Foto google“Alucinação imprevista…”
Sussurros do Mar…
Prelúdios de Amor!
Cantam as águas do oceano
Engrandecido, cobertas de penas
De aves brancas, exóticas,
Entontecidas…
O Sol bate, ardente, nas areias
Cravejadas de brilhantes…
Corpo quente de mulher
Estendido no areal,
Reflecte o calor potente
Do astro- rei, a escaldar…
Batem as águas nas ondas elegantes
De encontro às paredes da rocha potente…
E ela, mulher dormente,
Espreguiça seu corpo dolente
Sob os raios de luz
Estonteante…
Meus pés caminham serenos
Enterrados nas frescas espumas
Que querem chegar às dunas…
Levanta-se o Mistério
Daquele areal,
Com ar sensual…
Dengoso,
Calmo,
Magestoso,
O corpo desnudo
Penetra o mar profundo…
É vela desfraldada
De pureza imaculada!
Foge da falta de sonho
E ambições…
Procura a janela da ilha
A sorrir, onde Portugal há-de chegar…
Mulher-comigo…
Meu presente anelante!
Meu mar claro!
Meu lindo Futuro!
E passo as mãos
Pelo corpo suado,
De tanto lutar contra o Mar!
E ele aceita o suave veludo
Que se desprende…
Que volta ao areal doirado
Despejando mistérios
De olhos molhados…
Quadro impressionista!
Alucinação imprevista…
Que sonho surrealista!
C7G- (OI)-46/52/MRÇ/010