quinta-feira, 25 de novembro de 2021

POEMA meu

 Poema:

ÀS TANTAS HORAS DO DIA…
Às primeiras horas da manhã, com o ar limpo
___________pelo canto das aves a dançar pelo céu,
______________os diferentes odores das mais variadas-agrestes flores
__________________despertam os sentidos, para nos ensinar-a-terra.
São momentos em que a beira-mar é um lugar virgem
e os pés descalços vivem a nudez primordial,
depois que o vento e as ondas de água
alisaram as areias, num eterno ritual.
Na alma de um pequeno jardim,
_________um canteiro de margaridas iluminado por alvores dos
_________________raios da madrugada,
____________________ etéreos, parados no Tempo,
__________________________compete com a beleza prateada das estrelas
ensonadas]
Às “tantas horas do dia”/ uma luz baça anuncia o azul
das novas águas no rio que adormeceu
entre o sonho e o entardecer/ ao som de pedaços
que se soltaram da lua/ onde acabou de se esconder/.
Vozes da consciência de sonhos maiores que a Verdade
caem-me num poema, entre o irreal e a realidade…
____são vias sagradas para o Destino
_______que, comigo caminha nas alvoradas- das- noites
_________que são Passado,
___________que anunciam e denunciam,
_____________que sabem o Outrora-do-Agora,
________________a espiritualidade e a sensualidade,
___________________a terra e o céu das tristezas e alegrias
_____________________do amor à arte…
de tudo, afinal, o que me cai na vida, em forma de Poesia.
©Maria Elisa Ribeiro-Portugal
Todos os direitos reservados
JUNHO/014
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Gilberto Nogueira de Oliveira, Orlando Alves e 6 outras pessoas
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Poema meu

 








CÉU VERDE DE AGOSTO NO OUTONO A CHEGAR

 

 

 

É Verão.

O sol arde. Só as sementes e os grãos maduros

conseguem suportar o terrível quentão,

  que fornece mais açúcar às uvas, quase a vindimar,

e a outros frutos,

 prontinhos-a- apanhar.

Os ramos da velha figueira, estendidos por sobre o poço do quintal,

são o que agora me está a tentar,

 com seus frutos pingo-mel a chamar.

O céu de Agosto é ainda tão verde,

que custa a crer no Outono-a-chegar.

As pereiras estão carregadas como  os pessegueiros

e reservadas às horas de saborear- a- sonhar.

O cheiro das uvas maduras prestes a vindimar

 quase prontas

  como as oliveiras

 com frutos de temperar,

 sente-se nos ossos

quando se espalha pelo ar.

 

Eu estendo-me nas sombras fresquinhas, fecho os olhos a pensar

na história das princesas mouras,

 que os príncipes, a cavalo, passaram para acordar.

Roça-me o  corpo desperto a poesia desta natureza,

com os trovadores a chamarem

 por tanta beleza,

 que nos faz ofegar.

Alturas houve em que deixei a poesia andar pelo ar

 enquanto fechava meus olhos

a tanto calor que me não deixava respirar.

 

Hoje, já não seria capaz de lhe resistir...

... a esse  odor-a-escrever...

principalmente as frases de AMOR!

 

 

©Maria Elisa Ribeiro

Direitos reservados

NOV/2021

 

Boa tarde, amigos!


 

quarta-feira, 24 de novembro de 2021


 


 

Circo de Soleil Alegria

Yanni one man's dream

Aleluia - (Hallelujah) - Patricia Souza - Letra

Bom dia, meus amigos!Continuo com um erro grande no lusibero, que me impede de vos comentar e ver os vossos comentários.Já levei o PC a vários técnicos e...nada feito!


 

Poema meu

 A minha poesia

CORRE O TEMPO ATRÁS DE NÓS…
…ansioso por roubar o que a vida nos tem dado, dia após dia.
A poesia deixa escapar as palavras às quais se prende,
e tal qual as gotas
que num jardim deslizam a cheirar a âmbar e a jasmim,
também elas, as palavras, delicadas e distraídas, escorregam
do pensamento devagar…devagar…devagar…
Cada dia, ao fim do dia, ganhamos o dia, que já perdemos.
Não conseguimos sentir, a maior parte das vezes, a brisa que
no fim da tarde nos afaga a face, nos enrola os cabelos,
nos faz ouvir o som das folhas
em luta com o medo dos pássaros das noites dos segredos.
A noite aguarda que um vento ferido de nuvens aziagas
nos traga palavras do sangue do mundo,
de queixas de pássaros de coração ferido,
de anjos sem asas perdidos da humanidade,
e de frutos do paraíso escondidos,
ocultos,
protegidos nas ramas das árvores.
A noite à qual nos entregamos, aguarda-nos…
(Dela nos vêm espasmos soberanos!)
OUT/019
Maria Elisa Ribeiro
Pode ser uma imagem de natureza

terça-feira, 23 de novembro de 2021

Estatísticas de há dois dias.

 

Estatísticas:O Blog lusibero.blodgspot.com Ultrapassou o milhão de visitantes(1400088). Obrigada, amigos e um lindo Bom Dia nesta feliz nova semana.

 De sempre

1400088
Hoje421
Ontem647
Este mês13307
Mês Anterior13268

Tenham uma noite feliz, meus amigos!


 

POEMA meu

 






ESGOTO-ME A  REMEMORAR

 

 

 

 

Sonho...rememoro...escrevo sangue!

Não quero, SENHOR, morrer  a sonhar!

Esgoto as memórias a escrever

E encho os dedos de chagas

Permitindo às mãos que gritem

O sangue que nelas corre.

Perco-me nas ilusões que as recordações me permitem

E digo à Morte que- me -não- interrompa- o SER.

 

Tudo fiz do que a Vida delineou desde a Hora em que vi a Luz!

A Vida tudo me pediu e só não fiz o que me -gritei...

Voltarei a gritar que ainda tenho que fazer

E que ainda é cedo para VIAJAR!

Não tenho passaporte  nem comprei bilhete para a viagem.

 

Ó Morte! Sai dos atalhos que piso, deixa-me os caminhos livres

E dar-te-ei a glória de tudo-o-que-me-falta-fazer!

 

Vai-te!Leva as armas, os charcos, as ruínas, os Inocentes que pisas!

 

Eu correrei ainda para apanhar o que é belo...as flores...os frutos e as sementes

Da PAZ...

Quando já não puder, descansarei...

 

 

©Maria Elisa Ribeiro

Todos os direitos reservados.

OUT/2021

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Jorge de Sena

 Palavras-chave: Poesia, exílio, protesto, sátira, viagem, música

(A obra de Jorge de Sena)
Resumo
Estudo do desenvolvimento literário e estético do escritor português Jorge de Sena (1919-1978), antes e durante o seu prolongado exílio. Com notável versatilidade artística e intelectual, meditava sobre o destino humano na sua poesia, enquanto se nutria de sonhos de liberdade, apoiados pela lição universal de obras mestres de arquitetura, arte e música. Como exilado político, nunca parou de dirigir duras críticas e sátiras à sociedade e política salazarista. Vivia sempre com a consciência de uma condição permanente fora de Portugal, redimida pela grandeza de sua obra e seu pensamento.
Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas

Jorge de Sena

 De Jorge de Sena (1919-1978)

Camões dirige-se aos seus contemporâneos
Podereis roubar-me tudo:
as ideias, as palavras, as imagens,
e também as metáforas, os temas, os motivos,
os símbolos, e a primazia
nas dores sofridas de uma língua nova,
no entendimento de outros, na coragem
de combater, julgar, de penetrar
em recessos de amor para que sois castrados.
E podereis depois não me citar,
suprimir-me, ignorar-me, aclamar até
outros ladrões mais felizes.
Não importa nada: que o castigo
será terrível. Não só quando
vossos netos não souberem já quem sois
terão de me saber melhor ainda
do que fingis que não sabeis,
como tudo, tudo o que laboriosamente pilhais,
reverterá para o meu nome. E mesmo será meu,
tido por meu, contado como meu,
até mesmo aquele pouco e miserável
que, só por vós, sem roubo, haveríeis feito.
Nada tereis, mas nada: nem os ossos,
que um vosso esqueleto há-de ser buscado,
para passar por meu. E para outros ladrões,
iguais a vós, de joelhos, porem flores no túmulo.
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