terça-feira, 15 de janeiro de 2019

POEMA(Obra Regªªªªªªªªªª)


POEMA
TU-ÉS-COMO-SÓ-TU!
Surgem-me palavras a todo o momento, no meio
______de nada, no meio de tudo…assim…naturalmente.
_____________Fundo-me com elas no meio do pensamento.
Surgem-me tantas palavras...
___________palavras desassossegadas que não se acomodam
_________________às fantasias que ouso de ti…
na verdade, as palavras não se querem calmas
monótonas ou reverentes…
elas devem aparecer apressadas, nervosas, irreverentes,
porque é assim que escrevo sobre ti,
sobre os mistérios, milagres e enigmas dos nossos momentos
enleados e envolventes.
É assim que escrevo, quando escrevo sobre ti…
________…é assim que te respiro ao amar as memórias dos excessos
___________daquele nosso Tempo…
______________…aquele em que vivemos correntes quentes do vento
___________________em que, ingénuos, nos respirámos.
Eterno, o mar chama O Outro mar--------o do nosso sentir…
E não há margens para nós
que o enfrentamos com a ousadia de quem ama,
languidamente estendidos no areal de espuma branca
onde não estamos…onde, por breves segundos, nas mãos que nos não damos, estão palavras ousadas
e irreverentes.
De olhos fechados às correntes de sol escaldante,
sonho que vamos em frente como outros navegantes, e encontramos
florestas inteiras, ilhas misteriosas de tão verdadeiras, serras aromáticas,
atalhos de terra batida com sementes a fermentar num ventre de sinfonias…
Sabes? TU-és-como-só-TU!
Com que outras palavras te posso definir,
quando até o NADA-em-ti-é-TUDO?
Então sei por que nestes dias a Teu-lado-Ausente
consigo ouvir pianos ao escurecer da vida do mar-na-terra…
E, até sei, porque tocam violinos no crepúsculo das ondas,
quando o mar está em guerra…
….é porque me dás as mãos
…me afagas os cabelos
…me falas aos ouvidos palavras desassossegadas
que estão cá dentro guardadas, irreverentes, ousadas…
Maria Elisa Ribeiro-Portugal
JAN/016

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