quinta-feira, 8 de novembro de 2012

DECIDIDAMENTE...



Decididamente, o homem que exerce as funções de primeiro -ministro de Portugal não tem emenda, quando se trata de dar uma imagem de humano consenso...

São demasiados os episódios de falta de sintonia, principalmente em intervenções públicas onde vem ao de cimo a sua vontade de irritar tudo e todos, para mostrar que , quem manda é ele.

No que diz respeito às poucas e raras intervenções do Presidente da República, se este diz "sim" ele vem logo dizer "não"!...

Há dois dias, confrontado pelos jornalistas sobre a tal coisa a que passos coelho deu o pomposo nome de "refundação do país", disse o Presidente que todas as mudanças devem fazer-se com o consenso dos partidos e do povo ou da sociedade civil, como agora sói dizer-se.
Mas passos coelho vendo-se contrariado, veio ontem, perante as câmaras de televisão, com um prazer sádico, dizer , que a reforma irá para a frente, com ou sem a opinião do partido socialista!

(passos coelho cada vez mais, no seu PIOR!)

Maria Elisa-8 de Nov/012
AFTER-SHAVE (II) 

Marilisa Ribeiro


No bosque, uma clareira de verdes-vida!
Cheira a resina, after-shave natural dos pinheiros viris…
Na clareira, corre um riacho de margens farfalhudas
de arbustos ramudos, à espera de esconder…
O sol desce do céu em tons harmoniosos
cobrindo de vida o coração da terra.
O vale germina ao ritmo quente
do lento aquecer da Natureza vital.
As gotas de orvalho nocturno saciam a sede
das plantas, a viver…
Uma fenda, nas rochas da montanha, promete segredos…

Revejo-me no obscuro da fértil imaginação.
Sou transportada a um mundo
onde vivo a sensação do aperto
de uns braços possantes
que despertam os sentidos
confundindo-os, numa onda de paixão…
Parece-me sentir tremer o vulcão,
do outro lado da colina,
expelindo magma pela ravina…
Mas é doidice…puro sonho que o ambiente suscita,
mortinho por ver-me louca…

Escondo-me da águia, eterna voadora,
senhora dos segredos de todos os arvoredos.
Cavalgo em suas asas, direita a teu coração.
Pelo caminho, confusa, paro na gare da infância
que me leva à juventude…
Ambas dormem, nos sonhos que se foram perdendo
nos sonos dormidos,
quando acordava para a vida…

Do afer-shave que usavas,
ficou-me o desejo de viver momentos de prazer
abraçada a teus traços viris,
quando me apertavas…assim…

Recordo a doçura da face molhada de jasmim dos bosques…
…a clareira de loucuras expostas
à cumplicidade do sol tardio…
…os laivos de prazer que ‘inda não sabíamos viver…
Ficou no ar o cheiro do vinho da loucura
que ‘inda perdura…
Não há quartos a recordar…mas há
paixão por viver!
Há o teu perfume…o teu lume…
na recordação do homem que enlouquece e consome!

Nada voltou ao igual a ti!
Tu saíste…eu parti…

Ao ver-te, hoje, no tempo, lamento…
Ficou por te dar o segredo da malvasia do monte…
…o meu ventre terra-mãe…
…o cheiro peculiar que tenho ao amar…
Ficou por sentir como vive o Mundo
nas horas de me perder, ao dar-me…

Monto na estrela da noite,
num cavalo de sonho.
Corro para sul e para norte
na procura do teu cheiro a after-shave, sempre forte…

Fora isso…nada há que me conforte!

C11L-ABL-118-(ERTS)/011

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

FALTA DE IMAGENS ILUSTRATIVAS DOS ARTIGOS

MEUS AMIGOS:

POR QUALQUER NOVO PROBLEMA, QUE DESCONHEÇO, O MEU BLOG NÃO ME ESTÁ A PERMITIR EDITAR AS FOTOS COM QUE, HABITUALMENTE, ILUSTRO OS MEUS ARTIGOS.

PEÇO-VOS DESCULPAS POR ESSE FACTO A QUE SOU ALHEIA. NÃO VALE A PENA CHAMAR NENHUM TÉCNICO, PORQUE JÁ SEI COM AGEM...TAL COMO QUANDO O BLOG ME IMPEDIA DE COMENTAR OS BLOGS DOS MEUS SEGUIDORES...

ESPERO QUE O PROBLEMA SE RESOLVA, POR SI, RAPIDAMENTE.
UM BEIJO AMIGO DA
MARIA ELISA RIBEIRO

domingo, 4 de novembro de 2012

A LUTA DOS ÍNDIOS GUARANI KAIOVÁ


A LUTA DOS GUARANIS KAIOWÁS



Há séculos que esta e outras tribus de índios da região amazónica lutam pela manutenção das suas terras e culturas, face à ganância e prepotência do homem branco.
Tenho acompanhado, quer pelos jornais, quer pelo FACEBOOK e por outras redes sociais a luta de uma pequena comunidade de índios GUARANI-KAIOVÁS pela posse do território em que vivem, onde viveram e morreram seus antepassados e onde eles querem ter o legítimo direito de viverem e morrerem.

Tentam, há tempos, ser recebidos pela Presidente DILMA ROUSSEF e pelo chefe do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Estão, agora, em Brasília, com esse intuito. Corre o rumor de que se querem suicidar, em massa, para chamar a atenção dos brasileiros e de todo o mundo para todos os dramas inerentes à ocupação das suas terras.
Se os portugueses bem se lembram, começou com a conquista do Brasil o problema de tantas tribus que encontrámos e , aos poucos fomos desalojando , para que o imenso e rico território fosse dando provas de que tinha valido a pena o esforço das naus de Pedro Álvares Cabral.
Mais de um século depois da descoberta, pregava Pe Vieira a favor dos índios e contra os colonos portugueses que os exploravam e escravizavam, com a desculpa de os cristianizarem.
Hoje, no jornal “Público” vem, na página 20, um artigo sobre a justa luta dos Guaranis.
Afirmam que não se querem suicidar; mas tão-somente que os pistoleiros dos ricos fazendeiros das redondezas deixem de os matar e cercar para lhes roubarem as terras. Muitos dos líderes dos seus movimentos, foram e continuam a ser assassinados.
Para além dos fazendeiros, há as ameaças constantes dos madeireiros, que estão a devastar a AMAZÓNIA em nome da extracção de madeiras ricas e únicas, facto que vai dando cabo do maior e mais significativo “pulmão da Terra”. Devastação da Natureza, doenças de todos os géneros  que se não viam entre os índios, diminuição do espaço para as suas culturas, abusos sexuais sobre as mulheres índias, transmissão de doenças venéreas, suicídios, álcool, homicídios…um nunca mais acabar de males que nos afectam a todos, seres ditos humanos…
Esperemos que a  fundação Nacional do Índio (FUNAI) consiga a paz que é negada a estas gentes, pela corrupção das mentalidades que imperam contra os pobres. A morte de um povo ou de uma espécie é também a morte de uma parte do Universo!


Maria Elisa Ribeiro- 27 de Outubro de 2012

SALVAR A AMAZÓNIA E AS TRIBOS ÍNDIAS-PARTEII


SALVAR A AMAZÓNIA E AS TRIBOS ÍNDIAS (IIª parte e conclusão)


Várias organizações não governamentais, que conseguiram estabelecer contactos com o mundo índio, nomeadamente religiosos, lá vão fazendo o que podem. Rodeados de árvores que se entrelaçam umas às outras, num abraço feroz pela sobrevivência, debaixo dum calor infernal, lá se vão vendo padres italianos, principalmente, a conquistar a confiança dos indígenas mais renitentes, no contacto com o homem branco.
É claro, no meio de tudo isto, que nem todos os indígenas serão santos… Os brancos, cinzentos, negros e amarelos, também o não são!
No que diz respeito aos MURA, já se conseguiu, ao longo das últimas dezenas de anos, formar professores e técnicos para ajudarem o seu povo e as ONG (Organizações Não Governamentais) na difícil tarefa de reintegração nas aldeias mais povoadas, com usos e hábitos distintos dos seus.

Famosa nesse trabalho é a UFAM (Universidade Federal do Amazonas) que, há muito vem dando educação e cuidados médicos, noções básicas de higiene e saúde, alimentos mais diversificados, e técnicos para ajudarem os índios a aprenderem o cultivo e o uso, de muitos e variados produtos. Ao longo do tempo tem a UFAM dado conta do desaparecimento de aldeias de índios, de desvio de águas, da usurpação de terras e adverte, ainda, que vários pequenos cursos de água estão em perigo de desaparecer, se não forem tomadas medidas pelo governo federal.

Que espera o MUNDO?
Conhecendo como conheço as prepotência , estupidez, cobiça e ignorância do HOMEM, não devemos, infelizmente, esperar mudanças positivas, a não ser que todos os países banhados pelas bacias do AMAZONAS se unam para fazer vencer a RAZÃO, na luta pela continuação da existência do “SER- HOMEM”, no PLANETA.
Não resisto a recorrer, neste momento do meu post, a deixar-vos aqui, alguns extractos de um documento que se encontra nos Livros de Português do Ensino Secundário, incluído naquilo a que os nossos ensaístas e historiadores da Língua chamam “LITERATURA DE VIAGENS”. Esse documento chama-se “CARTA do ACHAMENTO do BRASIL”; foi escrito por um navegador, PÊRO VAZ DE CAMINHA e está endereçado ao nosso REI D. MANUEL I, no ano de 1501. O que vou transcrever, já o faço traduzido para o Português actual.
a)      “…e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova…”
b)      “…e à quarta-feira seguinte (…) topámos pássaros e aves… (…) houvemos vista de terra (…) um grande monte (…) serras mais baixas com grandes arvoredos ao qual monte o capitão pôs o nome MONTE PASCOAL e à terra, a TERRA de VERA CRUZ (…)
c)       “…viu mancebos de bons corpos (…) nos receberam com prazer e festa. (…) A feição deles é serem pardos, avermelhados, bons rostos e bons narizes, bem-feitos (…) andam nus e nem têm pejo ao mostrar suas vergonhas (…)
d)      “ (…) parece-me gente de tal inocência(…) que seriam logo cristãos, pois não têm nenhuma crença (…) esta gente é boa e de boa simplicidade(…) “
Na realidade, chegados a terra de gente que não praticava o mal, por ganância, tiveram estes bons rapazes ocasião de assistir, nos séculos seguintes, às perseguições e morte dos seus conterrâneos por parte de colonos portugueses, holandeses, espanhóis e outros que nem vale a pena citar! Estes indivíduos pagaram a bondade natural “dos bons rapazes” com a traição, a escravatura, o proveito…
Voltando aos MURA, diz a “PÚBLICA”, que falam hoje várias línguas, incluindo o português, motivo pelo qual o “chefe” perguntou ao jornalista da revista, se ele ia falar deles, em PORTUGAL, e contar o que ainda sofrem e do que necessitam, que é , essencialmente, a demarcação de territórios seus.
É estranho como as pessoas vêem as coisas de maneira diferente… Um amigo blogger dizia-me que, ainda neste Domingo se reuniram os índios, em BRASILIA, para rei vindicar terras. Dizia-me uma amiga blogger que os índios têm financiatas com as multi- nacionais e que tiram proveito destas situações…
Os tempos mudaram; todos queremos a nossa terra, porque é inerente à condição humana o sentir as suas raízes, debaixo dos pés… Lembremo-nos de ISRAEL e dos povos ÁRABES da FAIXA de GAZA…
Se os índios ambicionam mais do que o que têm, é porque se habituaram aos luxos dos brancos, como acontece em todo o lado… em ÁFRICA… onde se pode encontrar a rádio e a televisão, no meio da selva, coberta de folhas de bananeira pois os negros da mata não têm casa!
Só uma pergunta final, em jeito coloquial, com LULA da SILVA: por onde anda você, PRESIDENTE?
ATÉ SEMPRE!

Maria Elisa Ribeiro

sábado, 3 de novembro de 2012

POEMA:SILÊNCIO




SILÊNCIO…

A Lua, senhora da claridade, entra pela janela, radiante
e  embrulha-me na sua alegria luminosa,
prateada, gloriosa, magnética e crepuscular!
Desmesuradamente radiosa, avança na proeminência dos tempos
e expande-se  aos sinais interiores das origens…”as outras”…as anteriores…
Circula pelos recantos escuros das memórias
e acende lagos onde não nadam cisnes, nem vogam  faluas.
Descobre-me, então, claramente!
( eu sofro, inevitavelmente!)
Em silêncio, oiço um som diferente…o do encontro de mim
comigo própria!

.o silêncio é uma arma e ,como todas as armas, magoa.

Frágil existência
(incompreensão do meu quotidiano!)
força-me a procurar latitudes espirituais…
E a Procura deixa-me angustiada e ferida
ao  reconhecer que sou, EU-PRÓPRIA-o meu ponto de Partida e de Chegada!

Descubro-me microcosmos
vivendo e pensando a transitoriedade.
Sou, apenas, uma oportunidade do cosmos…
…coisa momentânea do firmamento…
A lua é eterna! Os anjos estão  enfurecidos…
O céu está alto demais-----------------------------------------para mim-----------
e não pode responder às minhas humanas questões…questões sem fim!

O céu é uma planície azulada onde o Silêncio reina
cortado pelo tom radioso das estrelas,
centro do Centro do calor divino,
reflectido nas frescas ramagens das árvores,
nas águas dos rios prateados ao  anoitecer,
na imensidão telúrica dos campos floridos!

O Céu é o silêncio do Mistério Humano!

No dentro de mim, perturba-me o silêncio de um deus
que dizem não ter princípio, nem fim…
É então que o céu parece um deserto de escuridão
perdido entre a lua e as estrelas!
.dúvidas da Existência atemorizam
não permitindo captar rumores das minhas Idades.
Tudo parece conjugar-se para um momento de êxtase,
quando se acendem lâmpadas astrais!

Estás perto, senhor do universo,
mas só consigo falar-te através deste verso…
Falo-Te com o Silêncio que És! Tu ouves…eu sei que ouves…
E digo-Te que todo o meu silêncio está sossegado, dentro de mim!
Todo o meu mundo está nesse silêncio!

Estou na soleira do céu e vingo-me escrevendo,
pois que me sinto pequena no meio de tudo
e humana entre as máscaras-que-duram-no –rosto/pedra!
Todos os cenários do Silêncio já FUI, neste EU sozinho,
farto de tudo o que nunca teve!

O calendário move-se sem a ajuda de um rumor…
e eu transmigro, emocionalmente,
num veio que em mim se difunde…

ROSA…- desabitada-de-espasmos-nocturnos-nas-punhadas-de –pétalas-caídas…
VULCÃO…-denegrido-no-passar-lento-do-musgo-cinzento-espalhado-nas-colinas….

Teu silêncio é o muro do Mundo, Senhor!
É orquestra calada no respirar das pautas!
MAS…chega BACH!
Faz-se silêncio
e  a VIDA estremece!


MARIA ELISA RIBEIRO
R-C11L-123-OTB/011 (MST)


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

POMA DA SÉRIE: " GOTAS..."


DA SÉRIE”GOTAS”…


.eu
paradoxo-de-mim
não contenho a dor
de delirar-o-sofrimento.

.vou por pontos
de interrogação
até ao temido
acto de contrição.

.persisto na luta…

.submeto-me
à pertinência do lexema---------------------------!
-------------------------------crio poema-carne-viva
-------------------------------da humana inquietação!

.eu,
paradoxo-de-mim
confesso a imperfeição
de barro húmido
que não molda
a arte que de mim zomba…


Marilisa Ribeiro-Fev/012

sábado, 27 de outubro de 2012

SALVAR OS ÍNDIOS GENUÍNOS DA AMAZÓNIA




SALVAR A AMAZÓNIA E AS COMUNIDADES ÍNDIAS (artigo em duas partes: parte 1)

Que os índios da floresta amazónica estão ameaçados pela ganância de tantos homens, que muitos e muitos milhares têm morrido em consequência da cobiça do “Homem- Branco” que não olha a meios para conseguir os fins, que a magnífica floresta está em perigo e com ela todos os seus naturais habitantes, indígenas, fauna e flora, pelos fogos ateados por colonos e madeireiros, para conseguirem mais terras de cultivo ou para roubarem as madeiras e se irem apossando de solos carregados de minérios nobres, que os fogos não param naquele emaranhado de árvores onde vivem seres místicos, misteriosos, protegidos pelos novos sacerdotes Druidas, que são OS ÍNDIOS, de NORTE A SUL, DE ESTE A OESTE, que a floresta mais bela e rica do Mundo é considerada “O PULMÃO DA TERRA”, que muitas tribos indígenas têm sido dizimadas por doenças adquiridas em contacto com “o bicho branco”… TUDO ISSO SE SABE, DE SOBEJO, pois os meios de comunicação nada nos escondem!

Assim como se sabe também dos “bordéis” espalhados pelos segredos da selva, instalados por verdadeiros animais sem alma, valores ou ética, que raptam, drogam e exploram raparigas índias, para se prostituírem, como escravas sexuais, recebendo em troca a devassidão, a droga e o álcool, vícios que as levam à total degradação.

Assim como também se sabe que já o PADRE VIEIRA, jesuíta diplomata e pregador, que calcorreou as terras amazónicas, no século XVII, lutou, com todas as forças contra a ganância dos colonos, portugueses e não só, que escravizavam os pobres seres da floresta para uso próprio e para a apanha do café e do cacau, atitude que lhe valeu a ira da INQUISIÇÃO, que não queria perder a sua quota-parte da EXPLORAÇÃO e que também considerava animais sem alma, os pobres índios do Brasil…
Aqui há 3-4 anos foi-nos dado ver, na TV, um lindo documentário sobre os Índios XINGU, as suas lendas, tradições, a cultura em geral, que tem passado de geração em geração, a vida do dia a dia… Enriquecedor!
Hoje, na ODISSEIA, VI outro sobre os GUARANI, que, dizia um deles, desaparecerão dentro de 10 anos, caso não se faça a delimitação de terras, entre índios e colonos.
À beira da extinção encontram-se também os conhecidos YANOMÂNI; mas não são únicos, pois segundo vi na Internet, há dezenas de tribos nesta situação. Interessante, por outro lado, é o facto de, uma vez por outra, se saber que foram encontradas novas tribos, que têm conseguido viver quase em estado selvagem, digamos assim, facto que acho ser a sua salvação, neste mundo- cão de cobiça, exploração, interesses madeireiros e petrolíferos e todos os que se relacionam com riquezas impensáveis!

Ontem, dia 11, ao abrir a revista “Pública” do jornal “PÚBLICO”, li um artigo interessante e maravilhoso sobre outra tribo à beira do perigo de extinção, os MURA, que se julgava terem sido dizimados pelos colonos portugueses; guerreiros temidos, que conseguiram sobreviver por se terem misturado no meio de outras etnias! Coisa linda! Perdoem, mas sem conhecer a AMAZÓNIA, sinto-me guerreira das suas causas! Esta gente que os portugueses, de então, consideravam das mais perigosas tribos amazónicas, incapazes de aceitar ideias de modernização e de civilização (a deles…), adaptou-se no meio “da escuridão”, vivendo do peixe que tiravam do rio, da caça e de algumas culturas como a da mandioca, que era a base da sua dieta alimentar; hoje, a multiplicarem-se como mandam as leis de DEUS, já se tornou necessário criar organismos para os apoiar no campo da saúde, educação, instrução, noções básicas de higiene e outras que, -hoje sim! se vão tornando prementes.

FIM DA 1ª parte deste artigo. (CONT.)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

LITERATURA PORTUGUESA-FLORBELA ESPANCA


UM POUCO DE TUDO…
______________________________________________________________________
Hoje: FLORBELA ESPANCA

Nasceu Florbela Espanca em Vila Viçosa, em 1894.
O poeta José Régio, referindo-se à grande poetisa, afirma: ”…Florbela viveu a fundo estados, quer de exaltação a si mesma quer de dispersão em tudo; na sua poesia, estes atingem vibrante expressão.”
( In “Aula Viva”-12º ano-Português B- Porto Editora, J.A da Fonseca Guerra e José A. da S.Vieira, pág.422 (1999)
Deixem-me ser imodesta…Não me é muito difícil escrever algumas palavras sobre esta grande, estranha, um pouco”misteriosa” poetisa, da Língua Portuguesa. Não é, portanto, vaidade que me faz falar assim. É amor pela sua obra, que adoro ao encontrá-la cheia, quer de vida quer de morte, tanto no aspecto linear, literal, como no aspecto subjectivo.
Ser humano, ao mesmo tempo emocional e deífico, Florbela não pode ser tratada, como merece, num artigo resumido como este… Farei os possíveis por vos dar algumas ideias, as necessárias para despertar em vós, leitores, a curiosidade indispensável para a lerem…
Era poeta seu pai também, pelo que, desde cedo encarreirou a vida dos filhos, Florbela e Apeles, no sentido do amor pelas artes Alma sensível, Florbela desde cedo lhe seguiu as pisadas, embora “quase” sem querer… Mulher de temperamento triste e angustiado, acabou por cair numa espécie de narcisismo próprio dos românticos, ao considerar que ninguém era tão infeliz nem tão incompreendido como ela. Não foi feliz no amor; por conseguinte, nem menos o foi no casamento; não teve filhos, mas consagrou a sua capacidade maternal de amar, -de corpo e alma! -ao irmão Apeles, no qual via o filho que não teve. No nosso meio pequeno-burguês houve quem quisesse atribuir a este amor pelo irmão outras feias conotações. Li muito a este respeito, até porque adoro a sua obra. NÃO ENCONTREI NADA DE MENOS PRÓPRIO, NO AMOR DE UMA IRMÃ PELO SEU IRMÃO.
A grande verdade está em que Florbela nunca se sujeitou a ninguém…foi um espírito livre e angustiado, que fracassou em três casamentos. Mulher demasiado moderna para os tempos em que viveu, o seu sentido de visão da vida com liberdade, não era bem aceite pelas mentalidades tacanhas e farisaicas dos princípios do séc.XX: ela sobressaía da mediocridade “empalada” entre as paredes da vitoriana Évora… Espírito livre, fumava, vestia calças, tinha carta de condução…Horror dos horrores, no meio do farisaísmo próprio daquela época! Os leitores sabem, como eu, que ainda hoje, em certos locais do nosso país, as pessoas diferentes são olhadas, também, de modo diferente…
A morte do irmão fê-la entrar em depressão e” precipitou” a sua dor de viver e ela que nasceu no dia de Nossa Senhora da Conceição e que ensinou no Colégio de Évora com o mesmo nome, veio a falecer no mesmo dia, com 36 anos de idade! Não sendo vasta, a sua obra é sentida e significativa. Cantou o Amor: amor pela vida, pela Natureza, pelas
coisas simples da vida…Ao Amor liga-se a ideia da dor dos desejos nunca alcançados e, aí está a mistura explosiva da obra da poetisa:”Eu quero amar, amar perdidamente! / Amar só por amar: aqui…além…/Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…/Amar! Amar! E não amar ninguém!”
Discípula de Antero de Quental, na medida em que, pelo estilo,”atirava ao vento” o drama íntimo da falta de Amor, diz ela sem ligar às convenções morais burguesas, tantas vezes falsas, vitorianas e hipócritas: “O amor de um homem? Terra tão pisada, / Gota de chuva ao vento baloiçada…Um homem? - Quando eu sonho o amor dum Deus!” (pág.423, do livro já citado). E, para além deste tipo de Amor, outro dominava a vida de F.E: perdia-se, ela, pelo Alentejo, região “entidade mítica” a sofrer o desprezo dos deuses da chuva, que dela se esqueciam, no momento da sua distribuição equitativa. Vai daí: “Horas mortas…Curvada aos pés do Monte/A planície é um brasido…e, torturadas, / As árvores…gritam a Deus a bênção duma fonte! /…Árvores! Não choreis! Olhai e vede: -Também ando a gritar, morta de sede, / Pedindo a Deus a minha gota de água!”
Mas, para dizer tudo isto, a poetisa sabe que são precisas Palavras…Não há poeta que o não saiba…Palavras que falem, sentidas, cheias de “mistério” na mensagem que o leitor deve descodificar! Não é poeta quem quer…E então, diz Florbela: “Ser poeta é ser mais alto…é ser maior…/É ser mendigo e dar…É ter fome e sede de Infinito!”
Não há na obra de F.E. muitas palavras de optimismo e /ou alegria de viver; ficamos sempre com a sensação de que, narcisicamente, ela se “decide” a não ser feliz…Encontramos, nessa obra, um lote significativo de palavras de conotação triste, como:”ciprestes”, “poentes de agonia”,”brasido”, “mar de mágoa”, “só”, “ crepúsculo”, “noite”…Pode dizer-se que ela procurou a felicidade no desespero insaciável da vivência e que isso a conduziu ao pessimismo do existencialismo absurdo, de depois da IIª Grande Guerra.
Não é seguro afirmar que ela se suicidou, segundo vários estudiosos. Isso é um mistério entre ela e Deus, que tanto procurou: ”Meu Deus, dai-me esta calma, esta pobreza…/Queria encontrar Deus! Tanto O procuro!”
Chegamos a esta conclusão: em Florbela Espanca, quando acaba o sonho da vivência que não teve, começa a dor do que tem…E tem solidão, amargura, angústia! NARCISISMO? Ah! Mas com certeza!

Maria Elisa Rodrigues Ribeiro-(REP.)

 

sábado, 20 de outubro de 2012


Muitos dos visitantes do meu Blog LUSIBERO, pelo que posso ver através do contador NEOCOUNTER, são amigos que vivem no estrangeiro e muitos, com toda a certeza são emigrantes portugueses.

Lembrei-me ,hoje, de vos falar um pouco destes dois concelhos do centro de PORTUGAL:no de ANADIA nasci, nas TERMAS da CURIA. A vida de estudo e de trabalho afastou-me um pouco, mas como ainda lá tenho as tias e primos, vou lá muitas vezes, até porque vivo no concelho limítrofe de MEALHADA, onde fui colocada no liceu, como Profª de Português,e onde fiquei até me aposentar , com 37 anos de trabalho.
São dois concelhos do Distrito de Aveiro e com características comuns, na sua vivência: ambos são turísticos, ambos são termais , ambos têm riquezas gastronómicas comuns, como o célebre LEITÃO DA BAIRRADA e a "CHANFANA". No concelho de ANADIA, no lugar da CURIA temos as TERMAS da CURIA e no de MEALHADA, estão as conceituadas TERMAS DO LUSO. Creio que há poucas diferenças , quanto às mazelas orgânicas para que são benéficas as águas; no entanto, a Câmara da MEALHADA tem sido mais pródiga no reconhecimento do valor do Luso e tem cuidado mais as riquezas naturais desta região. Inserida na região do LUSO, está a conhecida SERRA do BUÇACO(ou o contrário, como quiserem...) onde se encontram belezas e riquezas como o GRANDE HOTEL DO BUÇACO, património nacional, e a MATA, célebre pelas espécies raras de plantas e flores. Ambos os concelhos são também rurais e é célebre o nosso vinho da Bairrada, conhecido e vendido em todo o mundo.
A CURIA mereceu, desde o ano passado, honras de aperfeiçoamento das vias, por parte da CÂMARA DE ANADIA.

O PARQUE, no entanto, no qual se situa um lago que já foi o maior LAGO NATURAL DA PENÍNSULA, está tremendamente abandonado e mal tratado, com o lago assoreado por lamas , que já quase não deixam passar "AS GAIVOTAS".

Vou continuar a falar da nossa região bairradina, em próximos artigos, para não vos cansar.

Publico, igualmente, algumas imagens desta nossa terra, para vos ajudar a matar as SAUDADES.


Maria Elisa Ribeiro
Mealhada, 20 de Outubro de 2012

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

POETAS PORTUGUESES-DAVID MOURÃO-FERREIRA


David Mourão-Ferreira nasceu em 1927 e faleceu em 1996.

É detentor de uma das escritas mais belas da Literatura Portuguesa do século passado , que continua a deliciar o nosso espírito, hoje ainda.

Gosto, essencialmente da POESIA! Poucos autores modernos usaram a PALAVRA com a alma , como Mourão-Ferreira o fez. Poemas sobre temáticas que enchem a vida e a obra de todos os poetas, ele viu-os de modo humanista, com um vocabulário elevado e simples de arrepiar.

Escritor, poeta, jornalista, apresentador de programas de televisão, colaborador da "SEARA NOVA" e do "DIÁRIO POPULAR", foi, em 1973, Secretário Geral da Sociedade Portuguesa de Autores.

Depois do 25 de Abril , de 1974, dirigiu o jornal "A CAPITAL" e exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura, com breves interregnos, de 1976 a 1979.

Foi ele o criador da Companhia Nacional de Bailado.

Tantas e tão ricas e variadas actuações no campo cultural português originaram que recebesse vários grandes prémios, com que se procurava prestar-lhe tributo: foi condecorado com o Grau de Oficial de Santiago de Espada; pouco antes de falecer, recebeu o Prémio de Carreira  da SPA e foi agraciado com a GRÃ CRUZ da Ordem de Santiago de Espada.

A sua poesia de índole mais sensual é das coisas mais delicadas que podemos ler sobre o amor físico, pelo respeito e admiração que nutria pela MULHER.

Fui à NET procurar estas datas todas e o poema que vos deixo.Deliciem-se, procurando mais poemas do grande Homem de Letras.



Crespúsculo

É quando um espelho, no quarto, 
se enfastia; 
Quando a noite se destaca 
da cortina; 
Quando a carne tem o travo 
da saliva, 
e a saliva sabe a carne 
dissolvida; 
Quando a força de vontade 
ressuscita; 
Quando o pé sobre o sapato 
se equilibra... 
E quando às sete da tarde 
morre o dia 
- que dentro de nossas almas 
se ilumina, 
com luz lívida, a palavra 
despedida. 






PALAVRAS NAS NUVENS-LIVRES


Mesmo que não me oiças nem vejas ou sigas os passos meus…
 …eu quero-te…
…e quero-te nas subtis entrelinhas do poema
que a razão me dita,
 com o sentimento a escorrer pelas veias dum pedaço de papel…

                                                 !Quero-te!

E as flores que se abrem, na Primavera, juntam seus doces odores
à sombra  deste inconformismo do amar,
premente…a  despontar.

Então,
canto, no meu poema, o renascer permanente da vida
com todas as vozes do mundo dentro da minha voz.
É isso que exige a Humanidade…
------------------------------------------que  seja  um de entre todos,
------------------------------------------um qualquer de entre vós
------------------------------------------a abrir a boca das palavras a que não se dá voz!

Da maceração das sílabas, dos fonemas de todos os lexemas
elas sairão, prontas a derrubar um muro de ideias …
…ideias nefastas, madrastas no dividir a Mensagem-Paz
-----------------------------------------que deve fluir, livre como nuvem flutuante,
-----------------------------------------ao encontro do Ser.

O amor e o querer derrubam muros…Por isso te digo

                                                                !Quero-te!

Será que vais ler meu poema
 ao som do ribombar de um qualquer trovão
que te desperte a emoção?
Só então voarão livres os pássaros de fogo
e se abrirão novas e frondosas flores!
Só então correrão rios por entre as searas, a caminho do mar…
Só então…
                   -quem sabe?-
                    a paz ataque a guerra…
e corramos livres pela terra, na aragem das palavras-livres-das-nuvens…



Marilisa Ribeiro-Maio/ 012

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

"ESTA APAGADA E VIL TRISTEZA..."







“ESTA APAGADA E VIL TRISTEZA”


Ainda mal nos tínhamos refeito dos erros do ministro das finanças, eis que o mesmo, de braço dado com passos coelho, veio a público anunciar a mais hedionda carga de novos impostos sobre o pouco que as famílias portuguesas e os reformados têm, para sobreviver. O “murro no estômago” foi tão forte desta vez, que “nem coice de cavalo” poderia causar tanto pânico  em quem já não sabe o que fazer à vida ,para ir à loja comprar o arroz ou o azeite.

Lembro-me da miséria que caracterizou o meu período da infância. Lembro-me da “caderneta” da loja onde tudo se anotava para se ir pagando, à medida das posses; lembro-me da peça de roupa que se comprava, uma vez por ano, no dia da festa da terra; lembro-me de se comprar 100 e 200 gramas de arroz. Lembro-me que os ricos não eram TÃO ricos com são, agora, e que a Igreja ajudava os pobres com esmolas que alguns países como a Holanda, distribuíam por essa Europa fora. Era o pós guerra que se prolongava para além dos tempos numa Europa martirizada, esfomeada, abalada na sua dignidade.

Nunca me faltou com que matar a fome, mas não havia “luxos” na mesa; o frango dava ovos para vender e a carne com arroz comia-se uma vez na vida; o talho? Era para os ricos dos hotéis e das pensões que tinham hóspedes no Verão, nas Termas da Curia…De vez em quando, lá vinha a matança do porquito, para ajudar e as cabras davam o leite que se não podia comprar. Quanto leite bebi das “tetas” dos animais que tantas vezes espremi!
Não havia luz eléctrica… Os trabalhos da escola e do Colégio eram feitos à luz do gasómetro, com aquele cheiro característico que vive, ainda hoje, no meu cérebro…
Pensava que tudo tinha passado…Mas eis que, no dealbar do novo século, Portugal volta à miséria indigna de então … PORQUE OS GOVERNANTES NOS ROUBAM, DESPUDORADAMENTE, PARA PAGAR LUXOS! para pagar ROUBOS que se têm feito a este povo, debaixo “das suas barbas” , sem termos dado por eles. Trabalhámos 35 , 40 anos, na esperança de termos uma velhice descansada, com direitos que a força dos braços e do cérebro nos garantiam. Estamos a perder tudo!

ESTAMOS NA MISÉRIA, NOVAMENTE! E agora, é pior este tipo de “vandalismo social” porque estão a roubar a quem menos tem, a quem quase nada tem, para pôr na mesa ou para pagar os seus encargos, como qualquer povo do mundo. A nossa famosa democracia  acabou , às mãos duma cambada de incapazes que, não sabendo o que fazer com este povo, resolveu, pura e simplesmente, aumentar BRUTALMENTE, IGNOMINIOSAMENTE, os impostos ,que nos estão a atafegar, pois não sabemos para onde nos virarmos , a pedir socorro.
A proposta de Orçamento de Estado ( OE) para 2013 apresenta a mais brutal subida de impostos que alguma vez pensámos que um homem pudesse propor. A vida dos portugueses será impossível pois é um exemplo da cegueira com que estes homens do desgoverno congeminam contra o povo, sem alma, sem decência, sem pudor, sem humanismo. O governo apenas trabalha no como acabar com os reformados, pois são eles os mais penalizados com esta hecatombe de impostos. A nossa economia não existe; as lojas, restaurantes, distribuidores de gasolina etc, estão a “cair como tordos”, a fechar, porta sim, porta sim, pois não há quem compre e os portugueses voltaram ao tempo em que se levava o tachito de casa , com a sopa para o almoço.
ESTAMOS A ASSISTIR À MORTE LENTA DE UM POVO QUE FOI GRANDE!
É um ataque imoral, brutal, vergonhoso ao , já parco, sustento das famílias. Não se pode estar doente, porque não se ganha nada na doença e ainda se pagam todos os custos da saúde, mesmo que continuemos a pagar impostos nesse sentido. A sociedade está em trauma.
Comentadores conotados com todos os partidos, da esquerda à direita, avisam para a gravidade desta situação.
Hoje, no debate na Assembleia da República, o primeiro-ministro parecia louco a teimar em todas as medidas e mais as que forem precisas, se ele assim o entender, para pagar as contas que até a chefe do FMI já reconheceu serem excessivas num país dos que ela sabe que estão em dificuldades…Portas não esteve lá… o primeiro-ministro, à vontade, riu-se muito com as palavras da oposição… Bagão Félix, do CDS, diz que estas medidas são um terramoto, no país; o Bastonário dos fiscalistas afirma que se ultrapassou o limite da dignidade humana!

TEMOS QUE LUTAR! TEMOS QUE NOS DEFENDER DA LOUCURA DESTES TIPOS! A resposta do (des)governo de Portugal e dos seus “lautos e jovens assessores “à miséria em que estamos a viver tem sido deplorável, chamando-nos  "Piegas" e "ignorantes”. Entretanto, os lobbies que gravitam atrás deste "governo" ficam mais gordos e o cidadão é esmagado no chão. Todos os governos em Portugal desde 1974, assumiram o cargo com as palavras "Não vamos pedir mais sacrifícios ao povo português", e em seguida, procederam à implementação de políticas que servem os donos do capital, reduzindo os trabalhadores à miséria, à escravidão, e hoje, à fome.

Um epitáfio político nojento para os partidos que levaram Portugal, um país de médio porte europeu, para a sarjeta, gerido por estrangeiros também, em grandes empresas, que não têm qualquer ideia sobre a realidade , quer do campo, quer da cidade. Os portugueses, protegidos pelas políticas de esquerda, mais uma vez descobriram o Poder Popular, uma força invencível contra o terrorismo social implementado pela direita política. Se souberem usá-lo, não se esquecerão das enormes manifestações de “massas” de há poucos dias; se não se revoltarem, pacificamente, como é, apesar de tudo, hábito deste massacrado povo, tudo nos cairá em cima, de tal modo, que o “pequeno rectângulo” pode desaparecer…O Futuro negro que adivinhávamos quando a Direita assumiu o poder, está aí, meus amigos. Sente-se na indignidade desta governação; e não advogo o não pagar as dívidas que assumimos…Advogo a possibilidade de alargar prazos para que não morramos de fome a pagar impostos sobre impostos, para os quais não temos dinheiro. OS REFORMADOS SÃO SAGRADOS! JÁ CUMPRIRAM UMA VIDA DE TRABALHO E IMPOSTOS! QUE OS PAGUE QUEM TEM FUGIDO AO SEU DEVER SOCIAL!




Mealhada, 12 de Outubro de 2012
Maria Elisa Rodrigues Ribeiro
http://lusibero.blogspot.com

domingo, 7 de outubro de 2012

OCEANO-A-GEMER… .foi breve a minha viagem ao centro do fogo. .rangeu a minha mão ,quando a passei pelos teus cabelos, submissos a ondas de calor. .as lavas dos vulcões são eternas e os salpicos das ondas furam camadas de nevoeiros-fumo -lento a desvendar águas- azuis-de-oceanos-a-gemer. .pus as minhas mãos nas águas e, longe dos teus cabelos, senti-as arrefecer numa bruma de adormecer. .invade-me a alma esse nevoeiro difícil de prever. Alongo os braços para o ar e tento espremer as gotas de água, que nos dedos me parecem descansar… Passa o tempo… Pareço atrasada nele… Não dou pelo anoitecer e esqueço-me que vai amanhecer… Levaste o sorriso do meu poema e torna-se difícil Acontecer! Escrevo mágoas num cristal frio que, pelas encostas de um vulcão, foram cair num rio a-deslizar-para-um-enorme-desvio… .pairam no ar as exclamações que, Outrora, pareciam responder a grandes interrogações. A montanha, sob o seu manto de neve, escondeu árvores prontas a despertar… Marilisa Ribeiro-SET/012

sábado, 6 de outubro de 2012