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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Poema do ciclo "Místicos": EU...




FOTO DO GOOGLE


A pedra bruta que sou, é lisa, de vez em quando;
acontece, porque vou rolando, sempre lutando!

E as areias do chão que piso, sem compaixão,
são a exacta medida de qualquer pedra ferida,
que procura a perfeição…

Mas que tarefa impossível!
Eu até acho incrível, que me passe pela ideia,
que posso ser mais que areia, no mundo em que me afundo.

A pedra bruta que sou, não deixará de o ser…
Eu estou sempre a percorrer, um caminho que, a doer,
me leva para o que não sou!

A imperfeição pode também conduzir
a uma relativa perfeição…Isto, se eu me esforçar
no que decidir fazer…Serei ,então, pedra preciosa,
girando, em torno das gentes, laboriosa…


CAD 1A-53 -/07

segunda-feira, 16 de março de 2009


A nossa poesia, feita de momentos majestosos
quais catedrais do sentimento pátrio,
enviou aos ventos, séculos fora,
nomes de hoje e d’outrora.
Camões, Andrade, Pessoa,
Espanca e o rei “Lavrador”,
pedras brutas trabalhadas
na força da convicção,
que deu voz a esta nação.

Não se perderão no tempo!
porque o tempo, é o momento
de quem quer mais um instante,
para seguir bem em frente …
A mensagem do ser, faminto de “nascer” ,
espalha-se no ar do vento…atento…
Régio, Torga, Aquilino,
Nemésio, Pascoaes, Sophia,
estão presentes no dia-a-dia.
Deles é o Hoje, momento preciso
para acabar a burilagem da pedra,
inerte, tosca, selvagem,
que, aos poucos, se converte
no reflexo da imagem,
impressa no tempo, pela força da palavra.





Cad4d-55- MRÇ/08