalistas/Me negam as colunas. / (…) Agora sinto-me eu cheio de raivas frias, /Por causa dum jornal me rejeitar, há dias, /Um folhetim de versos (…)”
A sua grande preocupação era passar, em verso, a realidade da vida do mundo que o circundava, errando, vagueando, pela cidade, em diferentes momentos do dia e da noite, contando, com o recurso ao visualismo e através de inúmeras SINESTESIAS, as misérias da vida citadina, os podres da civilização, a doença, o trabalho das classes desfavorecidas, a exploração de todos por muitos, neste tempo da expansão da industrialização na EUROPA e, mais particularmente, em PORTUGAL. É realista, porque descreve e narra, em verso, a realidade da vida da LISBOA do seu tempo; é parnasianista, pois como os poetas gregos do MONT/cidaddeE PARNASO (o monte dos poetas), se preocupava com a forma correcta de poetar, sem obedecer a regras, para que, deste modo, conseguisse abrir à poesia as portas da vida e nela permitir que entrassem os ruídos, os cheiros e a linguagem das ruas. O REALISMO de CESÁRIO VERDE reflecte, no entanto, um afastamento marcante do naturalismo e um desencanto com o próprio movimento realista, pois que ele pôs nos seus poemas todo o seu SENTIR, a sua subjectividade, o seu modo de viver os problemas. No poema “NÓS”, afirma:” (…) ao meu olhar/tudo tem um certo espírito secreto/ (…). O pronome possessivo “meu”confirma o subjectivismo, sempre que o encontrarmos nos seus poemas… Pode dizer-se que o Realismo está na narração, em verso, do que ele, realmente, observa, vê…
Os temas mais importantes da estética Cesariana são três, essencialmente: a dicotomia campo/cidade, a mulher, a realidade da vida dura do povo, bem como, por consequência, a crítica às injustiças sociais.
Apesar de o poeta adorar LISBOA, a cidade era, para ele, o símbolo do mal, da doença, da infelicidade, das injustiças, da exploração… Ao contrário, o campo representava a saúde, o bem, a vida sã, as virtudes, o paraíso da saúde, do viver simples e são. Ao lermos o poema “NUM BAIRRO MODERNO”, vemos como C.V. dramatiza a invasão simbólica da cidade pelo campo, através de uma pequena vendedeira de frutas e legumes que depõe a sua giga, “como um retalho de horta aglomerada”, numa escadaria de mármore de uma casa apalaçada. E o amor pelo campo contribui para que, numa atitude perfeitamente surrealista, ele “visse” os frutos e os legumes transformados “num ser humano”: “Eu descia/sem muita pressa, para o meu emprego, / (…) notei de costas uma rapariga pousar, ajoelhando, a sua giga…/(…)tamancos, …esguedelhada, feia(…)seus bracinhos brancos…/Subitamente que visão de artista!-/ Se eu transformasse os simples vegetais,/…Num ser humano que se mova e exista/Cheio de belas proporções carnais?!/…
A escrita de Cesário parte sempre das sensações para terminar em IMAGENS, proporcionando ao leitor a LEITURA-VISÃO da realidade observada, numa perfeita atitude de pintor impressionista! Ele próprio o reconhece quando diz: ”PINTO QUADROS COM LETRAS”. O uso de todos os sentidos da condição humana, está de tal modo disseminado pela sua obra, que o leitor pode “VER” situações que ele poetiza, como se pode ver nos versos seguintes, tirados de vários poemas: ”…Foi quando tu, descendo do burrico, /Foste colher…a um granzoal azul de grão-de-bico, /Um ramalhete rubro de papoulas. / (…) E houve talhadas de melão, damascos/ E pão-de-ló molhado em malvasia./
No que diz respeito ao papel da mulher na sua poesia, deve dizer-se que a mulher superior o irritava, porque o fazia sentir-se humilhado. Um pouco complexado perante a grandiosidade da mulher que o não olhava, chegou a fazer poemas extremamente duros, sobre esse tipo de mulher. Isso pode ver-se em vários versos de outros tantos poemas como “DESLUMBRAMENTOS”, em que afirma: ” O seu olhar possui, num jogo ardente/Um arcanjo e um demónio a iluminá-lo; /Como um florete, fere agudamente (… )”; no poema “ESPLÊNDIDA”: (…) Ei-la! Como vai bela (…) É fidalga e soberba, (…) Tem a altivez magnética e o bom-tom/ Das cortes depravadas. / (…) E eu vou acompanhando-a, corcovado, /…como um doido, em convulsões, /Febril, de colarinho amarrotado…”
No poema “HUMILHAÇÕES”, o sujeito poético, “ignorado e só”, repara na mulher superior, distante, fria, altiva, mas aqui já com uma superioridade que advém da condição económica e social: ” Esta aborrece quem é pobre! EU, quase JOB, /Aceito os seus desdéns, seus ódios idolatro-os; /…a mulher nervosa e vã… saltou soberba…As outras ao pé delas imitam as bonecas; / Eu ocultava o fraque usado nos botões (….).
Mas a visão que tem da mulher que não é “MILADY”, da mulher que trabalha para viver e da mulher que sofre a miséria e a doença, é outra, muito humana, muito sentida.
Sofre, por isso, perante a mulher que vive degradada e miseravelmente, vítima da opressão social da cidade e vai denunciando as circunstâncias sociais injustas, como no poema “Contrariedades”, onde nos familiarizamos com uma pobre engomadeira, tuberculosa, sozinha, que se mantém “a chá e pão”: “Ali defronte mora/Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes; /Engoma para fora. /Pobre esqueleto branco…. /Tão lívida! O doutor deixou-a…”. E no poema “Humilhações” aparece uma infeliz, no meio da grandiosidade e do fausto da burguesa: ”de súbito, fanhosa, infecta, rota, má, /Pôs-se na minha frente uma velhinha suja…olhos de coruja….” .
JACINTO DO PRADO COELHO, in “Problemática da História Literária”, 2ª edição, Edições ÁTICA- 1961, refere: ”…C.V. é um dos grandes iniciadores do moderno na poesia portuguesa. Contemporâneo de um DEGAS, de um RENOIR, Cesário alargou o âmbito do poético à representação pictórica das pessoas e das coisas humildes, quotidianas…”
Cesário ensinou-nos a poesia de respirar, de caminhar observando, de ver com amor e pormenor, quase com ingenuidade e fê-lo com uma linguagem nova, tanto de raiz burguesa como popular, rica em termos concretos, por vezes, atrevida, para sugerir mistura de sensações no físico e no anímico, uma linguagem impressionista e fantasista, como atrás referi, mas, ao mesmo tempo sacudida e coloquial.
Para começar a orientar este artigo para o fim, quero falar-vos do poema “CRISTALIZAÇÔES”, obra-prima da nossa Literatura, que o próprio poeta classificou, numa linguagem matemática, como um poliedro, uma figura sólida com muitas faces, pois nele conseguiu mostrar o sofrimento de imensas classes trabalhadoras. Vejamos: “De cócoras, em linha, os calceteiros, (…) Disseminadas, gritam as peixeiras (…) Homens de carga! Assim as bestas vão curvadas, (…) Povo! No pano-cru rasgado das camisas/ Uma bandeira (…) e os suspensórios traçam-lhe uma cruz!” Tanta coisa mais que fica por dizer!
Inúmeros vultos da LITERATURA Nacional e internacional se vergaram perante a grandiosidade da obra do pobre POETA: JACINTO PRADO COELHO, CLARA ROCHA; MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS, DAVID MOURÃO – FERREIRA, GEORG RUDOLF LIND, FERNANDO PESSOA ORTÓNIMO E HETERÓNIMO, …
Deixo este autor com uma frase de GEORG R. LIND, in Revista COLÓQIO/LETRAS, nº 93, SET/1986: “LER a obra de Cesário VERDE, nomeadamente “O Sentimento de um ocidental” equivale a ler um EÇA de QUEIRÓS transformado em poeta; significa entrar em contacto com uma poesia realista”.
NOTA: este artigo, embora preocupado em dar uma ideia da obra de CESÁRIO VERDE, como se pode calcular não o consegue fazer, dadas as restrições de espaço. Devem os alunos do ENSINO SECUNDÁRIO estar atentos, primeiro que tudo, às aulas de PORTUGUÊS, onde esta matéria é alargadamente tratada pelos seus Professores, caso ainda faça parte dos PROGRAMAS.
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