Miguel Macedo está de novo a ser interrogado
por Valentina MarcelinoHoje
Miguel Macedo, à saída do DCIAP na passada terça feira, após o primeiro interrogatórioFotografia © Pedro Rocha / Global Imagens
O ex-ministro da Administração interna, arguido no caso dos Vistos Gold, está nas instalações principais do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa
O interrogatório que tinha sido interrompido na passada sexta-feira, por alegado "cansaço" do ex-ministro (este quase seis horas consecutivas a ser questionado) foi retomado esta manhã. Miguel Macedo "está indiciado por factos suscetíveis de integrarem os crimes de prevaricação e de tráfico de influência", de acordo com a Procuradoria Geral da República. O inquérito, conduzido pelo DCIAP, já envolveu buscas e 11 detenções, a 18 de novembro de 2014. Em causa está a aquisição de vistos 'gold' e investiga indícios de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, prevaricação, peculato de uso, abuso de poder e tráfico de influência.
Altos quadros do Estado, pricipalmente do ministério da Justiça são também arguidos, como o antigo diretor do Instituto dos Registos e Notariado (IRN), António Figueiredo, a ex-secretária-geral do Ministério da Justiça Maria Antónia Anes, e três funcionários do IRN
Outro arguido é o ex-diretor do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Manuel Jarmela Palos, indiciado pelos crimes de co-autoria de prevaricação.
Jaime Gomes, sócio-gerente da empresa JMF Projects and Business, que terá sido favorecido por Miguel Macedo, seu amigo pessoa, é também arguido.
O DCIAP terá de deduzir a acusação até novembro, um ano após as primeiras detenções.
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