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sábado, 7 de agosto de 2010

POEMA:Águas inertes..

FOTO GOOGLE



Águas turvas do charco estagnado
atravessam a floresta
dos meus pensamentos ...inertes...cansados...

Anseio a luz natural de uma suave noite
...luarenta!
Uma estranha voz interior afirma, solenemente,
não haver "noites de luar",
quando se vive a pensar
no que poderia ter SIDO...


...NÃO FOI!

Mágicas vozes da druidica floresta
vivem nas águas inertes...
espreitam os meus tormentos...
riem-se da minha SOLIDÃO!


Não podem SER... pois não SÃO!


A noite vem...senta-se a meu lado...
...sua na minha pele...
...esfrega-se em MIM...
Ouvimos os gritos das sombras
que chamam minha VIDA ADORMECIDA!

Não!
NÃO a tanta turvação...

E passamos adiante...
TU, na tua teimosia!
EU...na minha REALIDADE...

E... NADA se torna VERDADE!



Mª ELISA RIBEIRO
c8H-(vds)-55/115-MAIO/010