segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Poema meu

















MANHÃ SEM TIL

-a manhã pálida despe mais um dia
e vai colher o orvalho das rosas viradas para o mar
-o mar que ainda ressona no voo das ondas
contra o chão de areia de areia esguia
-gélido e frio leito das algas que o vento desvia.


-manhã do tudo e do nada nos anos
das margaridas desfolhadas-
-manhã pálida frágil e triste.... princípio
de um novo dia…manhã sem til-
-manhã- sem- manhã, imprecisa.
procurando o verso meu na bruma
[que inda não abriu]-

-manhã-mar das colunas antigas de Sophia,
das cestas de maçãs maduras de Clarice,
na mesa da escrita
onde vou mastigando sílabas de frutos,
a engasgar a vida musical de um poema dourado
que tenta sair-me das veias
nas velas perfumadas das esparsas de Maria Gabriela Llansol-

-manhã do dia aberto-sem til-sem esquadro
a traçar teorias da voz do silêncio nas filosofias
em que não creio…

-manhã sem til é manha do dia

em que ninguém se fia...




-

Maria Elisa Ribeiro/ AGOSTO-015

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