segunda-feira, 13 de julho de 2015

A EUROPA É UM COVIL DE TRAIDORES AO ESPÍRITO EUROPEU!


PAUL KRUGMAN

Krugman: Exigências são "grotesca traição" ao projecto europeu




Foto: DR




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Acusação é feita num artigo de opinião intitulado "Matar o Projecto Europeu", publicado no blogue do Nobel da Economia. "Quem poderá voltar a confiar nas boas intenções da Alemanha depois disto?".
13-07-2015 6:45


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O Nobel da Economia Paul Krugman considera que as exigências do Eurogrupo em relação à Grécia "são uma loucura" e "uma grotesca traição" de tudo o que o projecto Europeu representa.

Num artigo de opinião intitulado "Matar o Projecto Europeu", publicado no seu blogue no "New York Times", o economista norte-americano, galardoado com o Nobel da Economia de 2008, escreve que o que o Eurogrupo está a fazer "é pura vingança" dirigida à "completa destruição da soberania nacional" grega.

A proposta dos membros da Zona Euro "é, presumivelmente, criada para a Grécia não aceitar" e "uma traição grotesca de tudo o que o projecto europeu é suposto representar", sustenta o autor de vários livros sobre economia.

Krugman diz que "muitos dos danos já foram feitos", e lança uma pergunta: "Quem poderá voltar a confiar nas boas intenções da Alemanha depois disto?".

"O projecto europeu - que eu sempre me orgulhei de apoiar - acabou de receber um terrível, e talvez fatal golpe. E seja o que for que se pense do Syriza, ou da Grécia, não foram os gregos que o fizeram", afirma.

No artigo, o Nobel da Economia diz ainda que o que se aprendeu nas últimas semanas com a crise grega e as negociações europeias foi que "ser membro da Zona Euro significa que os credores podem destruir-lhe a economia se sair da linha prescrita".

Os chefes de Estado e de Governo iniciaram no domingo, pouco depois das 16h00 locais (15h00 de Lisboa), uma cimeira considerada decisiva sobre o futuro da Grécia na Zona Euro, após um encontro ao nível de ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo), que acordaram hoje um documento a ser apreciado pelos líderes europeus no qual defendem que o pacote de reformas proposto por Atenas é insuficiente e mais medidas devem ser aprovadas e implementadas no imediato.

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