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sábado, 7 de agosto de 2010

POEMA:Águas inertes..

FOTO GOOGLE



Águas turvas do charco estagnado
atravessam a floresta
dos meus pensamentos ...inertes...cansados...

Anseio a luz natural de uma suave noite
...luarenta!
Uma estranha voz interior afirma, solenemente,
não haver "noites de luar",
quando se vive a pensar
no que poderia ter SIDO...


...NÃO FOI!

Mágicas vozes da druidica floresta
vivem nas águas inertes...
espreitam os meus tormentos...
riem-se da minha SOLIDÃO!


Não podem SER... pois não SÃO!


A noite vem...senta-se a meu lado...
...sua na minha pele...
...esfrega-se em MIM...
Ouvimos os gritos das sombras
que chamam minha VIDA ADORMECIDA!

Não!
NÃO a tanta turvação...

E passamos adiante...
TU, na tua teimosia!
EU...na minha REALIDADE...

E... NADA se torna VERDADE!



Mª ELISA RIBEIRO
c8H-(vds)-55/115-MAIO/010

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Poema -ciclo- "Outono-Natureza"


Acomodada no cimo da rocha musgosa,
fixo os olhos no horizonte perturbante.
Esta em que estou, é uma rocha negra,
negra de meter medo.
Tal qual o meu coração
quando, em introspecção,
desejo que cheire a rosas.

O vento uiva seus murmúrios longínquos,
vindos do fim d’outras eras…
Frescos, nas nuvens aladas,
trazem seivas do passado;
Segredos de antiguidades idas…
Outras verdades, d’outras idades!

Da rocha vejo o mar, ao longe,
balançando revolto, no meio do azul conforto.
Búzios, conchas e pedrinhas atravessaram,
-sozinhas!-
épocas de grande magia.
Havia-a, então, se havia…

Olho para dentro de mim,
revolta, também eu, assim…
Seguirei o meu farol
como o navio que rema,
morto por chegar a terra…

Agosto/08-C5E-43-Ag/08