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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Poema: NOITE DE ENGANOS...


FOTOS GOOGLE



Os meus sonhos,
trocou-os a NOITE,dona e senhora,
sem pedir permissão!
Eram sonhos lindos, cheios de EMOÇÃO!

Enganou-me!
Falei-lhe de AMOR, de magia
e duma estranha melancolia,
que o Vento trazia no VENTRE...

Ajudada pela LUA, sua companheira eterna,
no silêncio escuro de uma luz que me não vê,
que me não sente,
que os sonhos meus não lê, trocou o meu aspirar
a seu bel prazer, sem em mim pensar...

Minh'alma, sozinha na noite escura do NADA,
permanece a meu lado, esperando ,comigo,
o momento do Sonho a VIVER...

As estrelas ,luminosas,
esbatem o seu brilho
no escuro do meu Sofrer,
a esperar...

Oiço um lento cavalgar...
Meu coração acelera...
É o meu SONHO a Vencer
na Noite da longa espera!

Vou no dorso de PÉGASO...
voo nas asas do VENTO!
Lesta, avança a Magia
direita ao teu Pensamento...

Meus sentidos(doce espera...)
livres na VIDA -POESIA,
não querem ouvir mais nada,
que palavras de sensual melodia...

Geme a noite, em perene frustração.
VENCI...DESTA VEZ, EU...!
Realiza-se magia no som da minha respiração,
na vivência desta Urgência...
...no fascínio da ILUSÃO!

Acomodo-me...abarco teus braços...suo de cansaço...
dou-me à Imaginação...


Mª ELISA C8H- 115/26-JNH/010

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Poema do ciclo"Romanceiro Tradicional"


Quando era pequenina,
levav’a cabr’a pastar
p’ra lá da ponte d’aldeia,
onde tinha que passar.

Cheia de medo,- tão frágil!-
não podia recusar
a tarefa inadiável,
que devia executar.

(Verdade é que receava
passar por aquelas pedras...)

Falava-se de mulher moira
que, ao ver-se enclausurada
longe da casa paterna,
escolhera as águas do rio
para viver vida eterna.

E, quando o vento era forte
ululando como um lobo,
parecia canto de morte
que metia medo ao povo!

(Minha imaginação voava…)

“Mulher moira, “senhor” linda,*
fugir embora, porquê?
Se te amava teu senhor
que ainda por ti chora….”

Respondia-me o vento
com voz de eterno lamento,
contando “razões” doutrora…
Segredava leis de senhores,
de vencidos e vencedores,
desses tempos... doutro Tempo…

Eram terríveis Verdades,
que dominavam Vontades…

E eu, que disso não percebia,
queria um amor assim!
Lavaria meus cabelos,
oiro na água da ponte!
e secá-los-ia, lesta,
no peito de meu senhor
até ao romper do dia…


C6f -158/16- AGT/09
*”Senhor” era, no Português medieval, uma forma comum para homem ou mulher. Só com o passar dos séculos se introduziu o Feminino “senhora”.
Estes poeminhas de lendas e narrativas portuguesas, da época medieval, enriqueceram as noites de Inverno das famílias portuguesas, ao serão, à lareira, quando não havia televisão e as noites eram mais longas. S ão ,como se pode ver, de um romantismo ingénuo…Recordam que o nosso país foi habitado por dezenas de “castas” e povos, que deixaram, forçosamente, marcas, na nossa cultura.
E não há que ver menos valor literário no ROMANTISMO, se pensarmos no revivalismo a que estamos a assistir, com “ CREPÚSCULO”, “LUA NOVA”, e outras obras literárias do género, que se estão a revelar verdadeiros êxitos de “bilheteira”, digamos assim.
Portugal é um verdadeiro mistério, não ainda revelado, do campo das lendas, das tradições milenares, dos costumes …Talvez como reagem certos países perante as telenovelas, reajamos nós, os portugueses., com fascínio e encantamento, perante as nossas coisas mágicas…
Recomendo a obra de ALEXANDRE HERCULANO, escritor do Período Romântico Português, “LENDAS E NARRATIVAS!