O POEMA TUDO ESCONDE ATÉ À HORA-DE-SER
O vento leva as palavras, até onde o poeta
semeia sonhos, noites inspiradas, lagos de cisnes
enfeiçados pelos nocturnos luares…e olhos…e olhares…
…e sentidos vividos pelas folhas aos seus ouvidos.
O luar dos teus olhos a visitar os meus empalidece
enquanto minha tranças desfaço…
Tremo. Mas tu passas- a- um- passo- da- pressa
sem veres esta anemia de amor,
que desejaria ser
rubra flor
para parar esse passo,
que se tornou mais
lento e compassado.
A vida continua para os outros poemas em festa!
Dançam pirilampos ao escurecer
bebem os insectos os
últimos sucos das plantas do amor,
e a noite da terra escreve o seu poema,
que há-de ler à hora
do mais belo alvor.
Confio que o teu olhar vença os mais belos luares…
Então, minh’alma, grande como o ESPERAR,
soltará seus sonhos,
afastará os cisnes,
os luares e as rosas
de múltiplas cores…
_____________________________________E tudo o que o meu
poema está a esconder
_____________________________________sairá à luz do dia,
quando ele estiver-a-SER.
Maria Elisa Ribeiro
Julho/017

Sem comentários:
Enviar um comentário