quinta-feira, 28 de abril de 2016

Poema Meu


























ESCREVO LAMENTOS





As noites chegam, sozinhas, nos lamentos

do dia, que chega ao fim…

Sozinhas, ficam a ouvir os tiros que o tempo dispara,

num contínuo massacre das horas-a-correr.



Escrevo… escrevo-te…

(sempre o fiz, quando trepávamos pelos raios do escurecer,

lá onde segurávamos as vírgulas do tempo, para não o deixar fugir.)

Escrevo para conhecer a solidão do silêncio distante- de- te- ouvir…

… para que te seja mais difícil partir…para-que-te-seja-mais-fácil-voltar.



Desperta a lua e mantém-se até ao nascer do dia,

a iluminar a esperança onde me estou a manter-a-viajar-em-ti.



Sabes? Se eu escrevesse um poema, escrever-te-ia de modo

a que o céu nos caísse em cima, no calmo anoitecer da montanha

a ver-nos trepar-a-sorrir…



Escrevo-te… porque sinto meus dedos a desmaiar

no Então tua pele,

como cera quente a escorrer em mármore de papel,

a compor uma melodia sensual de encantar…



Escrevo-te, porque não sei explicar

o que me levava a sentir-me abalada e a tremer,

quando tinha que rejeitar o nó entrelaçado de amor,

que por mim trepava no auge do calor do entardecer…



__________Tenho essas palavras guardadas_________

__________inclinadas no meu coração_______________

__________vestidas de seda vermelha______________

__________perfumadas de memórias______________

______como são todas as histórias de amor______





Maria Elisa Ribeiro

JAN/015














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