

fotos:Google
Cismo muralhas
Submersas nos mares
De épocas duras, passadas.
Emergem ,de repente,
No espaço do meu “EU-SER”…
Sofro com este sismo ,
que fractura o meu viver!
Pedras soltas alinham-se, sem eu querer,
Reflectindo a ousadia de ESTAR…
Águas puras do Pensamento vagabundo
Erguem-se, purificando o momento do meu PENSAR!
São cascatas da VERDADE das muralhas…
Lavo-me nelas, confiando limar as falhas,
Arestas da minha vida
Pelas quais ando a penar…
Procuro espaços livres, sem fragmentos doridos!
É difícil encontrá-los entre muros tão altivos,
Que expõem pedras agrestes, batidas pelo ar do Tempo!
Heróis de tempos esquecidos… lutaram tristes batalhas!
Íngremes escarpas das vividas ameias…
Teias do Tempo permanecem vivas
Nas mágoas das lascas ali sofridas…
E eu, Cavaleiro da era da força do Pensamento,
Permaneço…ali… atento…
Ó Vento!
Ó Ar!
Ó Céu!
Não tenho nada de meu…
C6f -35/12 –AGT/09