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sexta-feira, 16 de julho de 2010

POEMA: SONHOS...



FOTOS DA NET



SONHOS…


Meus olhos, vazios e inquietos,
coloridos pelo dourado do SOL
pujante, inquietante, quente,
fecham-se, no momento
em que mergulho nas geladas águas do Atlântico,
oceano do meu Mar, sempre a provocar…

Nudez morna… que tempera a fria água…
…que acalma…

Sentidos despertos,
ciganamente perdidos,
deambulantes,
oferecem fragrâncias distantes
no odor da maresia,
que se mantém forte, no dia-a-dia…

O Mar revela-se provocante…
Aconchega-me…toca meu corpo…enrola-me…
…cobre-me de espuma brilhante…

E eu aceito essa carícia anelante…
Deito-me nele, à tona d’água, inexperiente
como frágua no rochedo, distante…

Ondas atrás de ondas, vem o Mar por mim acima,
refrescando meus sentidos, alegres… dissimulados
como areia nas águas…

Cai o Sol na serrania da linha do horizonte.
É hora de regressar ao monte, que se esconde
à minha espera,
por detrás das dunas de areia, fresca e vigilante…

ESTOU A SALVO!
Ao cobrir-me, olhei o Mar,
onde não sei mergulhar…


C8H-34/31- JLH/010

terça-feira, 2 de março de 2010

POEMA: "Alucinação imprevista..."

Foto google



“Alucinação imprevista…”


Sussurros do Mar…
Prelúdios de Amor!

Cantam as águas do oceano
Engrandecido, cobertas de penas
De aves brancas, exóticas,
Entontecidas…

O Sol bate, ardente, nas areias
Cravejadas de brilhantes…

Corpo quente de mulher
Estendido no areal,
Reflecte o calor potente
Do astro- rei, a escaldar…

Batem as águas nas ondas elegantes
De encontro às paredes da rocha potente…

E ela, mulher dormente,
Espreguiça seu corpo dolente
Sob os raios de luz
Estonteante…

Meus pés caminham serenos
Enterrados nas frescas espumas
Que querem chegar às dunas…

Levanta-se o Mistério
Daquele areal,
Com ar sensual…
Dengoso,
Calmo,
Magestoso,
O corpo desnudo
Penetra o mar profundo…

É vela desfraldada
De pureza imaculada!

Foge da falta de sonho
E ambições…
Procura a janela da ilha
A sorrir, onde Portugal há-de chegar…

Mulher-comigo…
Meu presente anelante!
Meu mar claro!
Meu lindo Futuro!

E passo as mãos
Pelo corpo suado,
De tanto lutar contra o Mar!
E ele aceita o suave veludo
Que se desprende…
Que volta ao areal doirado
Despejando mistérios
De olhos molhados…

Quadro impressionista!
Alucinação imprevista…
Que sonho surrealista!

C7G- (OI)-46/52/MRÇ/010

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

POEMA DO CICLO" MULHER QUARTO_CRESCENTEsonhos

Perdem-se pelo ar, lembranças quase apagadas
De verdades enganadas.

No pudor do meu sentir,
Aceito sonhos gorados...

Nas asas do Mar que se espraia
Nos braços abertos do luar,
Há esperanças de novas espumas
Limpinhas, esbranquiçadas, tocadas
Por ondas desarvoradas…

Paixão…
Doçura…
Beijos de areias desfeitas,
Nos braços do temporal…

Estou bem, no meu mal…
SONHO…
Pego nas conchas do amor, zangado com o ar do mar…

Abraço-as contra o peito,
Desfeito pela tempestade quente
Dos sentidos.

Cheiro doces amplexos,
No meio do sussurrar…

Situo-me no mapa do teu peito,
Afeito ao meu ciciar..

O Mar da Saudade do antigo navegar
Vem à costa, ver se nos pode vencer…

Rolamos, mesmo ao seu lado,
Sem pejo do seu olhar!

E meus cabelos , ao vento, molhados do orvalhar,
Repousam no peito forte, do teu doce palpitar..

ESTOU MAL… no BEM DO SONHAR…


C7G-34/25-DEZ/09

domingo, 29 de novembro de 2009

Poema do ciclo "MODERNISMO"





… mar a sorrir…
serra que se avista no despedir de gente
para o infinito alcançar…
assim é meu país…

Sol radioso, brilhante, claro
Que desfere centelhas de um fogo raro…

…pinhal de madeira em flor,
levou barcos, com ardor
e com a alma do rei “LAVRADOR”!

É também, e-porventura!-
o Sonho à nossa altura!

Da ambição desmedida, na procura de outro Além,
homens há que vão chorando
a Saudade de uma MÃE…
MÃE –TERRA, rectângulo afilado
que recusa estar ao LADO…

O meu país é VIVER
sempre , sempre a esperar MAIS…
É a insónia do dormir inquieto,
do mar aberto
no alongar-se da serra, a chorar…

É Dinis, “o Lavrador- trovador!”..
É Henrique, o “Navegador”
e Pessoa , o “anti-pensador”…
É coragem, é viagem,
Eterna canção de AMOR!


É AINDA… POETA E SONHADOR!


C7G-7/27- (MOD.)- NVB/09

terça-feira, 8 de setembro de 2009

POEMA DO CICLO "ONDAS DE INQUIETAÇÃO...


Ao olhar o mar hoje no auge do seu fascínio,
perscruto horizontes distantes de antigos marinheiros,
em romagens longas, constantes, até aos cumes do delírio
confiantes…

O pensamento revive tempos passados
de inevitável martírio, em que o mar misterioso
prometia um futuro glorioso,
com odores de perfume, em delírio…

Espanha, tão ali ao lado, marcava nossos confins.
O mar, tão ali ao lado, prometia outros “marfins”…
Então, quais peregrinos das ondass
sem bordões para o caminho,
este país de pastores e pobres agricultores
sonhou o seu “Graal”, em longínquos areais.

Partimos…mas não bastou!
Afinal, “nem tudo vale a pena
quando a alma não é pequena”…
As canelas, as pimentas e os marfins
desapareceram, com o vento dos tempos,
deixando,
para além dos conhecimentos,
esta gente grandiosa,
permanentemente angustiada e ansiosa!





C5 E -2 Jan./08