segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Poema REGººººº!







O POEMA TUDO ESCONDE ATÉ À HORA-DE-SER



O vento leva as palavras, até onde o poeta
semeia sonhos, noites inspiradas, lagos de cisnes
enfeiçados pelos nocturnos luares…e olhos…e olhares…
…e sentidos vividos pelas folhas aos seus ouvidos.
O luar dos teus olhos a visitar os meus empalidece
enquanto minha tranças desfaço…

Tremo. Mas tu passas- a- um- passo- da- pressa
sem veres esta anemia de amor,
 que desejaria ser rubra flor
para parar esse passo,
 que se tornou mais lento e compassado.

A vida continua para os outros poemas em festa!








 Dançam pirilampos ao escurecer
 bebem os insectos os últimos sucos das plantas do amor,
e a noite da terra escreve o seu poema,
 que há-de ler à hora do mais belo alvor.

Confio que o teu olhar vença os mais belos luares…
Então, minh’alma, grande como o ESPERAR,
 soltará seus sonhos,
 afastará os cisnes,
 os luares e as rosas de múltiplas cores…
_____________________________________E tudo o que o meu poema está a esconder
_____________________________________sairá à luz do dia, quando ele estiver-a-SER.


Maria Elisa Ribeiro
Julho/017

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