
Ao olhar o mar hoje no auge do seu fascínio,
perscruto horizontes distantes de antigos marinheiros,
em romagens longas, constantes, até aos cumes do delírio
confiantes…
O pensamento revive tempos passados
de inevitável martírio, em que o mar misterioso
prometia um futuro glorioso,
com odores de perfume, em delírio…
Espanha, tão ali ao lado, marcava nossos confins.
O mar, tão ali ao lado, prometia outros “marfins”…
Então, quais peregrinos das ondass
sem bordões para o caminho,
este país de pastores e pobres agricultores
sonhou o seu “Graal”, em longínquos areais.
Partimos…mas não bastou!
Afinal, “nem tudo vale a pena
quando a alma não é pequena”…
As canelas, as pimentas e os marfins
desapareceram, com o vento dos tempos,
deixando,
para além dos conhecimentos,
esta gente grandiosa,
permanentemente angustiada e ansiosa!
C5 E -2 Jan./08