sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

"Votos de Ano Novo"

Aproxima-se, a passos largos... Vem com "pés de chuva e frio", mas está aí, prontinho a bater-nos à porta.

Saibamos , apesar das intempéries, dar-lhe as boas vindas , com atitudes de alegria e esperança.

Desejo a todos os meus amigos , que conheço e aos que não conheço, também, que os vossos sonhos se concretizem e que tenham saúde, para superarmos os maus momentos que o país está a viver. Conduzam com cuidado, se tiverdes de o fazer. Aos que estão doentes, desejo rápidas melhoras ou boa recuperação de problemas antigos. Que todos tenham o necessário e /ou suficiente, para viverem com dignidade humana. Que os desempregados consigam melhorar as suas vidas! Que os injustiçados consigam a Justiça de que estão à espera.

Não quero desmoralizar-vos, mas... quem É a Justiça ,em PORTUGAL? O ministro? O Procurador Geral ?O Presidente do Supremo?Os juízes? OU... Sócrates que vai vendo o seu nome e o dos amigos saírem dos "casos" pela porta das traseiras?

FELIZ ANO A TODOS!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

POEMA DO CICLO "ARES DO TEMPO..."(jornal da vida...)


Fotos google



Azul do meu céu estrelado, vivo,
acordado na onda dos meus sentidos!

Meus olhos escuros, castanhos, dolentes,
mergulham na imensidão de sensações dormentes!

Vivo no brilho da noite refrescante…

Sei do Sonho que se quer perder,
que eu não posso deixar desaparecer!

Não morre o Sonho
quando vive o Homem
que sonha…

Procuro definir a ambição
de, com olhos bem abertos,
despertos, vivos, radiantes,
aspirar o cheiro do céu azul brilhante.

A passos largos, caminho,
ombro a ombro com as estrelas,
brilhantes, vivas e belas;
sigo pegadas perdidas
que nunca na vida dei…

Peregrina do meu amanhecer,
parte integrante da minha biografia,
vejo alvorecer o dia.

E o meu olhar faz ricochete
voltando a mim.
que me quero perder em ti…


Torno-me pirata e fujo para o barco
que formam teus braços,
quando acolhem meu olhar castanho
no sereno do teu brilhar azul…

Depois…
a minha ilha repousa em ti;
prende-te com águas vivas, puras,
dignas dos sentidos
que exalam em mim…

Da Terra para a água…
Da água para a Terra…
Não há paz sem guerra
nem guerra sem paz…
…paz serena,sentida nos nossos sentidos…
ora despertos, ora adormecidos…

No jornal da minha Vida
Encontro referências ao Sonho.
Arquivo-o, escondo-o;

Triste da falta de fascínio que me oiço contar,
guardo a intimidade do que ainda não pude SER nem TER…


C7G-31/37- CRESC/DEZ/09

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Poema do ciclo "Místicos": "EU-SER-MAGIA"...


fotos google


É urgente Sonhar!
Filtro as Emoções da Ambição
E procuro perder-me… achando-me…

Tudo pode conduzir
- se o conseguir…-
à revelação do “eu-ser-magia”!

Sinto ser preciso mudar coisas na vida,
para que a vida mude coisas no Viver!

Fecho-me numa concha sagrada
para ver a Vida a mudar…
Levam-me as águas do mar
num constante marulhar,
por águas desconhecidas
e correntes atrevidas!

Procuro um ALÉM!
Preciso de Sonhar…

Aos tombos, na minha concha,
sonho, assim,
que sou um fio de mim,
um laivo de silêncio
na turbulência das léguas… sem fim…

MEU ENTARDECER ESFORÇADO!

Sinto passar, a meu lado, conchas de outros penares
levadas nos mares revoltos,
turbulentos absortos por um outro Navegar.

Mas que faço ,aqui, fechada?

- “Louca insana tresloucada!
Ouve a Revelação!
Sente a consciência!
Sai dessa demência!”

Oh! Por onde já” andei”…

Que caminhos percorri, enquanto fui sofrendo!
Ah! Mas …vivi…

Quero sair da clausura!
Sufoco sem o ar puro que advém das florestas,
densas, cheirosas, espessas,
onde falam vozes que não conseguia ouvir
outrora!

E vozes da Vida, a sorrir,
convidam-me a reagir,
a confiar no Porvir…

O meu Presente não fala de sonhos Futuros…
Fala de factos actuais, que podem nem ser reais…

PRECISO DE SONHAR!

Liberto-me, então, da concha fechada
E procuro meu outro ALÉM…


C7G-30/38- MIST-DEZ/09

domingo, 27 de dezembro de 2009

PASSEIO A PENELA, região centro...







O dia ,ontem, estava solarengo. Apetecia dar um passeio... Com a minha filha e netita fomos até PENELA, que eu não conhecia.
Deparei com uma vila lindíssima, um castelo, o Castelo de Penela, no alto da montanha, batido pelo vento forte que se fazia sentir e onde está em exposição, aos fins de semana, até 3 de Janeiro, um original Presépio vivo, escondido numa gruta do castelo, de onde se viam gotas de água a querer regar o chão ,debaixo dos nossos pés...
É fácil chegar lá: indo até Condeixa-a- Nova, apanha-se a IC3, direcção TOMAR e , 20Kms depois, encontramos a pequena linda vila medieval. Perto de Conímbriga, do Rabaçal, Soure, Ansião, Alvaiázere(AL- BAI- ZIR), todo este espaço nos fala dos primeiros reis de Portugal, da luta contra os Romanos, Vândalos e Sarracenos.

Era, nesses tempos,uma região que se enquadrava na conhecida "linha defensiva do Mondego" e que serviu para "espreitar" as manobras, ora de romanos, ora de árabes.
Não esqueçamos que foram os romanos e os árabes quem mais tempo esteve por cá, ocupando a Península, por mais de 600 anos ,os primeiros, e mais de 300 anos, os segundos.
Ainda hoje, ao escavar as suas terras, os lavradores encontram vestígios dessas civilizações, na "pessoa" de espadas , objectos de ferro ,madeira e argila, bem guardados em pequenos museus,a visitar.
sobre Penela, que foi o que ontem pude visitar, há que dizer que em 1137, ainda antes da Fundação da Nacionalidade, Afonso Henriques lhe concedeu o 1º Foral, tendo mandado, depois, em 1139, construir o Castelo do Germanelo, que ajudava os cristãos na luta contra as frequentes investidas dos inimigos sarracenos; depois, era daqui que o Rei prosseguia as suas lutas pela formação do território, mais para o sul.

De visitar, ainda, a lindíssima igreja renascentista de STA. EUFÊMIA, começada a construir no século XIII, a Igreja da Misericórdia e o Pelourinho medieval, reconstruído no período manuelino.
Imensos turistas de várias nacionalidades, pois ouvi falar ,além da nossa língua, francês, inglês, castelhano, eslavo e italiano, deram-me a ideia do nº de visitantes que a pequena vila e aquela região devem ter ,quando o tempo ajuda...
Falo-vos ainda da beleza dos espaços circundantes, com florestas , pinhais, campos de cultivo, bem tratados e que fascinam!

Boa viagem até lá, quando e se, lá resolverem ir!

Publico , a seguir, algumas fotos que por lá tirei; como não sou fotógrafa, mas amo a fotografia, deixo-vos, com carinho, o que fui capaz de fazer...



ADAMO-------------"INCH'ALLAH"

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

MENSAGEM DE NATAL

A partir de hoje, estaremos todos ocupados com actividades próprias desta época festiva.
Não nos será, por conseguinte, fácil, estar de volta do computador.

Por esse motivo, venho desejar, a amigos e seguidores, uma feliz quadra festiva; que os doentes recuperem rapidamente e que a saúde e o bem -estar não vos abandonem.


FELIZ NATAL E UM ANO NOVO CHEIO DE ALEGRIA E FELICIDADE
BEIJOS FRATERNOS DE
MARIA ELISA (LUSIBERO)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

"ROMANCE"APARIÇÃO": 50 anos de publicação


LITERATURA PORTUGUESA

Memórias literárias

“APARIÇÃO”, de VERGÍLIO FERREIRA: 50 ANOS!


Completam-se este ano os 50 anos da publicação da obra de VERGÍLIO FERREIRA (VF), “APARIÇÃO”. Não posso, como Professora de Português, deixar passar, em branco esta data, pelo valor do autor, como escritor e da obra, em particular, pelo que representa no estudo do EXISTENCIALISMO português, de meados do século passado.
Embora tenha já publicado no blogue e nos jornais onde escrevo, durante o presente ano, um texto sobre VF, nascido em 1916 e falecido em 1996, não quero chegar ao fim do ano sem lembrar esta data, pelo amor que tenho à obra do escritor, de um modo geral, pelo respeito que me merecem as Doutrinas Existencialistas e pela riqueza literária desta obra, em particular.
No ano posterior à sua publicação, em 1960, por conseguinte, foi VF agraciado com o Prémio Literário “CAMILO CASTELO BRANCO”, tal o impacto de “APARIÇÃO” nos meios literários nacionais. Outros prémios se seguiram, dos quais destaco: em 1985 -“Prémio do Centro Português da Associação Nacional de Críticos Literários”; em 1990, Prémio Femina; em 1991, Prémio Europália; em 1992,o significativo PRÉMIO CAMÕES…
Declaradamente agnóstico, mais para o fim da sua vida, embora de formação católica, tendo, inclusivamente, frequentado o Seminário durante mais de 6 anos, é com o romance “APARIÇÃO” que VF se apresenta como um ser humano angustiado com o problema da existência de DEUS e com a verdade fatal que a todos atinge, na figura sinistra da MORTE.
Li esta obra muito cedo, talvez cedo demais para compreender com maturidade o “recheio” filosófico da mesma. O romance nada me dizia e só a minha teimosia me fazia voltar à página anterior, constantemente, para perceber de que tipo de” aparição” aquilo tratava…
Nos programas do 12º ano de PORTUGUÊS de 1996, esta e outras obras entraram como alternativa, de leitura obrigatória! Enveredei pela escolha deste romance, com uma responsabilidade extrema, como se pode calcular, pois os alunos tinham que perceber, comigo, par a par, o tema que, finalmente, percebi que tínhamos em mãos! “APARIÇÃO”, afinal, não era nenhum fantasma…SANTO DEUS! Quanto andei para lá chegar…
A “APARIÇÃO” é nós, seres humanos, é cada um de nós, de cada vez que vencemos etapas da nossa realização pessoal, a caminho do aperfeiçoamento, possível e permitido, por Alguém Superior ao homem! É cada um de nós, aos nossos próprios olhos, sempre que afastamos os escolhos que nos impedem de nos cumprirmos! (capítulo II, página 23, 18ª edição, BERTRAND): ” Meu pai optou… Mas eu, sentia como sinto, que alguma coisa ficara por explicar e que era EU próprio… que me aparecera…quando a vi fitar-me do ESPELHO…”. Depois, continuando a sua descoberta, através da personagem “ALTER-EGO”, DR. ALBERTO SOARES, no capítulo IX, página 88 e seguintes, diz isto: ”O instante em que me afirmo é uno como um tronco. (…) Somente agora que são EU, não os entendo. SEI que mudei, mas não SINTO ter mudado (…)”.
Ora acontece que, em meados do século XX, a Europa é assolada por uma vaga de fundo de ideias sobre a existência do HOMEM (O EXISTENCIALISMO!), liderada por filósofos e ideias de filósofos como SARTRE, SIMONE DE BEAUVOIR, MALRAUX, CAMUS, HEIDEGGER, JASPERS e tantos mais que questionavam, não só o papel do homem na Terra, como também a existência de DEUS. Por conseguinte, para conseguir SER, ou nos apoiamos na ideia de DEUS ou não…VF esteve num seminário, quando jovem, por um período superior a seis anos, que o marcaram, profundamente, quer pela rigidez das regras do internato, quer pela solidão inerente e pelo desconforto, que moldaram o carácter do jovem seminarista, tornando-o mais introspectivo e permeável às ideias dos filósofos existencialistas ateístas e teístas.
Esta dor de DEUS e a angústia da SUA existência provocavam fracturas emocionais indescritíveis no escritor e em todos os seres pensantes; notou-se isso já no romance”MANHÃ SUBMERSA”… Mas é em “APARIÇÃO” que vêm “à tona de água” todos os problemas de fé provocados também, a nível existencial, pela rigidez da vida, no seminário. Como corrente humanista, o Existencialismo teve como precursores o filósofo Sócrates e SANTO AGOSTINHO.
Em termos restritos e mais recentes, remonta a KIERKEGAARD que dizia estar o Sujeito implicado, ao longo da vida, na sua realização pessoal pelo que, o homem, é ”LIBERDADE ABSOLUTA”, “ESTANDO CONDENADO A SER LIVRE”…
No romance “APARIÇÃO”, o DR. ALBERTO SOARES não consegue, como Professor de Filosofia, passar aos seus alunos a “Mensagem” da “Liberdade Absoluta” e acaba por ser mal interpretado pelo louco Carolino, seu aluno- problema, que, a certa altura, entende ser um deus, capaz de, com as suas mãos, dar a VIDA ou tirar a VIDA a qualquer ser! tenta então matar o Professor, desfaz o pescoço de uma galinha “enquanto o diabo esfrega um olho” e acaba por matar a estranha SOFIA CERQUEIRA, a qual, segundo o narrador- autor, já desde pequenina “que tinha percebido tudo”, onde é que a vida nos vai levar, sendo, por isso, a coisa mais natural do mundo vivê-la em toda a plenitude …do mal, principalmente e se possível!
Neste romance, VF. apresenta-nos a ideia do filósofo HEIDEGGER de que o Homem é “UM-SER-PARA- A- MORTE” já que, abandonado por um deus que o condenou a uma liberdade com a qual ele não sabe o que fazer!, o pobre HOMEM não pode, sequer, impedir a sua fatalidade final…
Convém, no entanto, penso eu, vermos que o Homem nunca é só um determinado fim, no sentido de que nunca está completo… E nós, seres humanos, sabemos bem como HOJE não somos o que fomos ONTEM e vice-versa…
Ao dizermos EU, no nosso dia-a-dia, já estamos a SER e a caminhar para a nossa concretização ou realização, como se preferir. Em nós está a presença de nós próprios, como o pai de Alberto lhe explicou, naquele dia em que ele, pequenino, se viu ao espelho e pensou que alguém estava no seu quarto. É, decididamente, uma obsessão, esta tentativa de explicarmos a existência de DEUS… como difícil deve ser a insistência em negá-Lo… ALBERTO SOARES (CAPÍTULO III) explica o seu ateísmo de um modo breve e repentino… pouco ou nada esclarecedor, por consequência: ”DEUS está morto, PORQUE SIM!”. No capítulo IX, afirma: ”DEUS MORREU, DEUS NÃO É A MINHA META, É O MEU PONTO DE PARTIDA.”
A ensaísta MARIA JOAQUINA NOBRE JÚLIO, in “O DISCURSO DE VERGÍLIO FERREIRA COMO QUESTIONAÇAO DE DEUS” diz o seguinte, numa citação de Maria Leonor Carvalhão Buescu e Carlos Ceia, in “PORTUGUÊS 12º Ano, página 380,1ª tiragem de 1999: ”A par do alto conceito que VF tem do homem, penso que ficou claro (…) o alto conceito (…) que tem de DEUS.
DEUS é, para ele, mistério insondável e não é o DEUS manipulável das religiões, mas O ABSOLUTAMENTE OUTRO. (…) Quando fala de deuses, no plural, concebe-os como criações dos homens, ídolos (…) sempre inferiores e não o GRANDE-DEUS, o SUPER-DEUS. (…) Não sendo politeísta e muito menos panteísta, não crê nesses deuses manipuláveis ou criados pelos homens…DEUS é, para ele, outra coisa, ABSOLUTAMENTE TRANSCENDENTE AO HOMEM E AO MUNDO (…)”.
A este ponto, convém recordar que Kirkegaard diz que a vida se apresenta, hoje, de tal modo problemática ao homem, que se torna absurdo demonstrar a existência de DEUS!
O grande escritor português deu, com esta “tremenda” obra, uma pequena amostra do incomensurável, indefinível, inexplicável problema que é o ter-se a ideia de DEUS. Não nos satisfaz, pois cada um de nós tem a sua própria resposta… ou não tem nenhuma! Sem respostas… resta-nos a força interior, emocional da… FÉ!



BIBLIOGRAFIA:
“O Discurso de Vergílio Ferreira como Questionação de DEUS”- Mª Joaquina Nobre Júlio, in “Português A”- 12º Ano,TEXTO EDITORA –Lisboa, 1999,1ª tiragem;
“Uma leitura DE APARIÇÃO de VERGÍLIO FERREIRA, BERTRAND EDITORA /NOMEN, 1995

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

PEDRO TEIXEIRA: O "DESBRAVADOR" da AMAZÓNIA









PEDRO TEIXEIRA: “O desbravador da AMAZÓNIA” (séculoXVII). Não é figura de português que conste dos manuais de História. Nunca aprendi nada sobre este homem, nem nunca ensinei nada sobre ele. Mas… …vivo perto dele, ou melhor, vivo a 15 Kms da estátua que perpetua a sua memória, no largo do centro da cidade de Cantanhede, no Distrito de Coimbra. Sou honesta: nunca me despertou particular atenção aquela homenagem em ferro,( penso!) - até que um dia, há anos, ao sentar-me numa esplanada para ,ali em Cantanhede, tomar “uma bica”, perguntei à dona do estabelecimento quem era aquela personagem. A senhora disse-me o que sabia, que era tão-somente isto:”O homem era um português daquela cidade que, no século XVII, andou pelo Brasil, a mando d’el-rei de Portugal a lutar contra os índios maus e a procurar entender-se com os bons…” Fui, então, falar com um colega amigo, que dá aulas na FACULDADE DE LETRAS, da UNIVERSIDADE de COIMBRA, que me disse o pouco que sabia a respeito do barbudo senhor, mas que, infelizmente, ia dar ao que eu ouvira à senhora de Cantanhede… Há cerca de quinze dias, qual não é o meu espanto! - vejo o nome deste português dos “quatro costados” -referido nos jornais e algumas revistas do nosso meio jornalístico e fiquei a saber mais qualquer coisa, então: Pedro Teixeira era um militar português, oriundo da região que hoje corresponde à cidade de Cantanhede e que partiu, nos finais do século XV para o BRASIL, por ordem de el-rei de Portugal, com a especial missão de contactar com os Índios da região amazónica e preparar o caminho para que novas expedições portuguesas lá pudessem entrar , sem perigo.Com o seu espírito aventureiro e um profundo sentimento humanista,embrenhou-se pelas terras inóspitas da Amazónia e não só preparou ,diplomaticamente, a ida de outros portugueses ao território, como aprendeu algumas das suas Línguas, tendo-se tornado naquilo a que os Índios chamavam, “O homem branco bom”! Palmilhando, com a ajuda dos seus novos amigos, o território amazónico, contribuiu para o nosso enriquecimento sobre aquelas populações, os animais e as plantas que não conhecíamos, novos “fármacos” que os indígenas usavam, (dados pela MÃE- NATUREZA,) usos, costumes e tradições de gentes diferentes, culturalmente rudimentares mas muito ricos! Ao mesmo tempo, descobriu novos cursos de água ligados ao RIO AMAZONAS, dos quais o RIO TAPAJÓS é um exemplo; desbravou terrenos e florestas até, nomeadamente, ao sítio onde hoje está situada a cidade de QUITO, capital do EQUADOR… E,se não fosse ele em conjunto com índios amigos e alguns militares portugueses, o Brasil não seria hoje dono de quase 70% do território amazónico! Os nossos irmãos do BRASIL nunca esqueceram a grandiosidade deste homem! Lembrado, através dos séculos, das mais diversas formas, ainda este ano o SENADO do país irmão convidou o autarca de CANTANHEDE para lá ir receber um prémio, relembrando PEDRO TEIXEIRA! A História de PORTUGAL está em dívida com ele! (quase nunca!)- damos valor a quem nos engrandece com feitos notáveis, que outros povos reconhecem e nós não sabemos aproveitar. Lembra-o CANTANHEDE, com a sua estátua no Largo…lembram-no os brasileiros, homenageando-o através dos séculos…Esqueceu-o a História de PORTUGAL da qual não consta, dada a mediocridade de quem a estuda e/ou a esquece! Lembram-se os amigos, de CAPELO E IVENS que desbravaram os territórios africanos, de ANGOLA à CONTRACOSTA? Esta história é mais recente… mais difícil de “fazer de conta que…” até porque esses territórios foram a causa da inveja dos ingleses - OS TAIS NOSSOS VELHOS ALIADOS! - que nos ameaçaram com a guerra, se nós, “portuguesitos de meia tigela”, não lhes déssemos os territórios conhecidos como “MAPA COR-de- ROSA!” Enfim, passemos adiante… Fiquei feliz e mais rica por ter conhecido mais um “herói” de barba dura, que a( nossa história esqueceu) mas que contribuiu para o engrandecimento do BRASIL, no meio de sacrifícios imensos e enriquecedores! DIZ PESSOA: “ Sem o sonho, que é o homem /Senão uma besta sadia7 Cadáver adiado que procria?”





Artigo de Maria Elisa Rodrigues Ribeiro, em 2009