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sábado, 7 de agosto de 2010

POEMA:Águas inertes..

FOTO GOOGLE



Águas turvas do charco estagnado
atravessam a floresta
dos meus pensamentos ...inertes...cansados...

Anseio a luz natural de uma suave noite
...luarenta!
Uma estranha voz interior afirma, solenemente,
não haver "noites de luar",
quando se vive a pensar
no que poderia ter SIDO...


...NÃO FOI!

Mágicas vozes da druidica floresta
vivem nas águas inertes...
espreitam os meus tormentos...
riem-se da minha SOLIDÃO!


Não podem SER... pois não SÃO!


A noite vem...senta-se a meu lado...
...sua na minha pele...
...esfrega-se em MIM...
Ouvimos os gritos das sombras
que chamam minha VIDA ADORMECIDA!

Não!
NÃO a tanta turvação...

E passamos adiante...
TU, na tua teimosia!
EU...na minha REALIDADE...

E... NADA se torna VERDADE!



Mª ELISA RIBEIRO
c8H-(vds)-55/115-MAIO/010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

POEMA: vida,minha medida...(MOD)


fotos google





Deixo a noite escura das dúvidas,
Fiéis companheiras de indesejados segundos,
Amargurados minutos,
Aflitas horas do meu Estar…

Tempestades inesperadas desferem raios
De todas as cores, pelos céus iluminados…

Um azul-roxo diferente
Atormenta, como o solene despertar de uma aurora boreal.

Pensamento em fuga, que procuras
Vielas escuras para te esconderes
Da mão que quero dar-te,
Na noite da minha solidão!

É já dia!
O Sol clareou os devaneios do pesar
Com raios de brilho, a cintilar!

APOLO,
Deus da minha claridade afundada na Emoção,
Impele-me a ver,
Para além da humana escuridão.


E toco a harpa do meu interior
Com vontade de cantar o AMOR!
Dedilho cordas de pura magia
Nos lampejos do alvorecer
Da minha audaz harmonia…
Os acordes divinais do meu íntimo ,a sorrir,
São a força da Natureza, majestosa,
A abrir para a vida…
…MEDIDA DA MINHA MEDIDA…





C7G- (MOD)-28/28-DEZ/09

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Poema do ciclo "MODERNISMO"



fotos:Google


Cismo muralhas
Submersas nos mares
De épocas duras, passadas.
Emergem ,de repente,
No espaço do meu “EU-SER”…
Sofro com este sismo ,
que fractura o meu viver!

Pedras soltas alinham-se, sem eu querer,
Reflectindo a ousadia de ESTAR…

Águas puras do Pensamento vagabundo
Erguem-se, purificando o momento do meu PENSAR!
São cascatas da VERDADE das muralhas…
Lavo-me nelas, confiando limar as falhas,
Arestas da minha vida
Pelas quais ando a penar…

Procuro espaços livres, sem fragmentos doridos!

É difícil encontrá-los entre muros tão altivos,
Que expõem pedras agrestes, batidas pelo ar do Tempo!

Heróis de tempos esquecidos… lutaram tristes batalhas!

Íngremes escarpas das vividas ameias…
Teias do Tempo permanecem vivas
Nas mágoas das lascas ali sofridas…

E eu, Cavaleiro da era da força do Pensamento,
Permaneço…ali… atento…

Ó Vento!
Ó Ar!
Ó Céu!
Não tenho nada de meu…





C6f -35/12 –AGT/09

terça-feira, 14 de abril de 2009

Pensamentos enviesados...



FOTO DO GOOGLE



Considero extremamente difícil estudarmo-nos.O acto de introspecção implica uma descida ao inferno de cada um de nós, tal como dizia o saudoso-sempre presente!-Miguel Torga, na medida em que esse acto significa ver o que de bom e de mau há em nós (o mau, principalmente, digo eu).Como somos seres imperfeitos, é natural que ,nessa visita às nossas profundezas, encontremos poucas virtudes... Espero, apesar de tudo, que sejam as suficientes para nos darem o alento imprescindível ,para continuarmos esta peregrinação, pelo espaço.
Todo o acto introspectivo nasce, como é lógico, de uma decisão voluntária: a de nos "visitarmos", com o intuito de seguir um caminho possível, para um ,também possível, aperfeiçoamento.
Vejo esse possível aperfeiçoamento como contínuo e sistemático, que, nunca parando, nos "espicaça" contra a modorra em que, por vezes, nos podemos situar.
O conhecido enciclopedista Rousseau afirmava que o Homem é "um bom selvagem" e que, o que
o pode estragar, sendo ele naturalmente bom, é a sociedade em que se integra.Ora como nada obriga a que eu seja uma delinquente "como é o meu vizinho", esforço-me por encontrar uma empatia sistemática comigo própria;e procuro ser um pouco melhor,apesar de eu não saber o caminho...Por isso, talvez, estes meus pensamentos "enviesados"fazem-me ver em mim uma avenida, larga e indefinida, por onde me movo até que a caminhada começa a sufocar-me.
A relativa inteligência de que sou dotada provoca, em mim, uma curiosidade infindável sobre tudo e todos os que se cruzam comigo ,nesta caminhada.
E "cruzo-me"com cada um, que provoca calafrios...Com Nero,imperador romano da loucura e do horror, que eu tenho a consciente pretensão de considerar abominável; "cruzo-me" com Hitler, o monstro que se considerava talhado para a "superior" missão de limpar a terra, do povo judaico . "Cruzo-me "com Joseph Fritzl, essa coisa sem nome adjectivado, por não haver adjectivos para seres como ele..."Cruzo-me"com Mugabe, Ahmadinejad, Saddam, com a Junta Militar de Mianmar, com o monstro POL-POT...Todos eles, exemplos da triste realidade que é a da auto convicção prepotente!E eu, tenho que continuar a percorrer a mesma estrada que eles...e sofro quando a realidade do caminho se começa a afunilar, mostrando-se...e sofro ,porque me pergunto quem sou, o que sou, de onde venho e para onde vou...e ando ,perpetuamente à procura da Verdade, de "uma"Verdade! Encontro, depois, uma espécie de resposta, na existência dos Indios da Floresta Amazónica, que conseguem sobreviver à ganância dos madeireiros e de todos os que promoveram a construção da estrada transamazónica. Encontro-a na maneira ,engenhosa, como os habitantes do Zimbawué vão conseguindo comer raízes de árvores para sobreviverem e no modo sacrificado como vão resistindo às violações e à morte as mulheres do Darfur...
E então, peço ajuda a não sei quem...E agradeço respostas...E procuro, no meu nocturno, ser apolínea, também...
Deus! Senhor do Universo! Eu sei que sou AR, sou Água, sou Terra e sou Fogo, como convém...