segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Poema meu(REGº)






PELE…





Na tua pele

_____a transpirar amor

________deixei gotas de água

___________a suspirar rios ao relento,

_______________poros a murmurar,

___________________e cortinas fechadas

_______________________na Hora-do-nosso-Momento.



Sei bem

quando irás voltar do escuro crepuscular,

sempre que minha pele reage

a um vento sibilante, e acorda o corpo que me habita.



Os anjos costumavam esconder as estrelas…

Era da sua luz que se alimentava a nossa vida,

tal flor tresloucada à procura de um-orvalho-sustento.



Recordo o perfil afadigado das minhas pálpebras

a procurarem ler teu corpo suado…água sagrada…



Na boca,

_________________ ficaram escondidos os beijos trocados,

__________________que eriçavam os poros

__________________ dos nossos sentidos…



Corri as cortinas.

E os livros em que te escrevo começam, devagar,

a divagar a peregrinação das nossas mãos

de quando a lua tremeu de rubor.

Arrumei os lençóis de linho com o teu sabor,

nos poemas que escrevo, à luz de um candeeiro íntimo

que ouviu suspiros de amor.



De linho e cambraia, de seda e jasmim

é o cheiro de ti-que- deixaste-em-mim…



O sol queima o dia das aves, que chilreiam…

_________As searas amadurecem nos cantos de Florbela…

____________Eu chamo-te, muda, daquela janela que deu para

_______________o Outono da Primavera- em- que- fomos Verão.



Oh, Deus…há tantos anos dentro das Horas dos dias de Solidão…







Maria Elisa Rodrigues Ribeiro



AGOSTO/014

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