A história do piloto polaco que causou incidente protocolar em Portugal
AC | Hoje às 00:53
Ludwik Idzikowski morreu de forma trágica, nos Açores, em 1929, incinerado pelo povo. A homenagem do Executivo polaco e português ao piloto natural de Varsóvia está na origem, agora, de um "incidente" protocolar entre o Governo Regional e o da República.
1/5|11.09.2015 FOTO: CENTERFORMILITARYSTUDIES.ORG
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MUNDO
O aviador polaco Ludwik Idzikowski morreu em 1929, na ilha Graciosa, nos Açores, na segunda tentativa falhada de atravessar o Atlântico de avião. Pioneiro da aviação civil, o militar polaco foi homenageado, quarta-feira, junto ao local onde morreu.
A homenagem, que contou com a presença do ministro dos Combatentes e Vítimas da Repressão da Polónia, Jan Ciechanowski, e da secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, está na origem de um protesto do Governo Regional.
"Foi um lapso protocolar que já lamentei junto do senhor presidente do Governo Regional", justificou, esta quinta-feira, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, que falava na conferência de imprensa realizada no final da reunião semanal do Conselho de Ministros.
É a resposta, oficial, ao protesto, por carta divulgada nas notícias, em que presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, transmitiu o veemente protesto" pelo facto de ter tido conhecimento apenas pela comunicação social da visita oficial do ministro polaco para homenagear Ludwik Idzikowski, pioneiro polaco da aviação civil, que morreu em missão patriótica.
Pelos ares, pela pátria...
Nascido em Varsóvia, na Polónia, a 24 de agosto de 1891, Ludwik fica para a história como um dos pioneiros das tentativas de cruzar o Oceano Atlântico de avião. Tentou duas vezes. Falhou à primeira, e morreu a tentar, na segunda.
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