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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Plenitude?...


FOTOS GOOGLE




Lábios desenhados,
molhados de Amor,
falavam no ar da Noite...
Cruzados os olhares
num momento confuso,
a música difusa... deixou de ser a IDEAL...

A noite pedia
que a Vida vivesse,
a árvore germinasse,
a água corresse
e tu me apanhasses...
sob os tons da LUA-CRESCENTE...


...Pedia... mas há momentos que são tormentos...

Pairava, no ar, no meio do bosque,
a mística música do coração da NATUREZA VIVA!
- a pulsar por se entregar à tarefa
de provocar o germinar da semente...
...que SENTE... que SENTE...que SENTE...


Minha Inocência...
Como estás tão presente num passado- AUSENTE...

E este espaço do UNIVERSO...
Tenso...
cósmico, absurdo,
oferece sensações de plenitude e potência
na VIDA-CRIADORA da tua boca...SEDUTORA...


Outra vez teus olhos nos meus...
...teus lábios molhados... MEU DEUS!

Crepúsculo, penumbra ofuscante,
leva os golfinhos pela água adiante...
É VIDA a acontecer com a bênção dos deuses...
delirantes, inquietantes...


E o Céu que é teu...é meu...no INSTANTE...


MªElisa R. Ribeiro-C8H-40/108- MAIO/010(VDS)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"Poema "MULHER- NATUREZA-MÃE"


fotos google



Mulher-Natureza-Mãe!”



Montanha de segredos incómodos,
Segredos-mitos dilacerados pela Imaginação…
Assim és tu, Mulher,
Que te mostras ao olhar do Mundo,
Senhor do teu Mistério profundo.

Vulcão de força misteriosa,
Ventre-Terra… raiva fogosa…
Calor do Ser no acto de Existir
És, mesmo sem querer, força bruta no dar-se
Em acto de pura volúpia!

E ,na Lua brilhante, em Quarto-Crescente,
Afagas teu ventre, TERRA- MÃE-FECUNDA…

Tela impressionista,
Espalhas a beleza inconsciente da magia
Que de ti emana…

Eterno retorno da VIDA,
Assustas…
Mesmo quando desprotegida!

Frágil folha,
Solta da árvore pela força do vento,
Harmoniosa e cúmplice
Vais ao encontro da dor
Decidida a dar outra VIDA…

Pintura viva do andar do Mundo!
ISADORA dançando a cada segundo,
Volteias e rebolas o mistério louco
Da tua secreta condição,
Que se adivinha dos véus cerrados, transparentes,afastados…

MULHER-NATUREZA-MÃE!
Por que se disputa
A poesia que de ti advém?

Toalha de branco linho
Em pic-nic mágico,
Transformado em lençol de seda ofuscante!

CRIATURA!
Que tens dentro, enquanto a POESIA dura?

Espiral de Criação!
Pintura viva do Amor ,em constante mutação!
Erva doce da permanente magia
QUE É DAR À LUZ outro dia…


C7G-(q.c)-38/83- FEV/010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

FOTO GOOGLE


“DOR…”


O sofrimento do poeta
passa-o ele a quem o lê…
A sua meta, a mensagem,
sente-a quem a vê…
As palavras são doridas…
são mais que isso, sentidas!
com raiz funda no mal da alma,
que aspira ao ideal…
…o grande mistério
de quem forma o seu império!

O poeta também ri!
sobretudo de si próprio…
Tanto o riso como o choro
mostra-os ele, com decoro,
no seu testamento puro,
fruto de um viver duro,
que é o Poema, em si!


C5E-C1A-9/12-SET/07