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domingo, 28 de fevereiro de 2010

FOTO GOOGLE


“DOR…”


O sofrimento do poeta
passa-o ele a quem o lê…
A sua meta, a mensagem,
sente-a quem a vê…
As palavras são doridas…
são mais que isso, sentidas!
com raiz funda no mal da alma,
que aspira ao ideal…
…o grande mistério
de quem forma o seu império!

O poeta também ri!
sobretudo de si próprio…
Tanto o riso como o choro
mostra-os ele, com decoro,
no seu testamento puro,
fruto de um viver duro,
que é o Poema, em si!


C5E-C1A-9/12-SET/07

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Poema do ciclo "MENSAGEM": a criação poética


FOTOS do GOOGLE


O poeta é fruto do seu momento…
Pensador, amador, sofredor,
sempre em atitude dúbia.

Egotista, por natureza,
sofre pelos males do mundo,
-de modo tão profundo!-
que é difícil convencer!

É lento com a sua pena
e lesto com o pensamento.
Mas ,de momento a momento,
a vida é o que lamenta…

Pensador…
Seu pensamento, vê a mágoa que escorre,
da pena com que discorre.

Cicatriza a solidão,
usando a mão no papel, de onde brota a Mensagem
do seu olhar vagabundo…
Tudo num só segundo!

Ao olhar a Natureza
não vê mais que a beleza
que o ar do mundo produz
no voar da ave ,que o seduz…

Olha p’ra dentro de si
e quer contar-me, a mim!
o registo do seu EU,
numa atitude de deus!

É um constante desafio,
quer no calor ,quer no frio…

O POETA CAPTA, MAS… NÃO EXPLICA!

Vive sem se aperceber
que é forçoso esquecer a Razão,
em detrimento da beleza da Emoção.
Vive dentro de si, deitando fora o que sente!
Discorre sobre o Passado, sem sair do seu Presente!
O seu nicho habitual? caderno vivo de letras presentes,
amarelado de antecedentes…

Ao leme das sensações, onde parece parado,
vira-se para todo o lado…
Alma inquieta… deserta por atingir o sonho.


C7G-7MENS/31-JAN/010

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009





Ouso ensaiar os primeiros passos do actor,
neste momento, em que me sinto melhor.
O palco é imaginário! Não há esplendores!
É este mundo em que vivo, com seus bens e seus horrores!

Nunca estudo os meus papéis!
Sou apenas personagem, às vezes com mais coragem...
Em dias alternados da permanente "viagem",
actuo cenas cruéis, sempre que estou de passagem!

Cenas cruéis, tão patéticas como o actor que eu sou...
E ao olhar o palco, indago: " Mas para onde é que eu vou"?
Então, choro e rio, simultaneamente...
sou louca e sou sagaz,
preguiçosa e pertinaz;
igual ao vento feroz,
que a pouco se desfaz!

Ser actor, assim, põe-me num grande dilema:
repetir a mesma cena, recomeçar,
parar
recomeçar...

Procuro na personagem novos sentidos
para uma velha vida,
de maneira desmedida...

Sigam-me, outros actores!
Façamos do nosso palco um estrado de valores!

CAD3C-58-JAN708