segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Amazónia e as tribos índias



FOTOS NET




SALVAR A AMAZÓNIA E AS COMUNIDADES ÍNDIAS (artigo em duas partes: parte 1)

Que os índios da floresta amazónica estão ameaçados pela ganância de tantos homens, que muitos e muitos milhares têm morrido em consequência da cobiça do “Homem- Branco” que não olha a meios para conseguir os fins, que a magnífica floresta está em perigo e com ela todos os seus naturais habitantes, indígenas, fauna e flora, pelos fogos ateados por colonos e madeireiros, para conseguirem mais terras de cultivo ou para roubarem as madeiras e se irem apossando de solos carregados de minérios nobres, que os fogos não param naquele emaranhado de árvores onde vivem seres místicos, misteriosos, protegidos pelos novos sacerdotes Druidas, que são OS ÍNDIOS, de NORTE A SUL, DE ESTE A OESTE, que a floresta mais bela e rica do Mundo é considerada “O PULMÃO DA TERRA”, que muitas tribos indígenas têm sido dizimadas por doenças adquiridas em contacto com “o bicho branco”… TUDO ISSO SE SABE, DE SOBEJO, pois os meios de comunicação nada nos escondem!

Assim como se sabe também dos “bordéis” espalhados pelos segredos da selva, instalados por verdadeiros animais sem alma, valores ou ética, que raptam, drogam e exploram raparigas índias, para se prostituírem, como escravas sexuais, recebendo em troca a devassidão, a droga e o álcool, vícios que as levam à total degradação.

Assim como também se sabe que já o PADRE VIEIRA, jesuíta diplomata e pregador, que calcorreou as terras amazónicas, no século XVII, lutou, com todas as forças contra a ganância dos colonos, portugueses e não só, que escravizavam os pobres seres da floresta para uso próprio e para a apanha do café e do cacau, atitude que lhe valeu a ira da INQUISIÇÃO, que não queria perder a sua quota-parte da EXPLORAÇÃO e que também considerava animais sem alma, os pobres índios do Brasil…
Aqui há 3-4 anos foi-nos dado ver, na TV, um lindo documentário sobre os Índios XINGU, as suas lendas, tradições, a cultura em geral, que tem passado de geração em geração, a vida do dia a dia… Enriquecedor!
Hoje, na ODISSEIA, VI outro sobre os GUARANI, que, dizia um deles, desaparecerão dentro de 10 anos, caso não se faça a delimitação de terras, entre índios e colonos.
À beira da extinção encontram-se também os conhecidos YANOMÂNI; mas não são únicos, pois segundo vi na Internet, há dezenas de tribos nesta situação. Interessante, por outro lado, é o facto de, uma vez por outra, se saber que foram encontradas novas tribos, que têm conseguido viver quase em estado selvagem, digamos assim, facto que acho ser a sua salvação, neste mundo- cão de cobiça, exploração, interesses madeireiros e petrolíferos e todos os que se relacionam com riquezas impensáveis!

Ontem, dia 11, ao abrir a revista “Pública” do jornal “PÚBLICO”, li um artigo interessante e maravilhoso sobre outra tribo à beira do perigo de extinção, os MURA, que se julgava terem sido dizimados pelos colonos portugueses; guerreiros temidos, que conseguiram sobreviver por se terem misturado no meio de outras etnias! Coisa linda! Perdoem, mas sem conhecer a AMAZÓNIA, sinto-me guerreira das suas causas! Esta gente que os portugueses, de então, consideravam das mais perigosas tribos amazónicas, incapazes de aceitar ideias de modernização e de civilização (a deles…), adaptou-se no meio “da escuridão”, vivendo do peixe que tiravam do rio, da caça e de algumas culturas como a da mandioca, que era a base da sua dieta alimentar; hoje, a multiplicarem-se como mandam as leis de DEUS, já se tornou necessário criar organismos para os apoiar no campo da saúde, educação, instrução, noções básicas de higiene e outras que, -hoje sim! se vão tornando prementes.

FIM DA 1ª parte deste artigo. (CONT.)

POEMA: CHIU...está a Lua a chamar-me...


fotos google



Chiu!
Está o luar a chamar-me…
Quer ele que vá banhar-me
nas águas cristalinas
dos riachos provocantes
que me passam , adiante…

Sinto-o na minha pele.
Oiço-o no seu falar…

Dedico-me à tarefa
de me despir bem depressa
e de , então, mergulhar
nas águas, serenamente.

Conhece-me,
esta lua brilhante,
que acompanha meus anos!
Sabe segredos tamanhos
que , sobre eles caminho,
afundando os pés descalços,
no seu brilho inebriante!

-Lava-me, luz do luar!
Seca os pecados meus
e recupera, no tempo,
passadas vivências do meu “ser-estando”…

(Mergulho, sim, está calado!)
Sei que nas luzes que espalhas,
na Terra com essa força,
está a vida que eu tive
que por teu meio, revive…
quando outra aparecer!




C6F-124/8-JNH/09

sábado, 10 de julho de 2010

Poemas...de um só fôlego...

foto google


Passeio
no meu jardim,
cheio de odores
matinais.
Fragrâncias doces,
quase maternais,
libertam
as palavras
quase irreais,
com que suspiro
os meus ais.
Levanto
os dedos
para o ar,
porque
os quero
agarrar.
Palavras!
Suspiros meus!
Respiro-vos
para o ar,
para que
possais chegar
a outros
jardins floridos!






Fevereiro 2008
648C4
Foto google



É o destino que marca a hora,
em que a areia distante
se desfaz, na face que chora…




Julho/08
C5-8/08E

Criar
é amar.
Chorar
de rasgar
o ventre
em flor…
Suportar a dor
do ventre
a criar amor…

CRIAR?
É DAR-SE…







FEV/08
612-C4 D
foto google




A espera altera, tortura!
E um grito de guerra, que lança a fera…”





FEV./08
702C4

quinta-feira, 8 de julho de 2010

POEMA:DENTRO DE MIM...FORA DE MIM...


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Dentro de mim…fora de mim



É cá dentro que estou…
Dentro de mim, tão fora,
que me sinto o meu refúgio!
Saio, por vezes, procurando o meu jardim, meu bem-estar,
minha Natureza –viva
com árvores a recrescer, ramos a reaparecer,
flores a desabrochar e frutos a amadurecer.

Fora de mim, não estou bem!
Vejo males deste mundo,
desespero profundo
e não lhes chego com a Mão,
a natural ajuda…

E o mar não consegue espalhar seu ar de alegria,
beleza marulhenta,
por todo o espaço distante, que sofre,
desesperadamente.

O sol arde, queima, assa…
Não permite a gota d’água, para paz do peregrino,
que passa pelas Margens dos Desvios
procurando a réstea de salvação, divina …ou não…

Eu, escondida dentro de mim, vejo o Vento
que passa correndo, com medo( ele também)
resfolegando ,qual cavalo perdido,
pelas montanhas, por vales famintos, barbárie total…

A MÃE- NATUREZA espalha ,pelos ares,
suas cantigas de vida a crescer e
rebentos em flor…
Conscientemente, também ela sofrerá de AMOR..

Saio de mim… olho o TEMPO e a Vida,
de fora para dentro…

É aí que me encontro comigo…e vivo!

C8H- 107/24(vds)-JULH/010

LEMBRAR MATILDE ROSA ARAÚJO(MRA)

foto google



Grande mulher, escritora, jornalista, poetisa, autora de obras para adultos e crianças, Professora, nomeadamente na Escola do Magistério Primário do Porto, entre muitas outras actividades que exerceu e das quais falarei, mais adiante, MRA nasceu em Lisboa em 1921 e faleceu, há dois dias, em Lisboa (6/7/2010).
Não gosto de falar dos vultos da nossa Literatura, no dia em que se vão...Prefiro, cumplicemente, estar de luto, em comunhão com todos os amantes da nossa LÍNGUA, nesse dia. "DA NOSSA LÍNGUA! NÃO DA DE UM IMPERDOÁVEL ACORDO ORTOGRÁFICO" que desconheço, totalmente...E nem de todos os escritores...

De famílias burguesas, que podiam pagar-lhe Professores em casa ,a todas as disciplinas, nunca frequentou nem a escola primária nem a secundária, mas entrou na Universidade , em LISBOA, onde se licenciou em FILOLOGIA ROMÂNICA.
Os seus livros para crianças denotavam uma enorme preocupação de espalhar "valores", educação e ética; por isso, dividiu a temática infantil em três espécies específicas:
temas de "infância dourada",a "infância agredida"e a infância, de um modo global, como projecto de preparação do indivíduo, tendo em vista o seu futuro e a consciencialização do papel que o mesmo pode vir a ter, na sociedade.
A escritora recebeu vários prémios, dos quais destaco:
a)-em 1980, GRANDE PRÉMIO DE LITERATURA PARA CRIANÇAS, OFERECIDO PELA FUNDAÇÂO GULBENKIAN, ATRIBUÍDO TAMBÉM A RICARDO ALBERTY;
b)-Em1991, em SÂO PAULO, BRASIL. Prémio para o melhor LIVRO ESTANGEIRO DA ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRÍTICOS DE ARTE, pelo sucesso do livro “O Palhaço Verde”;
c)-novo prémio da FUNDAÇÃO GULBENKIAN, em 1996,pelo sucesso do livro de poemas”FADAS VERDES”.
Mulher delicada, sem ser fraca de carácter- antes pelo contrário!-empenhou toda a sua vida nas LETRAS, em imensas causas humanitárias, pertenceu ao COMITÉ PORTUGUÊS da UNICEF, trabalhou como Instituto de Apoio à Criança, esteve na Sociedade Portuguesa de Escritores….
Colaborou com imensos jornais, quer de LISBOA, quer da Província.
Muitos dos seus livros reflectem o carácter de imensas pessoas com quem privou e, na LITERATURA INFANTIL, de alunos que teve e que se tornaram dignos de serem
Personagens, tanto nos bons, como nos maus exemplos.
Foi sempre muito crítica em relação ao comportamento de alunos, que não eram tão ingénuos como queriam fazer ver; por tal motivo, defendia a valorização da educação e dos valores do meio familiar, pois a FAMÍLIA é, ainda HOJE, a primeira escola da VIDA.
Muitos dos seus livros estão traduzidos em Línguas como o romeno e o moldavo; no Brasil a sua obra é bem conhecida.
Não recordo tudo o que pude ler desta escritora, na Biblioteca pobre do Colégio onde estive como aluna, ora interna ora externa; mas lembro-me bem da ficção “A GARRANA”, obra de 1943 que obteve um prémio do antigo jornal “O Século”, em parceria com o, também antigo, RÁDIO CLUB PORTUGUÊS.
Depois da sua “ida”, como é natural neste país, alguém lhe dará valor…
CONFIEMOS…
ATÉ SEMPRE!

NOTA: as ajudas para este post ,encontrei-as nos meus livros pessoais.
As recentes notícias sobre o falecimento da escritora relembraram certas coisas, que foquei.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

POEMA: MEU POISO...


foto google



MEU POISO…



Com pés de veludo, piso fofas ondas
de nuvens esbranquiçadas, por onde vagueio
arrastando o Pensamento.

Abri nelas tantas janelas!
-com as pegadas impressas,-
que receio a fuga delas…
-das ondas de brancas nuvens!-
que me têm amparada…

(Coloquei nelas tantos postos de vigia…)

Mas, já cansada de olhar,
decidi aqui ficar,
para passar o meu dia.

“Fugis, no entanto, como raio veloz,
aceso na tempestade das duras noites…
E os meus Invernos transformam-se
em dolorosos Infernos!

Vejo-vos mudar de lugar, tão apressadamente,
que não consigo acompanhar o atroz movimento…”

E os meus pés de veludo
apressam-se a trocar as voltas, aos fofos novelos de lã,
que já o não serão… AMANHÃ!

Uma chuva de ideias cai
no meu apressado fugir…
Pelos arredores, sons e cheiros de mim
sentam-se no manto do porvir!

Sinto que saio ilesa desta viagem, sem fim,
que imponho ao TEMPO… sempre atrás de mim!



C7G- O1G – NOV/09

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cont:ERICA E seus amores(2ª parte)


Estávamos a falar dos diversos nomes por que são conhecidas as urzes.
Não foi por acaso que o escritor ADOLFO ROCHA escolheu como pseudónimo literário o nome MIGUEL TORGA. MIGUEL, em honra de UNAMUNO e do ARCANJO; TORGA,porque era esse chão das montanhas de S. MARTINHO DE ANTA, coberto de torgas que ele pisava, para passear ou para caçar, ou ainda quando abandonava COIMBRA, para retemperar as forças no telurismo das suas raízes místicas.
AS urzes são de tal modo, rusticamente lindas,que eu já tentei ,por várias vezes plantá-las, sem resultado.

Diz o povo que "quem nasce pobre, tem dificuldades em se adaptar à vida de riqueza"...Talvez por isso, muita da gente que ganha ao jogo grandes fortunas que não tinha, as desbarate mais depressa do que outros...
Concluo ,então, que o homem é o principal amor e amante desta planta. Com as urzes se enfeitam ruas para as procissões da festa das terrinhas de montanha, se fazem (ou, faziam!) grinaldas para pôr nos andores dos santos ou na cabeça das noivas serranas, com os ramos secos se faziam vassouras, antigamente(ainda me lembro de a minha avó as usar!)e com elas se acendiam os fornos de tempos idos, para cozer o pão e a broa, que adquiria um cheirinho especial...

Se a mata arde por causa dos fogos, nada mais rebenta depois das chuvas ,senão as torgas...
Mas seus amores são também, e para além do homem,outros habitantes de matagais e ervais cerrados, tais como insectos, mamíferos e aves, que aí se escondem para fazer ninho ou para fugir dos predadores. Com capacidade de resistirem à falta de água, são os seus matagais ninhos seguros de abelhas, que dão um mel de urze, autêntico manjar dos deuses!

E se outras razões não houvesse para as olharmos com respeito e um certo misticismo que advém da nossa falta de compreensão das coisas,reconfortar-nos-ia o lirismo das suas ligações mitológicas à deusa do amor, para compreender todos os tantos amantes de ERICA...
Fazem-se grandes viveiros de urzes na ALEMANHA e na HOLANDA; a verdade é que, sendo esta uma planta que necessita do ar aberto das montanhas a arder de calor, não se dá muito tempo em espaços fechados ... Quem nasceu livre,não pode viver em prisões...
Até sempre

Erica e os seus amores...(NATUREZA)


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Um título enganador, decididamente...

Estava ,há dias, a ler um livro que ali tinha "em lista de espera",quando fui confrontada com esta "senhora" misteriosa, que nunca mais aparecia a justificar a inclusão do seu nome na obra.Fui avançando na leitura até que, por fim, "entrou" em força a ilustre senhora!Pois ,não querem saber que a tal ilustre personagem faz parte das nossas vidas, nos nossos passeios pelos montes e pinheirais?
É a pura verdade! A Erica é a urze! São as urzes, cheirosas e rústicas, com cores que podem ir do lilás ao branco, roxo e vermelho e que vivem ,um pouco por toda a Europa, que em Portugal vive de Norte a Sul, bem como nos Açores e na MADEIRA. Em Portugal, vivem 9/10 das quase dezóito espécies de toda a região europeia.

As urzes vivem em terrenos que mais nenhumas plantas ou arbustos não resistiriam: , matagais , charnecas,terrenos secos, áridos, ácidos, sem árvores, solos pobres e ,por vezes, preenchem espaços "carecas" de vegetação, espalhando um ar de vida, através das cores e dos cheiros, que dão às terrinhas de montanha uma tonalidade de sabor idílico.

"Erica" é o seu nome de grande senhora!Mas o povo que desconhece que o nome da planta vem do LATIM e ,noutra versão, do GREGO, chama-lhe URZE nuns sítios, torga,urgeira, lameirinha e queiró, noutros.Existe ainda na Madeira e nos Açores, creio que com outas designações.(CONTINUA,PARA CONCLUIR, já de seguida)

domingo, 4 de julho de 2010

FOTO PESSOAL



“SANGUE DE MARESIA…”


Corre-me nas veias, sangue com odor a maresia…

Não há vida que sorria
Ao povo que do mar nasceu,
Se não puder ver surgir
As águas do viver seu…

Engolem-se lágrimas,
Sorve-se a Esperança trazida
Em garrafas de Vida…

MAS…SEM MAR, NÃO HÁ VIDA!

Personagem presente, na ausência…
Nostalgia à deriva nas ondas da evidência,
És tu, MAR-OCEANO,o lado lúdico
Da impaciência
Do viver do exilado, do outro lado da Terra!

Está em guerra, o português,
Sempre que, longe da PÁTRIA
Não pode molhar os pés
Nas lágrimas do marulhar
Do seu bocado de Mar…

TERRA MOLHADA DE PEIXE A ESCORRER
ÁGUA SALGADA…

Desterro de quem viu a vida naufragada
Nos óleos orientais
Das palmeiras perfiladas…

Cruzados do ACHAR um outro mundo
Com MAR…
Soluços de impaciência!
MAR- MÚSICA a marulhar, no ir e no vir,
No sangue a fluir,
No partir e no chegar…
Azul-vermelho da Vida do povo do NAVEGAR…
Andrajoso, corajoso,
Ansioso por se DAR,
O povo do meu país come as lágrimas do suar…

MAR- SOFRIMENTO-POESIA!
Verdade do dia-a-dia!
Sinto-te a vida a pulsar
No beijo da ardente Despedida…
LÁBIOS- VIDA… ressonância bíblica…
Bebida do sofrer na água inesgotável, arável…
Fonte da IMAGEM- PÁTRIA- FLORIDA!



C7G-44/29 (mds) -FEV/010

sábado, 3 de julho de 2010

O sol, no fenómeno climático-----Um pouco de ECOLOGIA


Os entendidos na matéria prevêem, para os próximos dias, temperaturas acima dos 35º.
É próprio da época, dirão alguns; eu, que não suporto o tempo com temperaturas destas, lembro-me de quando as estações eram mais demarcadas e nos davam tempo para nos habituarmos às mudanças climatéricas.
Sabemos que o clima do Planeta é condicionado pelo Sol; na sua órbita, o globo varia de posição e a inclinação do eixo em relação à translação, facilita o tocar dos raios solares , nos vários lugares da terra, conforme os ângulos.As zonas tropicais, é sabido,recebem a luz do Sol de um modo mais perpendicular do que os pólos. À medida que o planeta vai girando, as radiações solares vão aquecendo tudo por onde passam, desde o ar à água ,aos ventos,não deixando de influenciar as correntes dos oceanos, esse fenómeno que, não sendo difícil de compreender...também não é fácil, como eu dizia aos meus colegas de Geografia.

Interessam-me todos os fenómenos geo-ecológicos que se relacionam com a TERRA, a única "casa" de que os seres humanos dispõem, para serem o que são ,hoje: GENTE!
A água que se evapora, entretanto, cria as nuvens que, de certo modo, nos defendem dos raios do Sol, e que podem, a certa altura, provocar todos esses dramas das chuvas diluvianas que temos visto no BRASIL e em tantos outros países da EUROPA: FRANÇA, ESPANHA, ROMÉNIA, ALEMANHA, etc

Desde o século passado, os cientistas de matérias relacionadas com o clima, têm vindo a estudar, profundamente ,certos fenómenos que podem fazer a diferença entre a nossa existência como seres humanos...ou a nossa extinção, como ESPÉCIE.
Mas ,já no século anterior,se começou a ver que a retenção de calor pelo planeta TERRA estava em relação directa com a composição da nossa atmosfera. É por isso que hoje dizemos que temos sido nós próprios, homens, a contribuir com o progresso da Ciência para os males que nos afligem, em termos , ainda não bem calculados! e ,naturalmente, assustadores.

Vejo estas ondas de calor que me desagradam como uma dessas aterradoras mensagens ,para o nosso futuro!A industrialização sem regras, ditará, estejamos certos disso, o nosso FUTURO, no Planeta.

Até sempre.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

POEMA: Canto mítico


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Sentada no areal, olhos baixos, cabelos soltos ao vento...
Atitude meditativa.

As areias inquietas que vêm nas ondas
escorrem-lhe dos dedos,
maquinalmente.

O Sol, altíssimo como uma nuvem perdida noutros tempos,
ardia,faiscando em cada seixo, concha ou grão de areia seca.

Com a baixa maré, formou-se uma ilhota
de pequenas proporções
onde, de repente, se reuniu um bando de flamingos
procurando alimento, em divertimento, numa vozearia
infernal!
Fulgurantes cores enlouquecem este local!

A jovem e bela mulher olhou-os ,longamente.
Levantou-se, então, com esforço,
e como que se enterrou, rapidamente,
naquelas águas do mar profundo... seu mundo...quem poderá dizer?
Nada de modo estranho e canta uma melodia ,que arripia...tão bela é...

Tomo o seu lugar no areal faíscante;
mergulho, igualmente, procurando-a para a saudar...

Ela continua a cantar,
enquanto se afasta para o grande mar,
alto e profundo;
eu continuo a nadar, para chegar ao seu mundo...

Mas que estranha sensação...
A voz do mar diz que não devo avançar.
que não me pertencem aquelas águas profundas!


Não sei porquê mas entendi a voz das ondas ...e cedi!


Regressei ao ponto de onde tudo vi.
Tocava o sino da igrejinha da terra, ali,
quase em cima das ondas...

São horas de recolher e guardar meu segredo...





C8H-12 (oi)/JUNHO/010