segunda-feira, 27 de março de 2023

E.Morricone - Chi Mai HD

Alphaville - Forever Young live Goldene Europa

Roxette - Listen to your heart ( Sanremo international 1990 )

POEMA

 





NOCTURNOS

 

 

Vibra nos ares uma neblina mansa

E,mais ao longe, batidas pelos astros, brilham

Encruzilhadas húmidas em sombras que,

Suspensas, te interrogam.

 

De ti como da noite,

 mostram-se trevas em lágrimas de sangue

e sorrisos dispersos ,

que a verdura deixou em pedras brancas desfeitas.

 

Ah, abandona lugares comuns “como a noite passa...”,

 

Esquece a resposta que me deste

 na passada noite dos oníricos folguedos,

 e não tenhas

medo que as brutas sombras te questionem,

 ou  te escondam o verdadeiro caminho.

 

Entreabre os lábios apenas, para que eu possa reconhecer

o odor do respirar gotas de amor,

 longe da aurora que ‘inda nos tarda...que ‘inda nos resta.

 

 

 

©Maria Elisa Ribeiro-2022

 

Feiticeira com Pablo Milanes

QUASE NINGUÉM SABE DISSO - TIRE JÁ DA SUA CASA!! MUITAS FAMÍLIAS ESTÃO S...

Ex-comandante russo anunciado! Putin será morto se a Rússia perder!

Meus amigos: o meu blog tem, neste momento mais de um milhão e seiscentos mil visitantes. Só não tem mais ,porque estou impossibilitada de respoder, devido a um erro de conflito entre o Gmail e o iol.


 


 


 


 

FLORES PARA OS MEUS AMIGOS a quem não posso responder, devido a um erro no Blog.


 

Boa tarde ,meus amigos!


 

sexta-feira, 24 de março de 2023

Boa noite, amigos e amigas!


 

GANDHI

 De Gandhi, in O Pensador:

"Houve tiranos e assassinos...
E, por um tempo, eles parecem invencíveis...
Mas, no final, sempre caem.
Pense sempre nisto.
Os fortes só o são por um instante, como o sonho de uma tarde que dura apenas um momento. No final, são sempre destroçados. São como poeira ao vento. O amor é a força mais sutil do mundo.
Mahatma Gandhi
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Tu e Artidorio Hoeser

POEMA







 OS NOSSOS ANTIGOS SERÕES

Numa onda de frio veludo há vacilações, coisas sem vértices nem ângulos
ou dimensões.
Ao mesmo tempo que nascem , logo morrem.
O veludo vacila em mim, sem luz que me aperte ao calor.
As coisas que morrem não respeitam a alquimia das transformações do
ferro em ouro...
Recordo que, na infância,
à minha volta se falava do frio, do calor, do ar e da terra.
O frio quando era frio
era tremendo,
e dos ventos revoltados recordo bem
que as lareiras comiam mais lenha.
Falava-se de duendes e seres estranhos, de mastros de cordas, de velas
e de lindas sereias que, por vezes, davam à costa.
Recordo que tudo era magia na boca das velhas avós,
que eu nada compreendia
porque a imaginação era parca e pobre.
Mas ia para a cama cada vez mais rica e sabedora de lindas mentiras
que animavam os serões dos pobres.
Não esqueço os pés quentinhos até à alma;
e sentia-me longe das tempestades furiosas
que provocavam o enlace das árvores medrosas
estarrecidas ante o cristal violento que semeava os campos de granizo.
Vejo que me olhas como se nada percebesses do que te digo...
O silêncio sai-te dos olhos
sem perceberes que estou desejosa por falar
para alongar o tempo,
como fazia a menina nas noites das “Mil e uma maravilhas”...
©Maria Elisa Ribeiro
Direitos reservados
2019

Bom dia e feliz sexta-feira, meus amigos e visitantes!


 

quinta-feira, 23 de março de 2023

Maria Gabriela Llansol

 




Maria Gabriela Llansol

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Maria Gabriela Llansol
Nome completoMaria Gabriela Llansol Nunes da Cunha Rodrigues Joaquim
Nascimento24 de novembro de 1931
Lisboa, Portugal
Morte3 de março de 2008 (76 anos)
Sintra, Portugal
NacionalidadePortugal Português
CônjugeAugusto Joaquim (1965)
OcupaçãoEscritora e tradutora
PrémiosPrémio D. Dinis (1985)

Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (1990)
Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários (1990) Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (2007)

Magnum opusUm beijo dado mais tarde

Maria Gabriela Llansol Nunes da Cunha Rodrigues Joaquim (Lisboa, 24 de Novembro de 1931 - Sintra, 3 de Março de 2008), mais conhecida, simplesmente, como Maria Gabriela Llansol foi uma escritora e tradutora portuguesa.

Biografia

Formada em Direito, que jamais exerceu, começa a publicar em 1962.[1] Entre 1965-1984, viveu, em exílio, na Bélgica, onde deu início, com O livro das comunidades, a uma obra, com mais de 26 livros, de gênero inclassificável, como se lê na “Nota biográfica”, incluída na edição brasileira de Um falcão no punho:

Na literatura portuguesa contemporânea, a obra de Maria Gabriela Llansol destaca-se com um perfil avesso à representação dominante no romance e a todas as formas de ortodoxia. Escrito sob o signo da ruptura, o seu texto estrutura-se de forma não linear e não sequencial, gerando frequentemente fulgurações, ou “cenas-fulgor”, que traduzem a descontinuidade temporal, a preferência pelo fragmentário e a experiência da metamorfose e da vibração do Vivo originalmente postas em linguagem.[1]

A experiência do encontro com a escrita llansoliana, e com a proposição que ela porta, se reflete na grande quantidade de produções acadêmicas, tais como trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses doutorais – dedicadas à obra llansoliana - uma rápida busca no acervo da Biblioteca da UFMG, por exemplo, mostra que, desde 1997, foram cerca de 18 trabalhos realizados acerca da obra llansoliana.[2]

Também pela quantidade de filmes, e outras produções artísticas, que nascem dessa experiência - por exemplo, o filme Redemoinho-poema, de Lucia Castello Branco e Gabriel Sanna.[3]

Sobre a escrita de Maria Gabriela Llansol

Conforme se lê na "Nota biográfica" dos Diários, publicados, no Brasil, pela Autêntica Editora, sua escrita se dá “nas margens da língua [...] e fora do universo institucional e mediático da ‘literatura’.[1]

Ainda nessa nota, lemos, de Augusto Joaquim, seu esposo e companheiro da escrita e de vida: “o mundo a que esta autora se refere é o nosso mundo e, no nosso mundo, aos problemas de fundo que o fazem tal como ele é: lugar por onde passamos à procura de amor e de sentido”.[1]

Tal afirmação coloca o texto de Llansol como uma experiência para além da adesão a verdades dadas de antemão, ou reservadas a uns poucos; pois, em carta a Eduardo Prado Coelho, lemos:

Desde sempre me tenho norteado pelo princípio do que o texto precisa de encontrar, não o leitor abstracto, mas o leitor real, aquele a que, mais tarde, acabei por chamar legente – que não o tome nem por ficção, nem por verdade, mas por caminho transitável.[4]

Se caminho transitável, não ficção ou verdade, afirma Llansol, ainda na carta citada, é desejo desse “texto tentar abrir no real da política actos mais frequentes de dom poético, de compaciência pelos corpos que sofrem, e de alegria pelos que amam”, propondo, aos legentes, a possibilidade de ajudar “a viver melhor e com menos impostura”.[4]

Assim, o texto de Maria Gabriela Llansol não pretende ser tão-somente como uma forma estética alheia à realidade, um puro experimentalismo. Ele se volta contra a impostura, e, por conseguinte, contra as ficções do mundo, e suas verdades. Como a ficção de que nos fala a autora na Carta ao legente, acerca dos "sem-terra" e daqueles que são desconsiderados pelos valores vigentes, os pobres:[5]

Legentes da dor sem saber ler. Desprovidos de actos voluntários, nasceram com fome./ E está estabelecido pela ficção (que não o texto) do mundo que passarão fome.[5]

E é nesse ponto de “companhias estelares”, dos “sem terra" e dos pobres, que o texto llansoliano se propõe como possibilidade de continuação de uma problemática:

Creio que os outros escritores “do meu ramo” já conhecidos ou ainda no começo, aqui e no Brasil, vão ter de pensar no modo como criar um espaço de vida, que não seja marginal a nada, mas um lugar real de escrita e de leitura.[4]

Afinal, como ela mesma afirma em entrevista a João Mendes, em 1995, quando se trata da textualidade, não cabe pensar em hereditariedade, mas em “continuidade de problemática”.[6] Problemática que, portanto, aponta para um caminho transitável e real: da escrita, da leitura e da vida, que, a partir do fulgor do texto, são vividas sem impostura, e são convite aberto.

Bom dia, meus amigos e visitantes!


 

quarta-feira, 22 de março de 2023