sábado, 30 de abril de 2011

DIA DA MÃE-1/5/2011

Sou Mãe!

Este é o meu cartão de apresentação para sentir que tenho um pouco de legitimidade para poder dirigir-me a todas vós.
Ser Mãe ,não se explica...vive-se !Ser Mãe...implica rir e chorar, nos momentos mais significativos da nossa vida e da vida dos nossos rebentos! Ser Mãe...significa sofrer ,desde a hora em que concebemos, à hora em que "damos à luz" os seres que nunca mais deixarão, por um motivo ou outro, de nos ocupar a vida e o pensamento.
Ser Mãe...é ser MULHER na plenitude do nosso corpo e da nossa alma!
E mesmo sem termos filhos "paridos" ...somos mães no amor que dedicamos aos pobres...aos idosos...aos doentes, nos hospitais...aos alunos. nas escolas...

Chora-me a alma ao pensar nas mulheres que não puderam ser mães nas circustâncias abençoadas, em que eu o fui...Penso nas mulheres de várias castas ,religiões e países, que são forçadas a "dar à luz" no meio das guerras, escondidas como cabras, no meio de penhascos, atrás de currais, no meio das florestas...com as balas da guerra a passarem ,rentinhas, ao filho que acabam de parir!

Amo-vos ,mulheres do MUNDO, que sois MÃES, como EU!

~HOMENAGEM ÀS MÃES DE TODO O MUNDO...EM PORTUGUÊS!POEMA À MÂE" de EUGÉNIO DE ANDRADEN

foto google



No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

POEMA: SILABÁRIO




Medito a dois passos da indefinição…

Afundo-me no ar volátil que se dilui nas vagas que respiro,
nas nuvens que se movem empurradas por ímpetos,
nas folhas das árvores tocadas por movimentos místicos…

Brincam comigo, às escondidas, sons de flauta e violino
que, difundidos no FADO,
ajudam a minha construção do cosmos.
São acordes divinais…perdidos no meu deserto…
e vogam ao sabor do céu aberto.

Tomo conta de mim
no orgulho vibrante, poderoso,
da consciência da pedra bruta que luta,
que se aproxima e se afasta, do Monossílabo que SOU…

(Escrevo-me cartas de amor…conto-me os meus defeitos e aceito-os…
Amo-te mais no DEPOIS…comigo própria…
É quase um diário que escrevo, onde me lamento num refúgio…
Sou um paradoxo…oponho-me ao meu oposto!
Sou música –física, num recomeço constante do bamboleio hesitante
da alma!
Vejo que, nos teus olhos, reside o segredo do meu olhar, que escondeste
Na fortaleza do teu brilhar…

Desagrego-me e grito…)

Onde será o espaço do coração?
Dói-me a noite…
Dói-me o dia…
No meio deste vazio…confio!
Se ao menos o sol abrisse a porta fechada do meu estar
num solo definido…
Mergulharia no teu mar_________
Sorveria as sensações __________
E sempre que a vida te escolhesse, como ao virar uma folha,
seria eu o teu palco de emoções!

Rasgarei a mordaça da rotina da inquietação
E saltarei aquele velho muro da indecisão
Que me impede de mostrar êxtases…
…na melancolia do medo de não poder chegar
ao mapa do teu coração…

(AMO…
Se vivo…?

OH, pássaro louco, em desvairada correria!
A Noite, azulada e eterna, é a da minha fantasia…)

R/CL/11/ 30-MRÇ-( mqc)011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Faleceu um historiador de génio...VITORINO MAGALHÃES GODINHO( 1918-2011)

FOTO GOOGLE



Um sábio...um homem de cultura...um historiador notável que nos ajudou com a sua sabedoria a ver a História dos Descobrimentos portugueses, de um modo diferente, humano.Com a ajuda dos seus estudos, aprendi a entender a excepcional Globalização que o povo português empreendeu, nos cantos mais remotos do GLOBO, cumprindo aquilo que PESSOA clamava:" DEUS(...) quis que o mar unisse,já não separasse...(...)E a orla branca foi de ilha em continente...(...)"
Esquecido pela "CULTURA" que não existe ,no país em que viveu(como é da norma, aliás!)os seus estudos e pensamentos projectaram no mundo, a obra inigualável deste povo "que nasceu com o mar a bater-lhe à porta, lambendo-lhe os pés ,num convite impossível de ignorar.."( palavras de um poema meu).A ditadura salazarista roubou-l
he a CÁTEDRA...mas o MUNDO reconheceu-lhe o valor!
Falarei desta personalidade ,em momento oportuno, depois de um trabalho de pesquisa, que se impõe.
MARIA ELISA

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de ABRIL/011....


FOTOS GOOGLE






Mais um ano passa sob as comemorações deste dia, que marcou a moderna sociedade portuguesa, desde o último quarto do século anterior.

Tenho visto e ouvido o que as personalidades têm estado a dizer, sobre este momento da nossa história recente.Os quatro presidentes da REPÚBLICA destes 37 anos, reunidos pelo actual PRESIDENTE, em cerimónia diferente, no PALÁCIO DE BELÉM, discursaram perante o povo, através dos mais modernos meios de comunicação, apelando à concórdia, à esperança e à participação dos portugueses, no sentido de reformularmos a sociedade e vencermos, mais uma vez, os tremendos problemas com que nos confrontamos, neste angustiante período da nossa história.

Discursos consensuais, versando todos, mais ou menos ,a mesma temática e pedindo aos partidos que se entendam, antes e depois das próximas eleições; sem esse entendimento, numa posição de força contra os ataques especulativos da banca intenacional, pouco se pode fazer e mais ainda se os portugueses se acomodarem e não reagirem contra este estado de coisas!
Tocou-me ,mais profundamente, o discurso de JORGE SAMPAIO, mais duro e realista, pedindo aos sindicatos que sejam realista nesta altura e aos políticos para dizerem a verdade, que se impõe!

Os portugueses já sentem, tremendamente, nas suas vidas, a verdade da recessão...talvez porque,sempre viveram ,diz JORGE SAMPAIO,acima das suas possibilidades!"POBRE ZÉ"!...Então, e os milhentos Euros das vaidades das grandes empresas e do Governo que têm desbaratado os dinheiros em luxos ,jantares, carros topo de gama, ...todos esses que não viveram ABRIL, mas que se "arranjaram"à custa de ABRIL?

Os cravos murcharam...as angústias e a fome aumentaram...o desemprego de milhares e milhares de pobres portugueses, tira-nos momentos de repouso interior...O FMI aí está, novamente, a preparar-nos "a cama"...

PoRTUGUESES...QUE FAZER? Não ouvi, de nenhum deles, uma palavra para a miséria em que hoje vivemos...

sábado, 23 de abril de 2011

Poema: trinados...





Angustiada, como qualquer sem-abrigo
Perdido na sociedade,
Procuro o som do luar,
Que se espalha em difusa claridade.
Sinto, a bater em meus olhos,
A ilusão da Verdade…que se não sabe!
Enxergo, ao longe,
O clarão da Vontade, que me invade…

Cheira-me a terra viva, ferida pela charrua,
Que espera a semente, que geme…

Saltita o vento, levando gotas de água da noite,
Qual fermento da vida, em crescendo…

Cheira-me a guitarras de Coimbra…
Ainda escura, sem a luz da lua.
Dobres delicados, em airosos trinados,
Choram, enlevados, nas margens do rio:
fugidio, luzente, brilhante,
Inconstante... como o olhar sem luar
Do amante arredio…

Tempero o meu andar a esmo
com sons de claridade...

Os cálculos impostores das brumas da vida
deixo-os no quarto escuro da mágoa...da ferida
escondida no armário, por trás de muro,
que me queria sofrida!

A custo, subo a calçada empedrada,
regada pelo som dos trinados de baladas seculares...

A vida canta!O rio chora cascatas de águas escorregadias...
Eu deslizo...Espero o brilho soalheiro que põe a terra a brilhar,
sob raios de fulvo luar...
...com árvores a rebentar...uvas a maturar...
...ninhos a pulsar...mosto da uva a espreitar...




CAD4D -77-ABL/08

quinta-feira, 21 de abril de 2011

FELIZ PERÍODO PASCAL...


FOTOS GOOGLE






Mais um período pascal...
Como o Tempo passa depressa, sem que demos conta dessa velocidade misteriosa, que sentimos no nosso ser...no Bilhete de Identidade...nas agruras do dia a dia...
Felizmente, estamos por cá, graças ao ALGUÉM em que creio..
Não posso deixar passar estes dias sem desejar aos meus tantos amigos e seguidores um Feliz Período Pascal; dirijo-me ,especialmente, se não levais a mal, aos doentes e a outros que estejam a sofrer, seja por que motivo for e que não sintam disposição para festas.
Mas, amigos, este é um período de esperança na regeneração, até na própria Natureza!
Tenhamos ,aquele pouquinho de fé-ao menos!-para ver o mundo de outro modo!

Coincide ,este ano, o período pascal, com o momento revolucionário que o nosso país viveu ,em 1974, o 25 de ABRIL.
Desmoralizados com a situação em que o país se encontra, tenhamos a coragem de não culpar Abril...Culpemos os políticos ( que não sabíamos "O" que era...) na nossa inoc~encia das regras democráticas, culpemo-nos por não termos sabido "ter os olhos abertos" quando era preciso ,para PROTESTAR contra o roubo ,a corrupção, o novo-riquismo...

Celebremos ABRIL na firme convicção de que as mulheres têm um papel preponderante nestas causas!
Alguém, sabiamente, dizia ,há dias: " As mulheres têm duas armas importantes para lutarem : os tachos a bater forte nas ruas, em demonstração de FOME e a fome que podem provocar aos seus homens, em período de GREVE..............

BOA E SANTA PÁSCOA PARA TODOS VÓS!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

FECHO-ME EM TI…
















Fecho-me em ti, piano da VIDA,
Ao tocares a ferida do meu sentir.
Fado dolente…
Coração ardente, perdido nos ares que respiro…
…onde não perduro…

Se ao menos as flores abrissem, ao som dos acordes
Da força que irrompe do botão de rosa, a florir…
Se ao menos as aves cantassem a sonata do meu correr
Para ti, na madrugada da Imaginação…
Se ao menos uma semente germinasse ao som
Dos meus sentidos…a esperarem-te…

O mundo parou, no momento em que o vento
Ao passar em mim, deixou teu rosto no meu tormento.
Até a Lua navegou …de Crescente em Crescente…

Ruídos do teu ALÉM, sinto-os eu também,
Dentro da Saudade, estranha, potente, dessa luz navegante…

Tão noite, já! O teu amor adormeceu…
E montanha poderosa afasta-me da rosa de um sorriso teu!
Que faço, desta NOITE, escura como breu?

Faúlhas do meu desejo perdem-se nos ares,
Nos mares, nos lugares por onde perpassa teu cheiro,
No som de uma força
Que me ameaça…

Do fundo da terra, espiral de sensações irrompe, em força!
Vulcões em brasa…lava- magma -escorrido
Na guerra do FOGO contra o FOGO!

Pedaços de mim rebentam em ti…
Flores da Primavera, em longa espera do Sol de Verão,
Perdem-se no mar da Emoção…sem Razão.
Sonho o que me falta…falta-me tudo, do NADA que sou!
E escrevo, entretanto…espalho meu pranto,
Vivendo apenas o que posso ser…ALMA-MULHER!

C11L-28- (mqc) MRÇ/011

quinta-feira, 14 de abril de 2011