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sábado, 12 de fevereiro de 2011

POEMA:ÉVORA...LOIRA SEARA...

foto google




“ÉVORA…LOIRA SEARA…”




Longínquos sussurros de searas ondulantes
atenuam raivas, contidas no “Presente”;
Cabelos de trigo esparsos aos ventos
lembram algas de velhos “campos”…

Searas sereias da terra doirada
mergulham em tons de mar azulado,
dispersas nos braços do suave encanto
dos queixumes da minha beleza “ESPANCA”…

Dores magoadas de amores perdidos
nos longos antros da melancolia,
despiam-te a alma, que ainda espanta
quem te lê e te crê, no dia a dia.

Trigo loiro de ÉVORA! riqueza
de oiro vestido, sem qualquer surpresa!

Teus cabelos ondulantes de POESIA gritante
contrastam com o outro loiro, brilhante.

Vem, amiga, senta-te à mesa!
Bebe teu cálice, longe da tristeza!

“Presente- ausente” no meu dia a dia
aqui estou, distante,
em tons de vento ululante
cantando searas doutras caravelas
que, em poesia, se tornam mais belas!

Meço teus passos, no labirinto
de tua alma sentida POESIA…
O vento desperta…
O ar aquece e o tempo alerta.
Teu Alentejo de nobres rumorejantes ondas
canta de tons ora azuis…ora loiros…ora moiros…

E eu, no meio deste trigo loiro,
cheiro-me seara humana,
pronta a encontrar a alma
que dimana, de um campo de oiro…

Mª Elisa Rodrigues Ribeiro

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Alentejo: chorando..a cantar!

FOTO GOOGLE



Era após era, soam, pelos ares, sons magoados

do ALENTEJO, na pessoa dos COROS de trabalhadores

suados!

Quantas lágrimas vertidas ao som desse canto,

dourado pelo trigo das searas, anafadas!



Emociona e causa arrepios de estranho prazer

esse canto misterioso, que cheira a Árabes e cruzados...

Canto misterioso, próprio e único

do qual mal se conhece "O NASCER"!



FiCO FELIZ POR OUVIR, QUANDO APANHO O SOM NO AR...



"CANTO-CHORO", melopeia de sangue nas bocas das

mãos do Semeador...

Que recorda lutas silenciosas, obstinadas!

contra injustiças de antigos- tristes-ditadores...



cada melodia, em CORO,é hino triunfante de homens e mulheres

da planície em choro, em horas de horror...



Voa ,pelos ares, a voz de FLORBELA!

Canto com ela, ao ouvir vossas dores!



No silêncio da Noite, pela planície,

soam homenagens sentidas

ao suor,à miséria, ao sacrifício...



E eu,- sem vos ver!-fixo-me nos rostos e mãos

calejadas, tisnadas do Sol ardente, queimadas...



ALENTEJO SEDENTO... que choras, a Cantar,

tantos gritos de abafar!

Darás vida ao mais belo dos ritos...

...o semear dos campos de trigo loiro...

...tesoiro falado no cantar chorado...

...das pobres ceifeiras alquebradas...

...de choros amordaçadas...

...CANTO sacrificado de corpos curvados...

...a apanhar VIDA, para secar nas eiras!



"Alentejo da minh'alma"...

de longe te estou amando!





C4D-58- (out- Set/08)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

POEMA:"SEARA HUMANA..."


Fotos google




Longínquos sussurros de searas ondulantes
atenuam raivas, contidas no “Presente”;
Cabelos de trigo esparsos aos ventos
lembram algas de velhos “campos”…

Searas sereias da terra doirada
mergulham em tons de mar azulado,
dispersas nos braços do suave encanto
dos queixumes da minha beleza “ESPANCA”…

Dores magoadas de amores perdidos
nos longos antros da melancolia,
despiam-te a alma, que ainda espanta
quem te lê e te crê, no dia a dia.

Trigo loiro de ÉVORA! riqueza
de oiro vestido, sem qualquer surpresa!

Teus cabelos ondulantes de POESIA gritante
contrastam com o outro loiro, brilhante.

Vem, amiga, senta-te à mesa!
Bebe teu cálice, longe da tristeza!

“Presente- ausente” no meu dia a dia
aqui estou, distante,
em tons de vento ululante
cantando searas doutras caravelas
que, em poesia, se tornam mais belas!

Meço teus passos, no labirinto
de tua alma sentida POESIA…
O vento desperta…
O ar aquece e o tempo alerta.
Teu Alentejo de nobres rumorejantes ondas
canta de tons ora azuis…ora loiros…ora moiros…

E eu, no meio deste trigo loiro,
cheiro-me seara humana,
pronta a encontrar a alma
que dimana, de um campo de oiro…



C6F -147-18 –SET/09

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Poema do ciclo "Místicos"

Longínquos sussurros de searas ondulantes
atenuam raivas, contidas no “Presente”;
Cabelos de trigo esparsos aos ventos
lembram algas de velhos “campos”…

Searas sereias da terra doirada
mergulham em tons de mar azulado,
dispersas nos braços do suave encanto
dos queixumes da minha beleza “ESPANCA”…

Dores magoadas de amores perdidos
nos longos antros da melancolia,
despiam-te a alma, que ainda espanta
quem te lê e te crê, no dia a dia.

Trigo loiro de ÉVORA! riqueza
de oiro vestido, sem qualquer surpresa!

Teus cabelos ondulantes de POESIA gritante
contrastam com o outro loiro, brilhante.

Vem, amiga, senta-te à mesa!
Bebe teu cálice, longe da tristeza!

“Presente- ausente” no meu dia a dia
aqui estou, distante,
em tons de vento ululante
cantando searas doutras caravelas
que, em poesia, se tornam mais belas!

Meço teus passos, no labirinto
de tua alma sentida POESIA…
O vento desperta…
O ar aquece e o tempo alerta.
Teu Alentejo de nobres rumorejantes ondas
canta de tons ora azuis…ora loiros…ora moiros…

E eu, no meio deste trigo loiro,
cheiro-me seara humana,
pronta a encontrar a alma
que dimana, de um campo de oiro…



C6F -147-18 –SET/09