sábado, 4 de janeiro de 2014

O pensamento de GRAMSCI (1891-1937),filósofo e político de Esquerda, italiano

De wikipedia, o pensamento do filósofo, político, italiano GRAMSCI(1891-1937):


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As classes subalternas[editar | editar código-fonte]
A hegemonia é, portanto, o exercício das funções de direcção intelectual e moral unida àquela do domínio do poder político. O problema para Gramsci está em compreender como pode o proletariado ou em geral uma classe dominada, subalterna, tornar-se classe dirigente e exercer o poder político, ou seja, converter-se em uma classe hegemónica.
As classes subalternas – subproletariado, proletariado urbano, rural e também a pequena burguesia – não estão unidas e sua união ocorre somente quando “se convertem em Estado”, quando chegam a dirigir o Estado, de outra forma desempenham uma função descontinua e desagregada na história da sociedade civil dos estados singulares. Sua tendência à unificação “se despedaça continuamente por iniciativa dos grupos dominantes” dos quais elas “sofrem sempre a iniciativa, ainda quando se rebelam e se insurgem”.
A hegemonia é exercida unindo-se um bloco social – criando então a aliança política de um conglomerado de classes sociais diferentes. Em Itália, o bloco social não é homogéneo, sendo formado por industriais, proprietários rurais, classes médias e parte pequena da burguesia. Este bloco é, portanto, sempre entrecortado por interesses divergentes. Mas, mediante uma política, uma cultura e uma ideologia ou um sistema de ideologias, impedem que os conflitos de interesses, permanentes até quando são latentes, expludam, provocando a crise da ideologia dominante e uma decorrente crise política do sistema de poder.
A crise da hegemonia se manifesta quando, ainda que mantendo o próprio domínio, as classes sociais politicamente dominantes não conseguem mais ser dirigentes de todas as classes sociais, isto é não conseguem resolver os problemas de toda a colectividade e a impor a toda a sociedade a própria complexa concepção do mundo. A classe social subalterna, se consegue indicar soluções concretas aos problemas deixados sem solução, torna-se dirigente e, expandindo sua própria cosmovisão a outros estratos sociais, cria um novo bloco social, que se torna hegemónico. Para Gramsci, o momento revolucionário volta-se inicialmente para o nível da superstrutura, em sentido marxista, isto é, político, cultural, ideal, moral. Mas, trespassa a sociedade em sua complexidade, indo ao encontro com sua estrutura económica, isto é, todo o bloco histórico— termo que para Gramsci indica o conglomerado da estrutura e da superstrutura, as relações sociais de produção e seus reflexos ideológicos.
Em Itália, o exercício da hegemonia das classes dominantes sempre foi parcial: entre as forças que contribuem à conservação do bloco social estão a Igreja Católica, que se bate para manter a unidade doutrinária de modo e evitar entre os fiéis fracturas irremediáveis que no entanto existem e que ela não pode sanar, mas somente controlar: “A Igreja romana foi sempre a mais tenaz na luta para impedir que oficialmente se formem duas religiões, uma dos intelectuais e outra das almas simples”. Luta que, se por um lado, teve graves consequências, conectadas “ao processo histórico que transforma toda a sociedade civil e que em bloco contem uma crítica corrosiva das religiões”, por outro, fez ressaltar “a capacidade organizadora na esfera da cultura do clero” que deu “certas satisfações às exigências da ciência e da filosofia, mas com um ritmo tão lento e metódico que as mutações não são percebidas pela massa dos simples, ainda que estas pareçam revolucionárias e demagógicas aos fundamentalistas.”
Nem mesmo a cultura de timbre idealista, que, ao tempo de Gramsci, era dominante e exercida pelas escolas filosóficas crocianas e gentilianas, “soube criar uma unidade ideológica entre o baixo e o alto, entre os simples e os intelectuais”. Tanto é que esta cultura, ainda que considerando a religião uma mitologia, não ao menos “tentou construir uma concepção que pudesse substituir a religião na educação infantil”, e estes pedagogos, ainda que não fossem religiosos nem confessionais, ou mesmo que fossem ateus, “concordam com o ensino religioso porque a religião é a filosofia da infância da humanidade, que se renova em cada infância não metafórica”. Também a cultura laica “dominante” utiliza pois a religião, porque não trata do problema de elevar às classes populares ao nível das dominantes, mas, ao contrário, quer mantê-la em uma posição subalterna."

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

NOTÍCIAS DO MAU TEMPO, EM PORTUGAL


tvi24.pt partilhou uma ligação.
há 2 horas

Cheias desalojam famílias em Coimbra
www.tvi24.iol.pt
Derrocada pôs em perigo duas habitações na zona de Ceira

SIC Notícias
há 5 horas
Presidente da República vai condecorar Cristiano Ronaldo, "um símbolo de Portugal" no mundo

Mais em: http://bit.ly/1g5is0S

tvi24.pt partilhou uma ligação.
há 2 horas

Mau tempo provoca derrocada na mata do Bom Jesus de Braga
www.tvi24.iol.pt
Moradores temem queda de árvores mais antigas

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há cerca de uma hora

Seguro acusa Governo de preparar «TSU dos idosos»
www.tvi24.iol.pt
Reações à esquerda ao anúncio do executivo de que vai «recalibrar» a Contribuição Extraordinária de Solidariedade na sequência do chumbo do TC

tvi24.pt
há 38 segundos
Cheias em Águeda. As fotos:http://www.tvi24.iol.pt/fotos/sociedade/1/342461

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há 28 minutos

Lagoa de Óbidos: subida das águas leva a intervenção urgente
www.tvi24.iol.pt
Intervenção de emergência repôs ligação ao mar, já durante a noite

Sobre PIER PAOLO PASOLINI,vulto da cultura italiana(ART. REP.)











CULTURA GERAL





PIER PAOLO PASOLINI –PPP

(SÉCULO XX) - (1992-1975)



Figura grande e controversa da cultura italiana do passado século…Filósofo, visionário profético da sociedade em que viveu os seus curtos anos e do mundo europeu, também…

Comunista (-alvo a abater, no seu tempo) …homossexual assumido (-dignidade de carácter que contribuiu para a sua morte…) pensador, poeta, ensaísta e tradutor, professor, cineasta realizador de filmes que eram o retrato de uma Itália, que não se queria ver ao espelho…A denúncia da miséria italiana numa época posterior à Guerra, valeu-lhe o ódio da igreja, dos clérigos hipócritas, dos ricos burgueses e aristocratas de “meia-tigela” que viviam, ainda, como nos tempos dos “reinos”,” marquesados”, “ducados”, “principados”e outros “ados” de antes da unificação da Itália, por obra de Garibaldi. Essa denúncia dos erros da sociedade, que, infelizmente, são hoje, o “pão de cada dia”, não lhe era perdoada, nem mesmo pelo Partido comunista italiano, no qual cedo se inscreveu e que o expulsou pelas pressões do poder fascista e fascizante, dominado pela igreja de Roma.

Um pequeno artigo na revista “Ípsilon”, do jornal “PÚBLICO” de 6/01/012, deu-me o mote para a decisão de dizer algumas palavras sobre este homem, pois no final dois anos oitenta, quando vivi, perto de Bolonha, a mais esquerdista das cidades italianas de então, ainda o tema do seu assassinato era falado como se tivesse sido no dia anterior. Aprofundei, por conseguinte, os meus conhecimentos sobre o grande realizador, “in loco”.Amigos italianos do Facebook, vão continuando a lembrar o homem, com os seus defeitos e virtudes, continuando a questionar a sua morte às mãos de um rapazote homossexual de 17 anos, que, em 1975, foi, segundo o próprio afirma, forçado a confessar que o tinha assassinado por questões amorosas.



Não tendo sido um mero (??????)assassinato, dado o deplorável estado em que o corpo foi encontrado, demonstrando atitude de ódio pessoal, os italianos estão, hoje mais que nunca , convencidos de que a Direita reaccionária aliada à igreja, contribuíram ,em conjunto, para tirar “de circulação” alguém que os incomodava ,com a sua inteligência e visão dos problemas. Perto dos problemas da classe operária e profundo conhecedor dos dialectos italianos, nomeadamente do dialecto friuliano que conhecia, de raiz, por viver em Bolonha ,na região da Emilia- Romagna, vizinha da região do FRIULI-VENEZIA-GULIA, isolava os “ouvidos estranhos e maldosos “das suas conversas, o que a Direita e a igreja não perdoavam, por não terem acesso a essa forma de comunicação.



A vida familiar foi sempre de grande tensão, apesar de os pais serem de esquerda, também.

Integrado na sociedade bolonhesa, cedo fez parte de revistas literárias, onde apresentou muita da sua obra, nomeadamente, a poesia, em dialecto , facto que enraivecia a mediocridade do clero retrógrado, que achava isso uma divisão discricionária que não unia os católicos…quer dizer,não permitia que eles percebessem nada dos assuntos…e isto, a igreja de Roma não perdoa , porque sempre se habituou a dominar…

Rodearam, por isso, a sua vida, de factos tão escabrosos que o próprio Partido Comunista foi, por força das circunstâncias, obrigado a expulsá-lo.

PPP auto definia-se como “católico-marxista”; nos seus filmes usou ideias chocantes, obscenas e provocatórias, para mostrar a vacuidade dos valores em que os burgueses e aristocratas se movimentavam na sociedade, de onde excluíam os pobres e camponeses miseráveis de depois das guerras, obrigados a trabalhar por “meio tostão”, para que os ricos vivessem.

Alberto Moravia, grande nome da Literatura italiana do passado século e um dos seus grandes amigos, descreveu-o como “o maior poeta italiano da segunda metade do século XX.

PPP auto definia-se como um Realista no meio do neo-realismo, embora tivesse a impressão de que não se sabia definir! Mas a obra falava por ele, mostrando-nos uma sociedade dominada pela hipocrisia e deturpações clericais de todo o tipo de verdades…Isto, não lhe perdoava o dito clero que, mais tarde se viu embrulhado em realidades como a do BANCO AMBROSIANO, a ascensão de BETTINO CRAXI no poder, as trampolinices de ANDREOTTI, o nascer de BERLUSCONI e outros factos que me abstenho de enumerar, porque já lá não estou, nessa Italia de PPP.O seu primeiro livro de poesia, edição de autor, intitulado “POESIA A CASARSA”, de 1942, em dialecto friuliano, falava dos pobres e miseráveis, de uma classe operária que não vivia…sobrevivia…

Como professor, as suas ideias irreverentes que são hoje consideradas verdadeiras profecias dos tempos que vivemos, quer na Italia, quer na Europa…como professor, dizia, tudo se “arranjou” de modo a que ele falhasse…Despedido, passou fome e viveu pobre como as suas personagens. Como realizador cinematográfico, a prostituição marcava a sua obra por ser “um modo de vida”, uma questão de sobrevivência! Ainda hoje se vê com reverência , o filme “ MAMMA ROMA”, com a grande ANNA MAGNANI. A Italia de então censurou toda a sua obra, afrontosamente, por ela ser um “espelho” onde todos se reviam, através das personagens.

Alguns dos seus trabalhos cinematográficos:

-“Rei Édipo”;

-“Mamma Roma”;

-“Decameron”;

-“Os contos de Canterbury”;

-“O Evangelho segundo são Mateus”;-

-“SALÒ e os cento e vinte dias de GOMORRA”, etc

Alguns trabalhos em POESIA:

-Poesia dialetal do século XIX;

-“A Melhor juventude”;

-“Antologia de poesia popular-CANZONIERE ITALIANO”1955, ano em que sai também, “RAGAZZI di VITA”;

-em 1957 escreve sobre GRAMSCI, comunista, cientista e filósofo, que admirava;



Recebeu muitos Prémios, dos quais destaco: Grande Prémio do Júri do Festival de CANNES (1974)-“URSO de OIRO DO Festival de BERLIM(1972)-PRÉMIO O.C.I.C do Festival de VENEZA, pelo filme “ O Evangelho segundo SÃO MATEUS”(1964) e tantos, tantos trabalhos e prémios , que seria cansativo enumerá-los!



BIBLIOGRAFIA

_LUCIANO de GIUSTI,” Os filmes de PAOLO PASOLINI, GREMESE, 1883

-ANGELO RESTIVO, “ O cinema dos Milagres Económicos, DUKE UNIVERSITY PRESS, 2002

-ENZO SICILIANO, “Pasolini, uma biografia, tradução de JOHN SHEPLEY, LONDRES, BLOOMSBURY, 1996;

-“La Divina Mimesis”, PIER PAOLO PASOLINI;

-“Lettere luterane,PIER PAOLO PASOLINI;

e ainda, notas da WIKIPÉDIA.

A obra de PPP foi, para além de provocadora, herética e escandalosa, uma revolução que se tornou convulsão, pela comungabilidade entre cinema e Vida, Arte e Realidade…





Janeiro, 2012-01-22



Maria Elisa Ribeiro

Do Facebook, através do amigo Carlos Nelson Dragão de Barros

"Aos poucos os portugueses vão-se habituando à ideia, uma coisa eram os Presidentes da República que até aqui tinham tido e outra é o senhor Cavaco Silva. Aqueles que ainda viam na Presidência da República o último reduto da defesa da Constituição perceberam agora que com a direita em Belém e em São Bento o regime político português volta ao velho sistema em que há um presidente do conselho que tudo decide e a quem as outras figuras e instituições do Estado devem obedecer."







Pensamento de ALDOUS HUXLEY


Pensamentos do escritor ALEXANDRE HERCULANO (1810-1877)

De Alexandre Herculano (1810-1877):


“Há épocas de tal corrupção, que, durante elas, talvez só o excesso do fanatismo possa, no meio da imoralidade triunfante, servir de escudo à nobreza e à dignidade das almas rijamente temperadas.”
―Alexandre Herculano
Frases - http://kdfrases.com/

PACHECO PEREIRA NO SEU BLOG www.abrupto.blogspot.pt

Através de abrupto.blogspot.pt



VOU REPETIR O QUE ESCREVI HÁ MAIS DE UM ANO SOBRE A TECNOFORMA


Não costumo citar o que já escrevi, mas as notícias recentes dadas pelo Público sobre o programa Foral, criado com fundos europeus para promover a formação profissional dos funcionários das autarquias, envolvendo Relvas como decisor e Branquinho como beneficiário, mostra mais uma vez sempre os mesmos nomes, as mesmas empresas, sempre as mesmas redes. É um modus operandi que corrompe o funcionamento da nossa democracia, desvia recursos do estado para enriquecimento privado e tem como instrumento fundamental o controlo dos mecanismos partidários. Também, como de costume, ninguém liga nenhuma, e as notícias foram cuidadosamente silenciadas pelos outros órgãos de comunicação, a começar pela televisão. Aqui vai a citação:

“(…) o núcleo duro partidário do PSD, tem carreiras de dois tipos: ou na advocacia, ou num "privado" muito especial, aquele que vive da dependência do Estado e das decisões políticas seja a nível central, seja a nível autárquico. Os casos de Passos e Relvas são típicos, porque uma parte fundamental da sua carreira é feita dentro dos partidos, nas "jotas", passam pelos cargos mais ligados ao controlo político "distributivo" no Governo (Relvas) e são empregados por terceiros em empresas em que as redes de ligação com o poder político são fundamentais para aceder aos "negócios". (…) Essas áreas incluíam a formação, no tempo áureo dos fundos, e depois nos sectores como o ambiente, energias renováveis, resíduos e construção, tudo áreas que conheceram grande expansão com dinheiros públicos nos últimos anos. [Hoje as empresas de ”comunicação” e marketing tem papel idêntico.] O caso da Tecnoforma, envolvendo Passos e Relvas, é típico de uma espécie de empresas "jota", em que pessoas com carreiras políticas interdependentes entre si se organizam para aproveitar as oportunidades que o acesso ao poder político cria. (…) Não é por acaso que o "privado" que encontramos nos curricula governamentais, como estes de que falamos, é sempre do mesmo tipo. Não encontramos nunca nenhum genuíno empresário que já estivesse "feito" antes de ir para o Governo. (…) nunca temos no topo do poder partidário e governamental outro tipo de privado que não seja o fortemente dependente do poder e das redes de conhecimentos pessoais, assentes na interdependência e na confiança. “

É mais uma vez o mesmo."

Palavras de Pacheco Pereira, no seu Blog

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

IMPERDOÁVEL, PRESIDENTE CAVACO-CONTRA-O-POVO!











Reformados criticam PR por não enviar OE para Tribunal Constitucional
LUSA 02/01/2014 - 08:26
Apre! insta partidos a pedirem fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado para 2014.IN "PÚBLICO"

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TÓPICOS
Cavaco Silva
Orçamento do Estado
Tribunal Constitucional


A Associação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados (Apre!) criticou nesta quinta-feira o Presidente da República por não ter enviado o Orçamento do Estado para o Tribunal Constitucional e disse esperar que os partidos da oposição peçam uma fiscalização sucessiva.

Classificando a decisão do Presidente como "uma demissão" das suas obrigações, a Apre! concluiu, num comunicado hoje divulgado, que "medidas como a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (que, no ano de 2013, foi alvo de verificação da constitucionalidade a pedido do Sr. Presidente), os cortes nas pensões de sobrevivência e os cortes nos complementos de reforma, não causam dúvidas de constitucionalidade" a Cavaco Silva.

Na sua habitual mensagem de Ano Novo, o Presidente não esclareceu se pedirá ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva do Orçamento do Estado de 2014, ao contrário do que aconteceu há exactamente um ano com o Orçamento de 2013.

Cavaco Silva renovou o apelo às forças políticas para um "compromisso de salvação nacional", a exemplo do que fez em Julho, após a crise política do Verão, considerando que os portugueses beneficiariam desse acordo no período pós-troika.

No comunicado, a Apre! espera que os partidos da oposição enviem ao Tribunal Constitucional o pedido de fiscalização sucessiva das medidas, "aparentemente inconstitucionais para, no caso de se vir a ser confirmada a sua inconstitucionalidade, serem corrigidas as injustiças previstas neste Orçamento".

A associação tinha elogiado recentemente Cavaco Silva, depois de o Presidente ter defendido, a 21 de Dezembro, a necessidade de ter um "olhar particular" para os reformados, considerando que não se pode "empurrá-los para o grupo dos novos pobres".

"Os reformados já não têm forças para conseguir corrigir o percurso, o rumo das dificuldade e, por isso, nós não podemos de forma nenhuma empurrá-los para o grupo dos novos pobres, aqueles que passam por uma pobreza envergonhada", afirmou na altura o chefe de Estado.

(CONT) do artigo, na wikipedia, sobre o "25 De Abril"/974


Antecedentes[editar | editar código-fonte]
Parte de uma série sobre a
História de Portugal

Portugal na pré-História
História Antiga
Povos ibéricos pré-romanos
Romanização (Lusitânia e Galécia)
Germânicos (Visigodos e Suevos)
Domínio árabe
Domínio Cristão
Reconquista
Condado Portucalense
Formação do Reino de Portugal (1139-1385)
Independência de Portugal
Dinastia de Borgonha
Crise de 1383-1385
Consolidação e Expansão (1385-1580)
Dinastia de Avis
Descobrimentos
Império Português
Crise sucessória de 1580
União Ibérica (1580-1640)
União Ibérica
Dinastia Filipina
Restauração da Independência
Restauração, Invasões e Liberalismo (1640-1820)
Dinastia de Bragança
Invasões Napoleónicas
Revolução Liberal de 1820
Monarquia Constitucional (1820-1910)
Monarquia Constitucional Portuguesa
Guerras Liberais
Regeneração
Regicídio de 1908
Revolução de 5 de Outubro de 1910
Instauração da República
I República
Revolução de 28 de Maio de 1926
Ditadura (1926-1974)
Ditadura militar e nacional
Estado Novo
Guerra do Ultramar
Revolução dos Cravos
Democracia (1974-)
PREC
III República

Temáticas
Arquitectura | Arte | Militar
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Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi instaurada em Portugal uma ditadura militar que, culminaria na eleição presidencial de Óscar Carmonaem 1928. Foi durante o mandato presidencial de Carmona, período que se designou por "Ditadura Nacional", que foi elaborada a Constituição de 1933 e instituído um novo regime autoritário de inspiração fascista - "o Estado Novo". António de Oliveira Salazar passou então a controlar o país através do partido único designado por "União Nacional", ficando no poder até lhe ter sido retirado por incapacidade em 1968, na sequência de uma queda de uma cadeira em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcello Caetano17 que, pôs em prática a Primavera Marcelista e dirigiu o país até ser deposto no dia 25 de Abril de 1974.

Durante o Estado Novo, Portugal foi sempre considerado como um país governado por uma ditadura18 19 20 pela oposição ao regime21 , pelos observadores estrangeiros e até mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Durante o Estado Novo existiam eleições, que não eram universais e eram consideradas fraudulentas pela oposição.

O Estado Novo tinha como polícia política a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), versão renovada da PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), que mais tarde foi reconvertida na DGS (Direcção-Geral de Segurança). A polícia política do regime, que recebeu formação da Gestapo e da CIA22 , tinha como objectivo censurar e controlar tanto a oposição como a opinião pública em Portugal e nas colónias.

Na visão histórica dos ideólogos do regime, o país teria de manter uma política de defesa, de manutenção do "Ultramar", numa época em que os países europeus iniciavam os seus processos de descolonização progressiva. Apesar de séria contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve a sua políticairredentista, endurecendo-a a partir do início dos anos 1960, face ao alastramento dos movimentos independentistas em Angola, na Guiné e em Moçambique23 .

Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que protegia certos monopólios e certos grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, sendo consequência disso um significativo acréscimo da emigração24 . Contudo, é durante a década de 60 que se notam sinais de desenvolvimento económico com a adesão de Portugal à EFTA25 .
O mito do "orgulhosamente sós"[editar | editar código-fonte]

A Guerra do Ultramar, um dos precedentes para a revolução.

No início da década de setenta mantinha-se vivo o ideário salazarista26 . Continuavam os ideólogos do regime a alimentar o mito do «orgulhosamente sós»27 , coisa que todos entendiam, num país periférico e pequenino28 29 , marcado pelo isolamento rural: estar ali e ter-se orgulho nisso eram valores, algo merecedor de respeito. Mesmo em plena Primavera Marcelista, Marcelo Caetano, que sucedeu a Salazar no início da década (em 1970, ano da morte do ditador), não destoa. Sentindo o mesmo, age a seu modo, governa em isolamento, faz o que pode, mas um dia virá em que já nada pode fazer.

Qualquer tentativa de reforma política era impedida pela própria inércia do regime e pelo poder da sua polícia política (PIDE). Nos finais de década de 1960, o regime exilava-se, envelhecido, num ocidente de países em plena efervescência social e intelectual. Em Portugal cultiva-se outros ideais: defender o Império pela força das armas. O contexto internacional]30 era cada vez mais desfavorável ao regime salazarista/marcelista. No auge da Guerra Fria, as nações dos blocos capitalista e comunista começavam a apoiar e financiar as guerrilhas das colónias portuguesas, numa tentativa de as atrair para a influência americana ou soviética. A intransigência do regime e mesmo o desejo de muitos colonos de continuarem sob o domínio português, atrasaram o processo de descolonização: no caso de Angola e Moçambique, um atraso forçado de quase 20 anos.
A guerra colonial[editar | editar código-fonte]
Ver artigo principal: Guerra Colonial Portuguesa

Portugal mantinha laços fortes e duradouros com as suas colónias africanas31 32 , quer como mercado para os produtos manufaturados portugueses quer como produtoras de matérias primas para a indústria portuguesa. Muitos portugueses viam a existência de um império colonial como necessária para o país ter poder e influência contínuos. Mas o peso da guerra, o contexto político e os interesses estratégicos de certas potências estrangeiras inviabilizariam essa ideia33 34

Apesar das constantes objeções em fóruns internacionais, como a ONU, Portugal mantinha as colónias35 considerando-as parte integral de Portugal e defendendo-as militarmente. O problema surge com a ocupação unilateral e forçada dos enclaves portugueses de Goa, Damão e Diu, em 1961.

Em quase todas as colónias portuguesas africanas – Moçambique, Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde – surgiam entretanto movimentos independentistas, que acabariam por se manifestar sob a forma de guerrilhas armadas. Estas guerrilhas não foram facilmente contidas, tendo conseguido controlar uma parte importante do território, apesar da presença de um grande número de tropas portuguesas que, mais tarde, seriam em parte significativa recrutadas nas próprias colónias.

Os vários conflitos36 forçavam Salazar e o seu sucessor Caetano a gastar uma grande parte do orçamento de Estado na administração colonial e nas despesas militares. A administração das colónias custava a Portugal um pesado aumento percentual anual no seu orçamento e tal contribuiu para o empobrecimento daeconomia portuguesa: o dinheiro era desviado de investimentos infra-estruturais na metrópole. Até 1960 o país continuou relativamente frágil em termos económicos, o que aumentou a emigração para países em rápido crescimento e de escassa mão-de-obra da Europa Ocidental, como França ou Alemanha. O processo iniciava-se no fim da Segunda Guerra Mundial37 .

O 25 de Abril de 1974-in wikipedia

Revolução dos Cravos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Revolução dos Cravos


Localização Portugal
Data 25 de abril de 1974
Resultado Fim do regime Estado Novo
Início do Processo Revolucionário em Curso
Instauração da Democracia


Revolução dos Cravos, conhecida, efetivamente, como Revolução de 25 de Abril1 , refere-se a um período da história de Portugal resultante de um movimento social, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo2 , vigente desde 19333 , e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976, com uma forte orientação socialista na sua origem.4 5 6

Esta ação foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que era composto na sua maior parte por capitães7 que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos1 . Este movimento surgiu por volta de 1973, baseando-se inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas8 , acabando por se estender ao regime político em vigor9 . Com reduzido poderio militar e com uma adesão em massa da população ao movimento, a resistência do regime foi praticamente inexistente e infrutífera, registando-se apenas 4 civis mortos e 45 feridos em Lisboa pelas balas da DGS10 .

O movimento confiou a direção do País à Junta de Salvação Nacional, que assumiu os poderes dos órgãos do Estado 11 .

A 15 de maio de 1974, o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República. O cargo de primeiro-ministro seria atribuído a Adelino da Palma Carlos12 .

Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações13 e confrontos militares que, terminaram com o 25 de Novembro de 197514 15 16 .

Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.

Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de abril, denominado como "Dia da Liberdade".

A NOVA RESISTÊNCIA...

"A RESISTÊNCIA"...


... EXISTIU ABRIL


Muito antes da minha sílaba…ainda em tempos distantes, onde era o ANTES… havia já uma voz antiga-em-mim…uma voz escondida…uma voz de Abril-cravo-livre.

Como se nada mais houvesse para aprender, essa voz libertou-se das grades ,
tal ave que foge das águas revoltadas do pulso do mar ,a perder-se, esvoaçando,
pelos flancos da montanha, cantando bagas-mil…

Tudo isso, ainda antes da sílaba entrar na palavra a murmurar Poesia…
…ainda muito antes…

…e como se o sol não voltasse a agarrar os dias entre os braços de luz,
as flores abriram-se às manhãs de primavera ,com a força de uma seiva
que seduz…

E Abril, tal como a “Primavera” de cravos-de-aromas-mil, foi Sol de pouca dura!
Depois do Passado obscuro, rota- falhada-do rumo, papel rasgado no cesto da esperança-sem-Esperança, abismo a gravar numa folha de papel…será Abril só se o Poeta-Houver!

De Abril, a empresa fracassada…
…o poema incompleto…
…o sorriso apagado pelo verme-infecto…
…uma pátria -sem-Pátria, domada pelo monstro abjecto…


Que empresa? Que projecto? Que mundo?


De Abril, os olhos amargurados…
…os sorrisos sem alma…
…os rostos embaciados de angústia…
…a astúcia prepotente do agente dominador,
tirano sem honra ou assomo de valor…
…peçonha que engoliu cravos-flor-liberdade…

Emudeceu, bruscamente, Abril, na mão do poeta-sonho-verdade!
No peito luso, a chaga infecta!
A Poesia quase chora uma Derrota…

É Hora de reerguer a bandeira. de acordar o cipreste. de correr de este a oeste,
num norte-a-sul a limpar a peste!

Fala, Poeta, enche a boca de odores de rosas esfareladas!
Inspira a Liberdade!
Espalha-a pela cidade onde o sangue escorre da Palavra Sofrida!

________________________________________Há-de Haver- Abril!


Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
NOV/2013 — com Rogério Manuel Madeira Raimundo e 49 outras pessoas.

POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA-(PESQUISA NA NET)












POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA



Texto de Eduardo Waack



A poesia produzida atualmente no Brasil é bastante diversificada, possuindo inúmeras cores, tendências e matizes. Assim como em qualquer agrupamento humano, reflete a disparidade de seus membros, com instantes de maior ou menor encanto, lucidez e sensibilidade. É mito dizer que o brasileiro não lê, e que existem mais poetas do que leitores. Existem sim os analfabetos funcionais, que apenas sabem assinar seu nome sem compreender o que está escrito, mas a grande maioria dos cidadãos deste país continente tem uma atração especial pela leitura, sentindo prazeres inenarráveis quando encontra obras de qualidade satisfatória. O que acontece é que o mercado editorial insiste em lotar as prateleiras das livrarias e bancas de revistas com literatura de qualidade duvidosa, onde as revistas de fofoca ou abordando inexpressivas novelas da televisão são as estrelas do estabelecimento. O lucro é a chave do negócio e os editores brasileiros parecem compreender bem este dogma.

Porém nem só de palavras vazias ou enganosas é feita a literatura brasileira contemporânea. Ao lado do escritor que gostaria de ter sua obra exposta na vitrine de uma boutique, ou que é sempre figurinha carimbada nos jornais e publicações ditos sérios (pois são todos mui amigos), existem os batalhadores que insistem em criar e difundir belezas apesar das adversidades e do desamparo das “seletas” leis de incentivo à cultura, transmitindo a sua palavra libertária pelos rincões solitários que aguardam uma demonstração de amizade sincera, solidariedade e estímulo. São estes os guardiões e guerreiros da literatura brasileira contemporânea, chamados de escritores alternativos porque encontraram uma alternativa para divulgar seus livros, fanzines e publicações, de modo abrangente, includente e constante. A seguir, dez poetas que se consagraram porque são populares e amistosos, com uma obra que concilia técnica e inspiração.



O PATRIOTA



Gosto do meu Hino Nacional

esse velho hino que por negligência

nunca consegui aprender de cor.



Sou um homem sensível

e por várias vezes

me pego chorando

ao ouvir suas estrofes doridas

"de um povo heróico

o brado retumbante",

escandalosamente borradas

de um verde e amarelo gostoso

arrimo "de todas as minhas

mágoas de amores".



Não sirvo para morar fora do Brasil

pois o Hino Nacional

é uma espécie de oração

que carrego junto ao peito

assim, pendurado como um patuá.



Nacionalismo quadrado?

Pois é. Que fazer?

Nasci assim e assim quero morrer

amando para sempre a minha terra,

o meu povo, o Hino Nacional

e a minha bandeira verde e amarelo

consoladores "de todas

as minhas mágoas de amores".



ARISTIDES THEODORO

Mauá (SP)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

POEMA DE MIGUEL TORGA: "POEMA DE ANO NOVO"

POEMA de Ano Novo , de Miguel Torga , in ----lerparacrer.wordpress.com



Recomeça….

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

Óscar Lopes, visto por Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço sobre Óscar Lopes -in NET


Crónica de Maldizer – Na morte de Óscar Lopes

Óscar Lopes morreu há 10 dias, aos 95 anos. Homens como ele não deviam morrer. E, se tivessem que morrer, que fosse aos 950 anos.
por Eurico Heitor Consciência
a 4 de Abril de 2013



Eduardo Lourenço chamava-lhe mestre. Um dos meus condiscípulos do liceu chama mestre ao Eduardo Lourenço. Grande mestre consta que foi Afonso Domingues, o da Batalha, que numa das lendas ou narrativas do Heródoto português (boa! ataque já a wikipédia, que pode ser que esclareça quem foi o Heródoto português – porque a wikizinha não é tão má como muitos pensam: tem coisas acertadas), pois, numa dessas lendas ou narrativas, o Domingues passou a noite sob a cúpula do mosteiro, para provar urbi et orbi que acreditava nas suas capacidades pessoais; grande mestre foi também o meu avô paterno: talento testemunhado ad aeternum pela cabeça de dragão de granito que orna e distingue a escadaria de pedra do solar oitocentista em que está instalada a Câmara Municipal de Mêda (com chapelinho no e para travar provocações ou apetites escatológicos).

Pois o meu condiscípulo Miguel chama meu mestre ao Eduardo Lourenço e o Eduardo Lourenço chamava mestre ao Óscar Lopes. Ao Senhor Professor Doutor Óscar Lopes – que haveria de sorrir com ar quase tímido quando o tratassem por Senhor Professor Doutor. Mas foi mesmo um doutor, um grande, enorme professor. O maior. O mais notável dos professores que eu tive, num liceu onde, por espantoso que hoje pareça, eram devotados e competentes quase todos os professores. E não davam nem duas faltas por ano!

Óscar Lopes sabia tudo e tinha respostas para tudo. Mas começava e acabava as respostas num tom modesto, modestíssimo, com ar de querer pedir desculpas por saber tanto.

Era professor de Latim e Literatura no Curso Complementar dos Liceus (6º e 7º ano – a que corresponderão hoje o 10º e o 11º). Aprendemos o latim básico e muito de literatura e de história da literatura (servindo de “sebenta” as primeiras provas tipográficas da História da Literatura Portuguesa que foi publicada no ano seguinte), mas, deu-nos sobretudo horizontes de cidadania que ninguém nos despertara ainda.

Nas férias grandes desse ano foi preso pela Pide. Um ou dois anos depois foi julgado e reposto nas suas funções de professor do Liceu Rodrigues de Freitas (chamado D. Manuel II naquele tempo). Mas não lhe permitiram que desse aulas, como dantes, aos rapazes e às raparigas do 6º e do 7º ano, que tinham de 16 a 18 anos. Passou a ensinar Português às crianças do 1º ano… Os políticos são quase todos desonestos, mas parvos não são.

Fez-lhe justiça o 25 de Abril: atribuiu-lhe cátedra na Universidade do Porto – que já deveria estar honrada e enriquecida por ele há muitos anos.

Óscar Lopes morreu há 10 dias, aos 95 anos.

Homens como ele não deviam morrer. E, se tivessem que morrer, que fosse aos 950 anos."