
Adriano Moreira defende baixa de impostos e diz que país atingiu a «fadiga fiscal»
Publicado hoje às 07:26
O antigo líder do CDS insiste que é preciso baixar os impostos. Num jantar da "Escola de Quadros" do CDS, ontem à noite, em Peniche, Adriano Moreira defendeu que o país atingiu a «fadiga fiscal».
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A jornalista Ana Catarina Santos registou as declarações de Adriano Moreira, em Peniche
O vice-presidente do CDS, Nuno Melo, disse que, passada a «excecionalidade» da intervenção externa, os centristas devem «afirmar mais» as suas políticas
Numa altura em que tanto se fala na necessidade de descida de impostos, o fundador do CDS, perante vários membros do Governo e deputados centristas, avivou-lhes a memória com uma expressão que, diz Adriano Moreira, nunca foi tão pertinente como agora.
«Creio que fui a primeira pessoa a dizer que tínhamos atingido a fadiga fiscal e continuo neste princípio. A fadiga fiscal foi atingida, é preciso mudar», avisou.
O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, Paulo Portas, estava presente e ouviu a intervenção de Adriano Moreira na "escola de quadros" do CDS-PP, que decorre em Peniche.
O constitucionalista não poupou nas críticas e questionou a impossibilidade de haver consensos, defendendo ainda que o consenso vem da maturidade política.
«Não é admissível ouvir incitamentos à separação entre velhos e novos, entre funcionários públicos e trabalhadores privados, sobretudo entre ricos e pobres, o que impede muito aquilo que hoje se chama de uma maneira muito eloquente o consenso. É tão fácil descobrir qual é o problema essencial hoje dos portugueses, para os unir: é pão na mesa e trabalho, esta coisa simples», disse.
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