O AMOR É UMA SUBIDA ÍNGREME...
CARTA DE AMOR…
Falo-te, hoje, AMOR!
Deste modo…em forma de POEMA,
Que não permite a fuga ao tema
Da minha VIDA…TU!
As mulheres costumam pensar
Muito erradamente,
Que um HOMEM não sente…
Passo os olhos, veladamente,
Por ti, por nós,
Pela neve que caiu e me parece
Imensa, fria,
Densa…
E sofro com o teu sofrer!
Dói-me a ALMA, a valer,
Ao ver o jardim vazio….
…cheio de frio…a gemer…
Não encontro palavras para exprimir a dor e a alegria
Que me acompanham, nesta carta simples,
Que me dita a POESIA…
Não conheço o teu perfume…
MAS…CHEIRAS-ME…
Cheira-me a ti
E sinto-te, TODO, aqui!
Acordo, de madrugada,
Em plena alvorada,
Sem que tu dês por mim…
Estou aqui…sempre a teu lado…
Aceita o meu conforto
Que sei que sentes…AÍ…
Nesse coração sofrido,
Daquilo que eu sei de ti…
Vou subir ao miradouro
A ver se te vejo,
Longe que estás de mim…
Mando-te AMOR pelo ar.
Sem nada dever esperar!
Mando-te um coração
De sangue, suor e lágrimas,
Embrulhado num lençol lacustre
De tristeza…
…no TEMPO a passar…
Mando-te a VIDA,
(também ela tão sofrida!)
Da qual estou – SEMPRE! - a sair…
Não te quero a chorar…
Conheço o teu sentir…
Despeço-me com a certeza
De que a toalha, na mesa,
Continua a esperar
Que ocupes o teu lugar…
E…deixa-me dizer…AMO-TE…
C8H-108/47 (mqc)- OUT/010
Maria Elisa Ribeiro