segunda-feira, 13 de julho de 2015

Poema meu (obra regª)














BREVES

…é o desassossego uma ponte quebradiça
onde nenhum pássaro-de-fogo quer passar
receoso de não poder descansar…


…cavalo vermelho de voo quente, assoma da hora
do horizonte nas asas das nuvens enlouquecidas
pelo grito abafado de um poeta insistente,
cujos dedos imprimem febre-a-arder
ao pedaço de papel, onde as estrelas estão a escrever
o desassossego do firmamento, a tremelicar…

…e um vento frio corta o exílio de lexemas que, ansiosos,
se enrolam no poema donde vai sorrir o esboço do teu rosto…

…e voltaremos, saudade antiga, a passar sob os raios de luar
da velha ponte quebradiça, numa cantiga desassossegada –
-da- incerta-e-penosa-estrada-da-vida?

Maria Elisa Ribeiro
Maio/015

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