
FOTOS GOOGLESentada no areal, olhos baixos, cabelos soltos ao vento...
Atitude meditativa.
As areias inquietas que vêm nas ondas
escorrem-lhe dos dedos,
maquinalmente.
O Sol, altíssimo como uma nuvem perdida noutros tempos,
ardia,faiscando em cada seixo, concha ou grão de areia seca.
Com a baixa maré, formou-se uma ilhota
de pequenas proporções
onde, de repente, se reuniu um bando de flamingos
procurando alimento, em divertimento, numa vozearia
infernal!
Fulgurantes cores enlouquecem este local!
A jovem e bela mulher olhou-os ,longamente.
Levantou-se, então, com esforço,
e como que se enterrou, rapidamente,
naquelas águas do mar profundo... seu mundo...quem poderá dizer?
Nada de modo estranho e canta uma melodia ,que arripia...tão bela é...
Tomo o seu lugar no areal faíscante;
mergulho, igualmente, procurando-a para a saudar...
Ela continua a cantar,
enquanto se afasta para o grande mar,
alto e profundo;
eu continuo a nadar, para chegar ao seu mundo...
Mas que estranha sensação...
A voz do mar diz que não devo avançar.
que não me pertencem aquelas águas profundas!
Não sei porquê mas entendi a voz das ondas ...e cedi!
Regressei ao ponto de onde tudo vi.
Tocava o sino da igrejinha da terra, ali,
quase em cima das ondas...
São horas de recolher e guardar meu segredo...
C8H-12 (oi)/JUNHO/010