"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
POEMA: MONTE DE VENDAVAIS...
MONTE DOS VENDAVAIS…
Há sempre mais luz e sol brilhante
quando a poesia se esguia, furtiva e serena,
pela ponta dos dedos a escorrer pela pena.
Há sempre calçadas pisadas, doridas,
quando a poesia goteja mensagem
no corpo do lexema-coragem.
Há sempre o calor que brota do teu sorriso,
nascimento e percurso da alegria do meu viso.
Porta de entrada nos teus enigmas,
esse riso anelante leva-me a sonhos proibidos
que me circulam no sangue, em mistérios nas veias escondidos…
Há sempre o gemido de uma flor
que se verga ao teu odor…
e altera o equilíbrio do mundo
nas linhas de um papel
onde nasce uma poesia
que vive do teu sabor…
Meu monte dos vendavais semeia letras a esmo na policromia da aragem…
Trampolins de sensações
é com elas que escrevo nas ondas das emoções
do pestanejar do passar das estações!
E há ecos dos meus gritos ao vento no monte dos ais…
Há flores agrestes difusas nas ervas selvagens…
Há giestas silvestres urzes cheirosas jasmins atrevidos
que me roçam os pés
com a força das aragens!
Esvoaçam pássaros coloridos batendo as asas, quase sem ruídos.
As folhas das árvores vergam-se às brisas frondosas
que sugam o orvalho das pétalas de rosas.
Ao longe
o mar desperta
afastando as ondas
em voltas furibundas…
Na escultura do teu sono…o desalinho do abandono!
Cansada de esperar,
morre a chama da velha lareira…
Soltam-se as cinzas pela clareira
levadas no vento
pela serra altaneira…
Há desafios de desvelos que teimam em permanecer
nas letras que passo nos dedos, pelos teus cabelos…
Marilisa Ribeiro
Out/011-
sexta-feira, 29 de abril de 2011
POEMA: SILABÁRIO

Medito a dois passos da indefinição…
Afundo-me no ar volátil que se dilui nas vagas que respiro,
nas nuvens que se movem empurradas por ímpetos,
nas folhas das árvores tocadas por movimentos místicos…
Brincam comigo, às escondidas, sons de flauta e violino
que, difundidos no FADO,
ajudam a minha construção do cosmos.
São acordes divinais…perdidos no meu deserto…
e vogam ao sabor do céu aberto.
Tomo conta de mim
no orgulho vibrante, poderoso,
da consciência da pedra bruta que luta,
que se aproxima e se afasta, do Monossílabo que SOU…
(Escrevo-me cartas de amor…conto-me os meus defeitos e aceito-os…
Amo-te mais no DEPOIS…comigo própria…
É quase um diário que escrevo, onde me lamento num refúgio…
Sou um paradoxo…oponho-me ao meu oposto!
Sou música –física, num recomeço constante do bamboleio hesitante
da alma!
Vejo que, nos teus olhos, reside o segredo do meu olhar, que escondeste
Na fortaleza do teu brilhar…
Desagrego-me e grito…)
Onde será o espaço do coração?
Dói-me a noite…
Dói-me o dia…
No meio deste vazio…confio!
Se ao menos o sol abrisse a porta fechada do meu estar
num solo definido…
Mergulharia no teu mar_________
Sorveria as sensações __________
E sempre que a vida te escolhesse, como ao virar uma folha,
seria eu o teu palco de emoções!
Rasgarei a mordaça da rotina da inquietação
E saltarei aquele velho muro da indecisão
Que me impede de mostrar êxtases…
…na melancolia do medo de não poder chegar
ao mapa do teu coração…
(AMO…
Se vivo…?
OH, pássaro louco, em desvairada correria!
A Noite, azulada e eterna, é a da minha fantasia…)
R/CL/11/ 30-MRÇ-( mqc)011
Etiquetas:
a vida ...esperanças e angústias,
amor,
poema
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
POEMA:VIVALDI
FOTO GOOGLEVIVALDI…
Aperto forte do coração…
Beijo ardente de paixão…
Um anseio de tremer…
Minha carta de apresentação
Que eu não dei…não!
Tudo espero que recebas
Quando passar por ti
O Vento do ar que respiramos…
As nuvens movem-se.
Arredam-se do caminho desse carinho
Para que o sintas depressa!
É urgente que saboreies
Esse cheiro da minh’alma
Que não se aparta da tua!
Pela rua,
Indiferentes ao sorriso de MIM- criança enamorada
Correm outras crianças na felicidade da inocência
Sem sentirem os Sentidos ACTIVOS
De seres OUTROS…mais vivos…
Pelo ar ,
Passam aviões, indiferentes ao Amor
Que corre pelas nuvens,
Direito ao teu coração…
Não me perturbam, não!
Sei que o deixarão passar para que possa chegar
Depressa ao retábulo sagrado ,que é teu coração,
Onde me deito a sonhar…
A NATUREZA que amo e que sou
Envia-me a sua música pura
Anunciando a resposta…
É meu, teu coração!
Árvores, arbustos, colheitas floridas
Aves a cantar, fontes a jorrar…
AR, ÀGUA, TERRA, E EU…FOGO!
Cantamos a nossa vida!
É VIVALDI que acorda nossas quatro estações!
Somos nós que as recebemos
De mãos erguidas, no ar que elas respiram
Ao som da música do amor!
É MOZART na melancolia dos seus doridos trinados…
…entrando em mim…longe de ti…
É, por fim, BEETHOVAN, no seu “HINO À ALEGRIA”
Da vida do nosso dia…
Não tardes, amor, que é hora de levares
A rubra flor da minha chama
Que por ti clama!
VEM A MIM, QUE TE RESPIRO…TE CANTO…TE ENCANTO
Sente-me no ar que passa…no sol que queima…
Na chama que se derrete…
C9I- 4/51- OUT/010
52
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
DANÇA TRISTE...
foto google... no leito desfeito
no odor do teu peito...
dançoTCHAIKOWSKY,
retumbante hino à guerra
pacífica, extasiante...
...de um MOMENTO que espera!
teus odores esbatem, fortes,
no odor de messalinas...
...corpos a arder sem nada ter...
misturo sensações numa confusão
de Emoções...
raízes desalinhadas, orientadas
pelo fulgor do vulcão que expeliu magma vivo
...enquanto não vem teu SOl
fazê-las desabrochar...
ondulam, suavemente, os odores
da engrenagem do AMOR...emperrados
trucidados pela falta de calor!
Frente ao espelho que não miro
resisto à magia de dançar
um coração a chorar...
Schubert..."AVÉ -MARIA"!
SENHORA da VIDA!MÃE da MORTE...
no desnorte do AMOR, feito ódio e furor!
chamo pelo mar bravio que foste
tentando acalmar sentidos não despertados...
Desabrochar que não FOI !
fissura palpável do teu ardor-miragem.
com laivos de vento leste, furioso e agreste,
vou nas ondas desse vento...
Tento acalmar o tormento de não-ser
de ver o fruto cair ao apodrecer...
Navego, então,no teu mar ansioso
desfeito...calmo...suado...
ODOR A PECADO-AMOR !
tiro o lençol da fantasia espasmática...
... pedaço de pano nobre...
... que acolheu minha nudez de deusa do amor
na luz esbatida dessa alma difusa...
quase escondida!...
E regurgito os beijos esquecidos que deste,
para não me sentir só na floresta do quarto
onde,flores a desabrochar em odores do Paraíso
esperam calmas por teu sorriso,
do qual escorrem águas de VIDA...
Apoteose da loucura!
Teu cavalo ardente, vigoroso, passou...
atravessou a floresta de nuvens
e rumou a outras direcções!
Estala o corpo que anseia por teu calor!
Sente que transbordas em teias de renda fina,
apagando percursos do AMOR...
Ânsia de adormecer em Ti no mais profundo de MIM !
.................Entro meus olhos nos teus......................
Danço RACHMANINOV no CORPO de TI sem MIM...
Engravido de música, sem FIM...
...e procuro teu ardor de MIM............A VIVER!
Maria Elisa Ribeiro
C9I 30(mqc)-DEZ/010
domingo, 22 de agosto de 2010
Borbulha-me um poema…
FOTO GOOGLEBorbulha-me um poema…
Atenta a este rumorejar do cérebro,
Espero uma mensagem serena.
Fixo-me nas margens do rio
Pulsantes de verde e de vida;
O poema, desalinhado, ainda,
Virá das flores
rejuvenescidas pelos pingos de água
que saltam do rio, em constante ebulição…
Fervilham, excitadas, as palavras em fila, à minha disposição!
Fervilha-me esse poema…
Indecisa na escolha do húmus para a minha obra,
Esforço-me, na margem da minha longa viagem,
Procurando o fruto certo da Hora exacta…
Na luz compacta!
Que constante saltitar, para trás e para diante,
Se opera no confuso pensamento de mim poeta!
Vou esperando, confiante…
Cada palavra tem seu uso… por vezes, confuso, difuso…
Serenamente, o fruto virá da semente…
TERRA-VIDA- LATEJANTE…
ONDE PÁRA MEU INSTANTE?
Ó dor de cada momento!
Ó céu sem firmamento!
Ó parcas da maldição!
Esperança sepultada num senão…
NÃO… não sou feliz…NÃO!!
C6F-76- ABL/09
Etiquetas:
actor da vida,
amor,
felicidade,
poema
terça-feira, 10 de março de 2009
Edgar Alan Poe's poems

To you all, Dra Celeste's pupils, a small poem for you to translate...
"Helen, thy beauty is to me
Like those Nicéan barks of yore,
That gently, o'er a perfumed sea,
The weary, way-worn wonderer bore
To his own native shore.
On desperate seas long wont to roam,
Thy hyacinth hair ,thy classic face,
Thy Naiad airs have brought me home
To the glory that wasGreece,
And the grandeur that was Rome.(...)"
It's missing five verses...Please do try to translate these ones.
Yours friendly
Ma Elisa
"Helen, thy beauty is to me
Like those Nicéan barks of yore,
That gently, o'er a perfumed sea,
The weary, way-worn wonderer bore
To his own native shore.
On desperate seas long wont to roam,
Thy hyacinth hair ,thy classic face,
Thy Naiad airs have brought me home
To the glory that wasGreece,
And the grandeur that was Rome.(...)"
It's missing five verses...Please do try to translate these ones.
Yours friendly
Ma Elisa
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