
Antonio Alberto Cta
14/4 às 18:34
Em Portugal, revolta popular da Maria da Fonte; a Patuleia, acontecimento histórico, de cariz popular, e que se alastrou por todo o país, num movimento de contestação ao governo dos Cabrais. Rebelião que deflagrou no Minho em 14 de Abril de 1846, iniciada por um grupo de mulheres lideradas por Maria da Fonte, assim chamada por ser oriunda de Fonte Arcada. A causa para a rebelião foram as leis da saúde de Novembro de 1845 que, entre outras disposições, proibiam os enterros nasigrejas como sempre se fizera até aí, confinando-os aos cemitérios. As mulheres minhotas protestaram pela primeira vez em 19 de Março na aldeia de Santo André de Frades, concelho de Póvoa do Lanhoso, quando, após obrigarem o pároco a sepultar na igreja uma mulher recentemente falecida, as autoridades decidiram exumar o corpo no cumprimento da lei. Logo os sinos tocaram a rebate e um grupo de camponesas obrigou à fuga das autoridades, com risco das próprias vidas. De uma forma aparentemente espontânea e genuinamente popular, os protestos foram-se repetindo até meados de Abril, quando passaram a ser direccionados para os funcionários da Fazenda que faziam um levantamento de bens para efeitos do lançamento de impostos. Num misto de anarquia e defesa de dignidade, houve, em Vieira do Minho, novos protestos, mas assumindo já o carácter de uma revolta; as mulheres assaltaram a Administração e destruíram os arquivos. A revolta depressa alastrou pelo resto do Minho e Trás-os-Montes. Partiu então de Braga uma força de infantaria para restabelecer a ordem. Como reacção, o movimento toma o aspecto de grupos de guerrilha.
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