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COMO VEJO O TEMA D O MÉDIO-ORIENTE
Duas notícias publicadas, hoje, no Jornal “PÚBLICO”, chamaram a minha atenção, porque tocam num tema que mexe com a minha sensibilidade.
Uma, na página 12, da autoria de Ana Fonseca Pereira, diz que MAHMOUD ABBAS garante querer continuar o diálogo com Israel, “enquanto houver uma réstia de esperança”, mas que a “resistência” contra o estado judaico vai ter que continuar activa, em nome da segurança do povo palestiniano (digo eu!) Do mal…o menos, pois lá diz o nosso povo que a esperança deve ser a última a morrer!
Yasser Arafat morreu, há poucos anos e, daquilo que entendo do que leio e do que me é dado ver nas TVs, nunca mais ninguém se entendeu, naquela parte do mundo. Vai, dentro de pouco tempo, ter lugar um congresso, o primeiro depois da sua morte, onde, de acordo com palavras da senhora jornalista, o Presidente da Autoridade Palestiniana reafirmará que é a PAZ que move os líderes árabes, no confronto com as políticas de Israel. Líderes que, à partida, estão divididos entre si por motivos de ânsia de poder, de casos de corrupção, de intrigas políticas, etc.
O mundo está cansado deste tipo de palavras, que não há maneira de darem frutos. E o drama das incompreensões continua…prevalecendo, há milhares de anos! Segundo a ideia dos árabes, a palavra certa é sempre RESISTIR. E Israel sabe disso…pelo que, naturalmente, como qualquer guerreiro que se preze, está sempre “em pé”.Em qualquer reunião entre os dois povos está, penso eu, presente, o fantasma da reiteração contínua, por parte da comunidade árabe, da destruição do Estado de Israel.
NOTA.ESTE TEMA NÃO PRETENDE SER ESPECULATIVO, NEM FERIR SUSCEPTIBILIDADES! RESPEITO DEMASIADO OS MEUS AMIGOS E A PAZ DO MUNDO, PARA PÔR” BRASAS EM QUALQUER FOGUEIRA”. PRETENDO SÓ QUE, QUEM SABE MAIS DO QUE EU,SE QUISER, ME ELUCIDE!
Pessoalmente, tenho dificuldade em entender por que é que os dois povos não podem ter, cada um, a sua PÁTRIA. Admiro o povo judaico que, em 60 anos de existência conseguiu que”as pérolas de orvalho” do deserto dessem vida a alimentos e outros bens, que correm este mundo globalizado. Admiro o povo palestiniano na sua permanente luta por uma PÁTRIA!
Sou contra as loucuras verbais de AHMADINEJAD, no seu ódio contra o povo judaico; e esperemos, para bem do mundo, que sejam apenas verbais, essas loucuras…
Na página 30 do “PÚBLICO”, na rubrica “CARTAS AO DIRECTOR”, um membro do COMITÉ de SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA, ZIYAAD LUNAT, dá algumas explicações sobre o aproveitamento que se pretende fazer, a respeito do anunciado concerto de LEONARD COHEN, em ISRAEL. COHEN, que se sabe ser de religião budista é, apesar de tudo, oriundo de família judaica. Não pretendo comentar o artigo e a opinião deste leitor do “PÚBLICO”, pois sou …”ninguém” para o fazer. Só sei que a música é uma arte e uma linguagem universais, que deve ajudar às, comunicação e inter-acção mundiais, fora de contextos inoportunos, por conseguinte.
Advogo, portanto, que COHEN possa e deva cantar, hoje, em Israel e amanhã, na Palestina. A arte que exala da sua voz e dos seus temas é universal e, OXALÁ, possamos, tão depressa quanto possível, cantar em CORO “HALLELUYAH”!