quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Poesia de Fernando Pessoa

 NA NET, poemas de AMOR de Fernando Pessoa:

Todas as cartas de amor são ridículas (heterônimo Álvaro de Campos)
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas. As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas. Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
O poema mais famoso relacionado com a temática amorosa de Fernando Pessoa provavelmente é "Todas as cartas de amor são ridículas". Composto com muita repetição, os versos vão sendo construídos de uma determinada forma até que, inesperadamente, surpreendem o leitor.
Se no princípio do poema o sujeito ridiculariza as cartas de amor, diminuindo, de certa forma, aqueles que escrevem esse tipo de composição, no final ele conclui que só quem não se deixou arrebatar pelo sentimento amoroso é que é, na verdade, ridículo.
O poema constrói-se inicialmente falando mal do género das cartas de amor, colocando-as como uma produção menor, vergonhosa, como uma criação desastrada típica da juventude. Mas numa reviravolta inesperada, o poeta acaba por fazer um elogio àqueles que corajosamente decidiram enfrentar o sentimento e escrever o amor."
Pode ser arte
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Bom dia, meus amigos!


 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

 Boa noite, bons amigos!

(Foto de Pinterest)
Pode ser uma imagem de natureza
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DE PORTUGAL

 

O Estado, empresta computadores a alunos.

Computadores esses que são recuperados no final do ano lectivo para serem formatados de forma a salvaguardar os dados pessoais do aluno e passarem a posterior distribuição pelos mais necessitados.

Vem então uma associação defender que os computadores têm que ser dados e não emprestados.

Para que sejam logo vendidos?

Ou para que os pais possam comprar um telemovel de 500€?

32
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POESIA







 RUMORES POÉTICOS

Teus braços
enrolados à volta do meu pescoço,
são ramos de árvores
que despertam a minha Primavera,
ainda adormecida, neste parque de diversões que é a VIDA.
Ressurge duma Saudade distante,
o Amor presente
na eternidade deste instante
que se torna
botão em flor,
a dar frutos nos passos com que me invades de ardor.
(Rumores da poesia que nos aquece a chama da inocente Alegria!)
Sobre teus lábios reponho o branco horizonte de meu corpo,
onde não havia senão uma manhã a acordar,
tocando a paisagem coroada de sofreguidão,
de uma rosa branca
em permanente e teimosa espera...
É fantasia------pura loucura-------
esta mania de guardar fechados na ilusão
os beijos que quis na minha boca, então...
...então, voam meus dedos tontos
pela pele dos teus segredos
como voz madura que não encontro e que, baila a dourar
as folhas de Outono
que os vão levar à Primavera
onde o mundo, confidente de nós,
estará à nossa espera...
©Maria Elisa Ribeiro
Todos os direitos reservados
JAN/021

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Bom dia, meus amigos!


 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Boa noite, amigos!


 

A minha Poesia

 






RUMORES POÉTICOS

 

Teus braços

 enrolados à volta do meu pescoço,

são ramos de árvores

que despertam a minha Primavera,

 ainda adormecida, neste parque de diversões que é a VIDA.

Ressurge duma Saudade distante,

 o Amor presente

na eternidade deste instante

que se torna

botão em flor,

 a dar frutos nos passos com que me invades de ardor.

 

(Rumores da poesia que nos aquece a chama da inocente Alegria!)

 

Sobre teus lábios reponho o branco horizonte de meu corpo,

onde não havia senão uma manhã a acordar,

tocando a paisagem coroada de sofreguidão,

de uma rosa branca

em permanente e teimosa espera...

 

É fantasia------pura loucura-------

esta mania de guardar fechados na ilusão

os beijos que quis na minha boca, então...

...então, voam meus dedos tontos

 pela pele dos teus segredos

como voz madura que não encontro e que, baila a dourar

as folhas de Outono

 que os vão levar à Primavera

onde o mundo, confidente de nós,

                                                           estará à nossa espera...

 

©Maria Elisa Ribeiro

Todos os direitos reservados

JAN/021

 

PORTUGAL EM MORTE LENTA COM O COVID19


 

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