
Poema
RUMORES POÉTICOS
Não há verdades indiferentes…Há rumores de verdade…
Todas elas são, em pleno, uma convicção
que germina na força,
que se realiza nas correntes de sangue,
que são a raíz da nossa humanidade.
Um poeta sente-as nas palavras que correm pelo papel, diferentes, encadeadas na vida que rebola montanha abaixo, levando constelações como cavalo em tropel.
As pedras e as estrelas sujeitas e condicionadas a forças obscuras, cobrem a beira do caminho a transformar-nos em árvores de raízes puras, assentes na coragem de soltar palavras que vêm do profundo húmus interior.
Assim será a face do poeta, ao revelar a maturidade do sabor dos frutos amadurecidos, aguerridos na dor de nascer. Assim recria o semeador o seu novo dia, sabendo que a verdade da vida é o que sobra de todas as outras verdades do esquecimento profundo, com que o mundo lhe pára nas mãos.
Um rumor salta o muro do deserto…Sobe montanhas, rios e mares, pula entre as constelações e cai na beira do caminho, perto da fragilidade do mundo dos poemas livres…
Minha mão aberta estende-se, em concha de puro nácar e recolhe as sílabas perto do coração para dar asas à liberdade da Emoção, num pensamento poético…
Maria Elisa Ribeiro
DEZ/014
Poema de Manuel António Pina , in Net
"Não o Sonho
Talvez sejas a breve
recordação de um sonho
de que alguém (talvez tu) acordou
(não o sonho, mas a recordação dele),
um sonho parado de que restam
apenas imagens desfeitas, pressentimentos.
Também eu não me lembro,
também eu estou preso nos meus sentidos
sem poder sair. Se pudesses ouvir,
aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos,
animais acossados e perdidos
tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim,
desamarraram-me de mim e agora
só me lembro pelo lado de fora. "
Manuel António Pina, in "Atropelamento e Fuga"

De Ramalho Ortigão (1836-1915), in O Citador
"Grandes Homens Forjam-se a si Próprios
Para conhecer a realidade do mundo, único fim sério da ciência, é preciso entrar no combate da vida como entravam na liça os paladinos bastardos - sem pai e sem padrinho. Os príncipes não constituem excepção a esta lei geral da formação dos homens. Da educação de gabinete, do bafo enervante dos mestres, dos camareiros e das aias, nunca sairam senão doentes e pedantes.
Na sagração dos czares há uma cerimónia de alta significação simbólica: o imperador não se confirma enquanto por três vezes não haja descido do trono e penetrado sozinho na multidão; e isto quer dizer que na convivência do povo a autoridade e o valor dos monarcas recebe uma tão sagrada unção como a da santa crisma. Todos os reis fortes se fizeram e se educaram a si mesmos nos mais rudes e mais hostis contactos da natureza e da sociedade humana.
Veja vossa alteza Carlos Magno, que só aos quarenta anos é que mandou chamar um mestre para aprender a ler. Veja Pedro o Grande, do qual a educação de câmara começou por fazer um poltrão. Aos quinze anos não se atrevia a atravessar um ribeiro. Reagiu enfim sobre si mesmo pela sua única força pessoal. Para perder o medo aos regatos, um dia, da borda de um navio, arrojou-se ao mar. Para se fazer marinheiro começou por aprender a manobrar, servindo como grumete. Para se fazer militar começou por tambor na célebre companhia dos jovens boiardos. E para reconstituir a nacionalidade russa começou por construir navios, a machado, como oficial de carpinteiro e de calafate, nos estaleiros de Sardam. Também não teve mestres, e foi consigo mesmo que ele aprendeu a lingua alemã e a lingua holandesa. Veja vossa alteza, enfim, todos aqueles que no
governo dos homens tiveram uma acção eficaz, e reconhecerá se é na lição dos mestres ou se é no livre exercicio da força e da vontade individual que se criam os carácteres verdadeiramente dominadores, como o de Cromwell, como o de Bonaparte, como o de Santo Inácio, como o de Lutero, como o de Calvino, como o de Guilherme o Taciturno, como o de Washington, como o de Lincoln."
Ramalho Ortigão, in 'As Farpas (1883)'

OPINIÃO
2014: mais um ano de todos os enganos
PAULO GUINOTE
28/12/2014 - 05:06
Os progressos dos alunos portugueses têm sido constantes e a aparente mudança de ritmo entre 2006 e 2012 resultou de uma mexida nos critérios da amostra dos alunos que fizeram os exames em 2009.
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Banco de Portugal
Professores
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Educação
Alunos
Ranking das Escolas 2014
O ano de 2014 termina, em matéria de Educação, da mesma forma que terminou 2013, ou seja, com a realização da segunda edição da prova de avaliação de conhecimentos dos candidatos à docência com menos de cinco anos de serviço. Desta vez, com escassa contestação com visibilidade pública, será um dos trunfos eleitorais do Governo que a apresentará como uma “reforma” realizada, mesmo que apenas se destine a encobrir a falta de coragem de intervir a sério na formação de professores.
Mas a PACC já faz parte de águas passadas e é apenas mais uma batalha perdida por parte dos docentes, a par da manutenção de uma avaliação do desempenho que não passa de um simulacro de péssima qualidade e permeável a todo o tipo de distorções e abusos.
Mais graves para a Educação, de um ponto de vista global ou “sistémico” (como agora se diz), são outras medidas que se procuram apresentar comum “estruturais” e destinadas a mudar o “paradigma” dominante, com base numa narrativa que se baseia na falsa evidência de que o “paradigma existente” fracassou e que a Educação, em particular a do sistema público, está em profunda crise.
Analisar os percursos e interesses específicos dos produtores de tal narrativa seria um exercício interessante, mas implicaria o estabelecimento de uma arqueologia de certas carreiras e a cartografia do seu posicionamento actual em relação à distribuição dos recursos do orçamento do MEC, algo que excede o âmbito de um artigo com alguns milhares de caracteres. Embora com excepções, há demasiada gente interessada num redireccionamento das verbas que são geridas pelas escolas e agrupamentos para outro tipo de organizações, quer públicas, quer privadas – assim como têm interesse em que boa parte deixe de ser gasta com os salários de professores e pessoal não docente para ser aplicada em outro tipo de funções de apoio, assessoria e consultadoria.
Considero, contudo, mais útil analisar os fundamentos das posições daqueles que defendem que o actual “paradigma” faliu e que é preciso substituí-lo por outro, por forma a servir melhor “as populações” e “os alunos”, sem demonstrarem a bondade das mudanças preconizadas, como é o caso da municipalização da gestão escolar ou da alteração da avaliação dos alunos, com o cíclico retorno do discurso sobre os efeitos das retenções no percurso dos alunos e nos seus custos em termos de “eficácia” financeira de todo o sistema, sendo esta uma área em que se considera ser possível fazer “poupanças” para além dos cortes draconianos já realizados desde 2010.
Só que as evidências empíricas, baseadas em estudos muito bem documentados e detalhados, resultado do acesso aos dados em bruto recolhidos todos os anos pelo MEC ou dos PISA estão longe de comprovar esta narrativa oportunista.
Foram apresentados no CNE e disponibilizados para acesso público alguns estudos que demonstram a falsidade de muito do que os especialistas ocasionais e publicistas de vocação têm tentado passar como verdadeiro, assim como comprovam que, num passado recente, foram feitos demasiados truques para apresentar resultados rápidos de “sucesso” para enganar os eleitores.
Um desses estudos, produzido por uma equipa da Nova School of Business and Economics, tem o título de Decomposição da melhoria de resultados evidenciada no PISA: características dos estudantes versus sistema educativo e procede ao recálculo dos resultados com base nos microdados (leia-se, ao nível do aluno) dos PISA 2006, 2009 e 2012, assim como nos microdados existentes nas bases de dados do MEC. A conclusão, mesmo que suavizada no documento publicado, é clara: a amostra de 2009 foi construída com base em critérios diferentes dos de 2006 e 2012 e se os dados forem corrigidos é possível concluir que “a melhoria nos resultados dos alunos portugueses:
• é ainda mais significativa do que nos resultados oficiais entre 2006 e 2012;
• verificou-se entre 2006 e 2009 e entre 2009 e 2012 (…)”.
Isto significa, mesmo para leigos, duas coisas muito importantes: os progressos dos alunos portugueses têm sido constantes e a aparente mudança de ritmo entre 2006 e 2012 resultou de uma mexida nos critérios da amostra dos alunos que fizeram os exames em 2009. Acrescenta-se ainda que “a decomposição da variação nos resultados mostra que [a] evolução nos resultados se deve fundamentalmente à melhoria dos resultados dos alunos em cada ano e tipo de curso”, o que significa que o progresso dos resultados dos alunos foi constante e transversal ao sistema educativo.
Outro estudo, neste caso de Manuel Coutinho Pereira e Hugo Reis, do Banco de Portugal, com o título Retenção escolar: evidência dos dados PISA,apresenta conclusões muito mais matizadas acerca dos efeitos da retenção no trajecto dos alunos, a saber: “Os efeitos de ‘longo prazo’ da repetência no ISCED 1 no desempenho dos estudantes em Portugal são negativos, o que sugere que haverá vantagem em substituir, pelo menos parcialmente, esta prática por métodos alternativos de apoio aos alunos que revelem dificuldades na aprendizagem nas etapas iniciais da vida escolar. Os efeitos de curto prazo da repetência no ISCED 2 para Portugal são positivos, embora de pequena dimensão. Assim, apesar da incerteza quanto aos efeitos de longo prazo deste efeito, os nossos resultados não põem em causa a prática da repetência em níveis mais avançados do percurso escolar.”

ANÁLISE
A hora para Paulo Portas sair de cena
MANUEL CARVALHO
28/12/2014 - 02:14
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Há crimes arquivados que não salvam os suspeitos de condenações políticas e Paulo Portas sabe disso melhor do que ninguém. O que ele faria nos tempos de O Independente se lhe chegasse às mãos um despacho como o que engavetou o nebuloso processo dos submarinos, não é difícil de imaginar. Mas como desta vez é ele quem está no centro do furacão por ser responsável, no papel de ministro da Defesa, por “ilegalidades administrativas”, por negociações “opacas”, pela “celebração de um contrato substancialmente diverso do adjudicado pelo Conselho de Ministros” ou por ter participado na introdução de uma contrapartida de valor “muitíssimo significativo” que “nem sequer foi objecto de qualquer relatório de avaliação”, é muito provável que assobie para o lado. O estrondo do texto dos procuradores, porém, é irrevogável e não se silencia com um simples sopro de ar.
No próximo ano, até às legislativas, o vice-primeiro-ministro arrisca-se a ser atormentado pelos destroços que a infeliz investigação dos submarinos deixou à superfície. A carreira política que brilhantemente construiu algures entre a determinação executiva e a sobranceria moral, perdeu lastro. Portas tornou-se um problema para o CDS e para a coligação.
Se o país está a mudar como muita boa gente acredita, deixará de haver lugar para zonas cinzentas como as que Portas protagonizou nos submarinos. A condescendência perante anos e anos de abusos de poder, de contratos lesivos para o Estado e de negociatas rendosas para os bolsos de alguns ou para os cofres dos partidos, acabou. O nojo colectivo com o BES ou o estado de alarme causado pela detenção de José Sócrates certificaram na opinião pública a existência de um pântano moral que cresceu com o dinheiro fácil da Europa e com o despesismo do Estado. É provável que a bulimia cívica dos últimos anos dê lugar à contestação. Se não nas ruas, ao menos nas urnas. Portas tornar-se-á assim um alvo fácil. Ele não é acusado de nada, nem sequer foi arguido, mas o que está em causa não são julgamentos do foro criminal. É a sua credibilidade e a sua transparência. São as suas decisões enquanto ministro que o envergonham. São os estilhaços de um negócio ruinoso para o país que o atingem. Como escreveu Francisco Teixeira da Mota no PÚBLICO, “nenhum português tem dúvidas que houve pagamento de luvas” nesse processo.
Lê-se no despacho que a “prática de ilegalidade não tem, necessariamente, de configurar a prática de crime”, o que obriga a dar como arrumado o caso judicial. Mas se nada lhe há a apontar nessa esfera, tudo o que fica no ar é imenso se, como se suspeita, houver um mínimo de empenhamento cívico para tornar a vida pública mais saudável e a democracia mais exigente. São de resto os procuradores que assinaram o arquivamento a incentivar essa atitude, ao citar actos censuráveis e ilegalidades que não deram em crimes por erros grosseiros da investigação, por falta de colaboração das autoridades alemãs ou dos paraísos fiscais ou pelo miserável desaparecimento de documentos do Ministério da Defesa. Como escreveu João Semedo no PÚBLICO, o despacho de arquivamento não impõe por si só “a absolvição dos investigados”. Política, sublinhe-se.
Mesmo aplicando todas as margens de segurança que se exigem a um julgamento na opinião pública, a crueza dos factos é demasiado evidente para que Portas seja merecedor do grau de confiança que qualquer candidato a cargos públicos tem de merecer. Ele exorbitou do mandato de negociador que lhe foi atribuído, ele foi cúmplice na negociação de compensações que acabaram, via Escom, no bolso de banqueiros ou em parte incerta, ele foi responsável pela história das contrapartidas, ele é recordado por ter levado para casa centenas ou milhares de documentos quando deixou o Ministério. São empenhos a mais num caso tão nauseabundo.
Portas está entalado com o despacho e terá dificuldades em fazê-lo esquecer. O país acusado de viver “acima das suas possibilidades” não entende o contraste de um caso que implicou condenações na Alemanha e apenas absolvições em Portugal; fala nas conversas mais triviais da fortuna em comissões pagas aos Espírito Santo ou as que acabaram em bolsos insondáveis; lembra-se do episódio do distinto militante do CDS Jacinto Leite Capelo Rego a depositar dinheiro nas contas do partido. O conservadorismo que teve em Portas um dos seus paladinos odeia agressões éticas e subscreve o combate aos “privilégios nas mãos de alguns com prejuízo para todos”, como referiu Pedro Passos Coelho na sua mensagem de Natal. A esquerda que adora odiá-lo vai servir o caso no próximo ano com especial prazer. E entre uns e outros, os eleitores comuns vão concordar que o tempo de Portas é o passado.
Com a campanha eleitoral no horizonte, Passos gostaria de poder incluir o tema da limpeza do regime na agenda. A detenção de José Sócrates, sendo um alvo perigoso por fazer ricochete, é ainda assim um tema irresistível. Por muito que a façanha da resolução do caso BES cause prejuízos financeiros ao país, o primeiro-ministro teve a coragem de bater o pé e deixar cair o banqueiro do regime e, com maior ou menos dificuldade, passou ao lado da Tecnoforma e dos vistos gold. Mas enquanto tiver Portas a seu lado, jamais lhe passará pela cabeça atacar o partido que produziu um primeiro-ministro detido por suspeitas de corrupção ou até os negócios danosos dos governos do PS. Como escreveu Pacheco Pereira num artigo incisivo e esclarecedor no PÚBLICO, “se na coligação permanecer Paulo Portas, e se entretanto depois deste despacho não sair do Governo, não há frase contra as PPP que não possa ser rebatida com os submarinos, porque, em ambos os casos, os governantes não defenderam o bem público a que estavam obrigados”.
A caneta ainda é a arma dos políticos
NUNO RIBEIRO
28/12/2014 - 09:07
Os acordos entre partidos que consagraram alianças foram subscritos com discretas esferográficas. Na adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia, Mário Soares e Rui Machete usaram modelos Parker. Marca que também esteve presente, pela mão de Ramalho Eanes, no diploma que empossou o primeiro Governo saído de eleições.

A assinatura do Tratado de Adesão à então Comunidade Económica Europeia, no Mosteiro dos Jerónimos, a 12 de Junho de 1985, terá sido firmada, tanto por Mário Soares como por Rui Machete, com uma caneta Parker.



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No tempo em que não existia a assinatura electrónica, quando o computador suscitava mais desconfiança que desembaraço e a máquina de escrever era preterida pelo ruído das suas teclas, foi o utensílio, por excelência, da comunicação do pensamento. Mas a revolução tecnológica não lhe retirou o protagonismo de sempre. Até na política. A caneta ainda é a arma dos políticos portugueses.
Na memória subsiste uma imagem única. Em 16 de Maio de 1974, três semanas depois da Revolução dos Cravos, na tomada de posse do I Governo provisório liderado por Adelino da Palma Carlos, um ministro assinou o seu compromisso com esferográfica: uma BIC cristal. Era Francisco Pereira de Moura, ministro sem pasta pelo MDP/CDE. Com igual estatuto e em representação do PSD e PCP, estavam naquele gabinete Francisco Sá Carneiro e Álvaro Cunhal.
Não sabia Pereira de Moura, professor catedrático de Finanças, que, 40 anos depois, o utensílio mais comum para a escrita dos políticos é a sua esferográfica. Em várias reinterpretações, mais ou menos elaboradas. De marcas nacionais ou estrangeiras. De design ou meramente utilitárias.
Homem da esquerda, Francisco Pereira de Moura tomou posse pela primeira vez – seria ministro sem pasta e dos Assuntos Sociais dos IV e V governos provisórios, ambos liderados por Vasco Gonçalves – sem gravata. Esta pequena história, de que a História é feita, não foi simples. Obrigou a uma intervenção de Mário Soares junto do General António de Spínola, explicando a modernidade do colle roullé de cor branca – camisola de gola alta -, que vestiu Pereira de Moura na cerimónia. Quando hoje, punhos desapertados e camisas abertas são sinónimos de in, ou seja, de actualidade. Estão em voga com o look da distinção.
Soares convenceu Spínola com o recurso ao galicismo estrangeirado de colle roullé. O que evitou uma crise política na sequência de um problema de indumentária. E a foto de 16 de Maio de 1974, no Palácio de Belém, consagrou Francisco Pereira de Moura como um vanguardista. Aliás, com o mesmo destaque inovador que introduziu no utensílio da escrita. E que, dos extremos da paleta política ao centro das bancadas, tem seguidores da invenção do húngaro László Biró, um tipógrafo que em 1932 criou uma caneta que não borrava e cuja tinta não secava no depósito - os pesadelos dos utilizadores da tinta permanente e do seu cortejo de acessórios, como o agora desconhecido mata-borrão. Portanto é a Biró, ao seu irmão Georg, um químico, e ao técnico industrial Imre Gellért, que se deve a esferográfica. Que, pela produção em série e facilidade de utilização, democratizou a escrita.
Não foi pelo propósito do conceito político de democratizar que a Futura, de escrita azul, se tornou numa espécie de caneta oficial do CDS. Diogo Freitas do Amaral, o primeiro presidente do partido, confidenciou ao PÚBLICO que, ainda antes do 25 de Abril de 1974, por comodidade e abundante escrita – o que tornava incómodo o cerimonial de enchimento da tinta na caneta permanente – se rendeu a esta espécie de “prêt-à-porter”, de usar e tirar fora.
Um hábito que, num partido conservador, se transformou em moda. “As canetas Futura foram de facto levadas para o CDS pelo professor Freitas do Amaral – que, aliás, recordo-me de ter uma letra admirável”, corrobora Paulo Portas. “Continuo a usar a Futura azul como caneta de trabalho, tem uma impressão firme e é de escrita limpa. É a que uso para escrever muitos dos meus discursos”, destaca o vice-primeiro-ministro.
Assim, foi com Futura centrista e esferográfica de Francisco Sá Carneiro, do PPD/PSD, que foi assinada a constituição da Aliança Democrática, em 1979. E também foi com utensílios sem problemas de borrar a tinta que a formação da actual maioria que nos governa ficou consagrada em papel, em Junho de 2011. Pedro Passos Coelho tem sido visto na posse de exemplares da Uni-Ball, uma produção da Mitsubishi japonesa.
Influência da arquitectura
Foi ainda com Futura que Freitas do Amaral assinou os dois pactos MFA/Partidos – 11 de Abril de 1975 e 26 de Fevereiro de 1976 – e o acordo de aliança com o PS, em 1978. Na subscrição deste último, que levou a uma solução governativa única – cuja repetição tem pairado caso ocorra o desmembramento da actual maioria e uma vitória insuficiente dos socialistas – não foi possível descortinar qual o utensílio a que recorreu Mário Soares.
O antigo Presidente da República, garantiram seus ex-colaboradores, passou da tinta permanente para a caneta de feltro de tinta azul. Pela comodidade, evitar carregar e voltar a carregar, pois Soares escreve tudo à mão.POL
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2014
O ano de 2015 promete ser o mais brando nos preços desde a troika
Muitos tribunais vivem do improviso após a reforma
Tribunal de de Contas ‘perdoou’ desvio de 6,4 milhões a partidos da Madeira
Leia em http://publico.pt/
Scotland Yard 'Carrasco' português na lista dos mais procurados
Uma publicação no Twitter coloca o jihadista português, Patrício, na lista negra da Scotland Yard. As autoridades inglesas já interrogaram familiares do português via telefone, conta o Expresso.
PAÍS
DR
09:01 - 27 de Dezembro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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A família do português jihadista, Patrício, de 28 anos, que combate na Síria desde 2012, foi contactada pelos investigadores ingleses da Scotland Yard por causa de uma publicação no Twitter onde revelava “mensagem para a América. O Estado Islâmico está a fazer um novo filme. Obrigado pelos atores”. Patrício é agora considerado um dos jihadistas mais procurados.
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Foi a 10 de julho que publicou esta mensagem e 39 dias depois o filme foi publicado no YouTube com a mesma mensagem deixada por Patrício.
As autoridades acreditam que o português, de ascendência angolana, soube da decapitação muito tempo antes de acontecer e que, por isso, tem ligações ao 'carrasco' britânico, identificado como aquele que decapitou o jornalista James Foley.
“Esta mensagem revela muita coisa. O português teria já conhecimento de que os reféns norte-americanos iriam ser executados, bem como o género de vídeos que seriam realizados em breve”, revela uma fonte dos serviços secretos britânicos ao Expresso.
Dos atos terroristas já se teve conhecimento das decapitações do jornalista norte-americano Steven Sotloff, os voluntários britânicos David Haines e Alan Henning e mais recentemente Peter Kassig.
O engenheiro já era monitorizado há meses pelas secretas europeias pela sua influência no Estado Islâmico e agora, está colocado no grupo restrito de Jihadi John, o decapitador.
“Há poucos dias fui contacto por um inglês. Disse-me que era da Scotland Yard e fez-me perguntas sobre o Patrício”, contou fonte familiar ao Expresso. “Queria informações sobre Jihadi John”, indica e acrescenta que não conseguiu dar mais informações por ter perdido o contacto com Patrício há algum tempo.
Recorde-se que o português era dos que mais publicava fotografias nas redes sociais, na frente de combate pelo Estado Islâmico.
Também há poucos meses as autoridades portuguesas questionaram os familiares sobre as conversas que mantinham com o português.
As fontes das secretas europeias acreditam que Patrício e outros jihadistas portugueses tiveram “um papel muito importante” não só na realização como na promoção dos cinco vídeos das decapitações. “Não foram eles que mataram os reféns nem as filmaram, mas estão por trás de muito do que se passa ali”, revela fonte.
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Operação Marquês Empresa-fantasma poderá ter financiado José Sócrates
O Ministério Público suspeita da criação de uma empresa-fantasma sediada em Londres, a Intelligent Life Solutions LPP, para fazer chegar dinheiro ao antigo primeiro-ministro, José Sócrates, que está a ser acusado de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, avança o Expresso.
PAÍS
DR
08:22 - 27 de Dezembro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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No caso Operação Marquês, que tem como alvo o antigo primeiro-ministro, o Ministério Público tem como suspeita a criação de uma empresa-fantasma sediada em Londres, a Intelligent Life Solutions LPP, para a assinatura de um contrato, em março de 2014 entre os empresários Carlos Santos Silva e Paulo de Lalanda e Castro, que poderá ter financiado José Sócrates.
Leia também:
"Levar cinco ou dez mil euros num envelope é algo muito fininho"
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Os investigadores acreditam que esse contrato estabelecido no valor de meio milhão de euros, poderá ter servido para canalizar dinheiro vindo do grupo Lena, com o objetivo de financiar uma consultoria mensal de vários milhares de euros oferecida no último verão por Lalanda e Castro a José Sócrates, através de uma farmacêutica, a Dynamicspharma.
Sabe-se que desde 2013, Sócrates recebia 12 mil euros por mês da Octapharma, uma farmacêutica suíça que também tem Lalanda e Castro como um dos seus administradores.
A investigação conduzida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) dá conta de um esquema de corrupção em que o antigo governante terá acumulado dinheiro do Grupo Lena.
A Intelligent Life Solutions LPP está registada perto de Wimbledon, em Londres e é partilhada por várias companhias virtuais.
Paulo Lalanda e Castro confessou ao Expresso que é dono no Reino Unido de uma socieade LPP, Limited Liability Partnership. Oficialmente, a farmacêutica LPP é gerida por dois diretores que têm também firmas virtuais criadas na Ilha de Man, considerado um paraíso fiscal onde as empresas não pagam impostos.
Sabe-se que o Grupo Lena terá assinado um acordo com a Intelligente Life Solutions LPP e empresa virtual de Carlos Santos Silva adotou o mesmo nome de uma companhia por ele controlada em Portugal, a Intelligente Life Solutions SA, com sede no Porto. A empresa tem como atividade “o comércio por grosso de máquinas e equipamentos” na área da saúde,
Já a Dymanicspharma, onde Sócrates teve um contrato como consultor é controlada por Lalalnda e Castro através de uma companhia nas Ilhas Virgens Britânicas, a Ruby Capital Corporation.
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Coreia do Norte Obama é um "macaco" por incitar exibição de 'The Interview'
A Coreia do Norte qualificou o Presidente norte-americano de "macaco" por ter encorajado os cinemas a exibirem o filme "The Interview", uma comédia em que dois jornalistas tentam matar o líder da Coreia do Norte, e ameaçou com retaliações.
MUNDO
Lusa
09:15 - 27 de Dezembro de 2014 | Por Lusa
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"Barack Obama é sempre imprudente nas palavras e nos atos, como um macaco numa floresta tropical", afirma a comissão nacional de defesa norte-coreana, acusando o Presidente norte-americano de ter incitado a exibição do filme no dia de Natal.
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"Se os Estados Unidos continuarem a ser arrogantes, déspotas e a utilizar métodos de 'gangster', apesar dos repetidos avisos [da Coreia do Norte], deverão ter em mente que as suas ações políticas fracassadas vão levar a golpes mortais inevitáveis", disse o porta-voz da comissão nacional de defesa norte-coreana.
Na terça-feira, a Sony recuou na decisão e autorizou um número limitado de cinemas independentes a exibirem o filme. "The Interview" estava acessível desde quarta-feira à noite, mediante pagamento, numa série de 'sites' da internet e num 'site' dedicado à pelicula (www.seetheinterview.com).
O filme rendeu um milhão de dólares no dia da estreia nos Estados Unidos, anunciaram na sexta-feira os estúdios da Sony.
O filme tinha estreia marcada para quinta-feira, dia de Natal, a data prevista de exibição antes de a Sony ter sido alvo do pior ciberataque registado nos Estados Unidos.
O ataque paralisou o sistema informático da empresa e incluiu a difusão, na Internet, de cinco filmes dos estúdios, alguns ainda por estrear, de dados pessoais de 47 mil empregados, de documentos confidenciais, como o argumento do próximo filme da saga James Bond, e de um conjunto de mensagens de correio eletrónico embaraçosas para os dirigentes da Sony.
Os Estados Unidos responsabilizaram a Coreia do Norte pelo ataque, que foi reivindicado pelo grupo de piratas informáticos GOP, e exigiram uma indemnização para a Sony.
A Coreia do Norte negou qualquer envolvimento no ataque e ameaçou Washington com represálias caso seja alvo de sanções.
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El Confidencial "Portugal, a colónia de Angola"
O site espanhol El Confidencial publicou um texto cujo título remete para uma troca de posições entre Angola e Portugal. “Portugal, a nova colónia de Angola” é o mote para um texto longo onde o autor, um jornalista português, fala sobre a troca de papéis entre os dois países nos últimos anos, mas também sobre o crescimento de Angola e a crise financeira portuguesa.
PAÍS
DR
16:17 - 27 de Dezembro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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“Era uma vez um presidente muito rico, muito rico, que durante mais de 35 anos dirigiu um país habitado por pessoas muito pobres, muito pobres”. É com esta frase que começa o texto do El Confidencial que tem como título “Portugal, a nova colónia de Angola”.
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De seguida, o autor deste trabalho fala de Isabel dos Santos, a “princesa” que seguiu as pisadas do pai e se tornou na primeira bilionária de África, frisando que o “seu dinheiro, juntamente com um seleto grupo de privilegiados, mudou a história pós-colonial”.
“Portugal e Angola trocaram os seus antigos estatutos de metrópole e colónia, respetivamente”, pode ler-se.
O artigo faz referência à crise financeira que Portugal tem vindo a atravessar nos últimos anos, sublinhando que a “economia portuguesa apenas ‘mexe’ graças à intervenção da troika” ao mesmo tempo que “a corrupção envolve tudo e todos”.
Por outro lado, Angola é descrito como o país que mais cresceu nos últimos dez anos.
O autor do texto assegura que consultou fontes que caracterizaram esta inversão de papéis “como uma microelite forjada nas altas esferas políticas e militares de Angola, com a submissão e subordinação dos sucessivos governos portugueses”.
E mais. O jornalista lembra que “o tecido empresarial português mais importante está hoje em mãos estrangeiras, principalmente angolanas, chinesas e brasileiras”.
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Desastre Terceiro maior incidente com companhia aérea da Malásia
Um avião da Air Asia com 162 pessoas a bordo desapareceu hoje em rota da Indonésia para Singapura, informou o governo e a companhia 'low cost', naquele que é o terceiro maior incidente com uma transportadora da Malásia este ano.
MUNDO
Reuters
06:48 - 28 de Dezembro de 2014 | Por Lusa
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"O voo da AirAsia que partiu de Surabaia para Singapura perdeu contacto com Jacarta às 07:55 (23:55 em Lisboa), disse à AFP o porta-voz do Ministério dos Transportes da Indonésia, J.A. Barata.
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O avião partiu do aeroporto internacional de Juanda, em Surabaia, no leste de Java, às 05:20 (21:20 de sábado em Lisboa) e deveria chegar a Singapura às 08:30 (00:30 em Lisboa).
O diretor da Direção Geral de Transporte Aéreo da Indonésia, Djoko Murjatmodjo, disse à AFP que o avião -- um A320-200 -- transportava sete tripulantes e 155 passageiros - 138 adultos, 16 crianças e um bebé, atualizando os números anteriormente divulgados de que estariam 161 pessoas a bordo.
A televisão indonésia Metro TV informou que 149 dos passageiros têm nacionalidade indonésia, três são coreanos e os restantes são um britânico, um malaio e um nacional de Singapura.
Murjatmodjo disse que as buscas estavam concentradas numa área entre a ilha Belitung e Kalimantan, na parte ocidental da ilha do Bornéu, a cerca de meio caminha da rota esperada do voo QZ8501.
"Estamos a coordenar com as equipas de busca e à procura da sua posição. Acreditamos que (o aparelho) estará algures entre" Tanjung Pandan, uma localidade na ilha de Belitung e Kalimantan, afirmou.
A Autoridade de Aviação Civil de Singapura informou que o avião perdeu o contacto com a torre de tráfego de controlo aéreo de Jacarta quando já estava no espaço aéreo da Indonésia.
"Operações de busca e salvamento foram ativadas pelas autoridades indonésias do departamento de buscas e resgate de Pangkal Pinang", adiantou, acrescentando que a Marinha e Força Aérea de Singapura ofereceram ajuda.
A Air Asia, com sede na Malásia, confirmou o desaparecimento do aparelho.
"No presente momento, infelizmente, não temos mais informações sobre o estado dos passageiros e dos tripulantes a bordo, mas vamos manter todas as partes informados sempre que forem disponibilizadas mais informações", informou a companhia de baixo custo.
Este é o terceiro de três grandes incidentes a envolverem companhias aéreas da Malásia este ano.
O voo MH370, da Malaysia Airlines, com 239 pessoas a bordo, despareceu em março, quando fazia a ligação entre Kuala Lumpur e Pequim. O aparelho continua desaparecido.
Em julho, um segundo aparelho da mesma companhia, que operava o voo MH17, foi alegadamente derrubado no leste da Ucrânia, provocando a morte das 298 pessoas a bordo.
A Air Asia é liderada pelo empresário malaio e de ascendência portuguesa Tony Fernandes.
Enquanto a Malaysia Airlines enfrenta um potencial colapso após os dois desastres deste ano, a Air Asia confirmou este mês uma encomenda de 55 A330-900 ao preço de tabela de 15 milhões de dólares, escreve a agência AFP.
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Jovens Emigrar é solução portuguesa para continuar a estudar
Tirar uma licenciatura tornou-se, durante os últimos anos, algo complexo para a maioria dos jovens portugueses. O pagamento de propinas está a fazer com que muitos estudantes emigrem. É que há países que suportam integralmente o custo de formação dos interessados é completar o ensino superior, escreve o Diário de Notícias.
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09:10 - 28 de Dezembro de 2014 | Por Notícias Ao Minuto
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Os jovens portugueses estão a emigrar, é um facto. Mas a maioria já não vai apenas à procura de emprego ou melhores condições salariais. Há muitos que partem porque procuram uma forma de completar o ensino superior sem ter de pagar propinas.
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Segundo dá conta o Diário de Notícias deste domingo, há 200 estudantes portugueses na Dinamarca, onde o ensino superior é gratuito. A estes, somam-se outros 1.200 jovens que se mudaram para o Reino Unido, país que lhes financia os estudos até arranjarem emprego.
Entre os diplomas mais procurados pelos emigrantes lusos estão áreas como a Engenharia, Direito, Gestão ou Medicina.
Muitos dos estudantes portugueses, para completarem as licenciaturas que desejam, vêem-se muitas vezes forçados a deslocar-se para fora das suas cidades natal, algo que, a somar ao custo das propinas, torna ainda menos aliciante, em termos financeiros, o prosseguimento de estudos superiores.

Poema: Meu Amor que te Foste sem te Ver - Agostinho da Silva, que faria hoje 105 anos
13 de Fevereiro de 2011 às 17:31
Meu amor que te foste sem te ver
que de mim te perdeste sem te amar
quem sabe se outra vida tu vais ter
ou se tudo se perde sem voltar
ou se é dentro de mim que tem de haver
tanta força no meu imaginar
que o poeta que é Deus o vá reter
e te dê vida e faça regressar
para de novo o sonho desfazer
num contínuo surgir e retornar
ao nada que dá ser ao que é querer
ao fado que só dá para se dar
por tudo estou amor e merecer
o que venha para eu te relembrar
só adorando o nada pretender
só vogando nas águas de aceitar.
Este e muitos outros poemas, citações e reflexões de Agostinho da Silva no best-seller «Citações e Pensamentos de Agostinho da Silva», já em 5ª edição. Mais informações em:
[ http://www.citador.pt/index.php?op=18 ]

Citações e Pensamentos de Agostinho da Silva - Citador
Citações e Pensamentos de Agostinho da Silva. Agostinho da Silva foi um grande defensor da liberdade e da criatividade individual, desmantelando todos os dogmas e certezas das sociedades - uma compilação de reflexões e citações....
a foto de Carlos Mendes
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"Vaquinhas" já temos...Faltam as cagarras das Selvagens...
Através de Jose Carlos Molina Arqueros

Carlos Mendes
NATUREZA MORTA!
ONDAS DA NAZARÉ- PORTUGAL

Garrett McNamara
Amazing memory!!!
Amazing pic @plmiranda
Amazing Nazare
Loving life!!!
Amazing holidays for everyone!!!...Ver mais
O regresso "AOS TEMPOS DA VELHA SENHORA", EM ESPANHA...
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A Lei da Rolha da Espanha neo-Franquista
1. Fotografar ou filmar a polícia - multa de 600 a 30,000 € 2. Desobediência pacífica à autoridade - multa de 600 a 30,000 € 3. Ocupar bancos como forma de protesto - multa de 600 a 30,000 € 4. Não...
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Américo Sarmento Mascarenhas
O BURRO E A MARIA ESTÃO EM BELÉM à espera dos outros figurantes para completar o presépio. Mas, se calhar, desconhecem que ESTE ANO NÃO HÁ NATAL --- o José está preso, o Jesus foi eliminado e o Espírito Santo faliu. Quanto à vaca, continua louca!