segunda-feira, 3 de abril de 2023

O período árabe em Portugal

 

Invasão muçulmana da Península Ibérica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Invasão muçulmana da Península Ibérica
Las Glorias Nacionales, 1852 "Fatal batalla del Guadalete". (4013185227).jpg
Desenho do livro Las Glorias Nacionales (1852) representando a Batalha de Guadalete (711), que marcou o início da invasão islâmica da Península Ibérica
LocalPenínsula Ibérica
Desfechoocupação muçulmana da maior parte da Península Ibérica
Beligerantes
MourosReino Visigótico
Comandantes
Tárique
Muça ibne Noçáir
Abdalazize ibne Muça
Rodrigo

A invasão islâmica da Península Ibérica, também referida como invasão muçulmana, conquista árabe ou expansão muçulmana, refere-se a uma série de deslocamentos militares e populacionais ocorridos a partir de 711 até 713, quando tropas islâmicas oriundas do Norte da África, sob o comando do general berbere Tárique, cruzaram o estreito de Gibraltar e penetraram na península Ibérica, vencendo Rodrigo, o último rei dos Visigodos da Hispânia, na batalha de Guadalete[1] e terminando o Reino Visigótico.[2]

Nos anos seguintes, os muçulmanos foram alargando as suas conquistas na Península, assenhoreando-se do território designado em língua árabe como Al-Andalus;[1] que governaram por quase oitocentos anos.

A conquista Omíada da Hispânia foi a expansão inicial do Califado Omíada sobre a Hispânia, estendendo-se em grande parte de 711 a 788. A conquista resultou na destruição do Reino visigótico e no estabelecimento do Emirado independente de Córdoba; foi Abd ar-Rahman I quem completou a unificação da Ibéria governada por muçulmanos, ou Al-Andalus (711 – 1492). A conquista marca a expansão ocidental tanto do Califado Omíada como do governo muçulmano na Europa.[3]

História

Antecedentes

Boa parte do território da Península era então dominada pelos visigodos. A monarquia dos visigodos era eletiva. Com a morte do rei Vitiza em 710, as cortes reuniram-se para eleger o seu sucessor, constituindo-se duas facções em disputa pela eleição: o grupo de Ágila II e o de Rodrigo, o último rei visigodo de Toledo.

Os partidários de Ágila II solicitaram apoio ao governador muçulmano da África, Muça Ibne Noçair, abrindo-lhe as portas de Ceuta e incitando-o a enviar uma expedição militar à Península. Quando se deu a invasão em 711, os judeus auxiliaram o exército árabe, muitas vezes guarnecendo cidades capturadas - isso aconteceu em Córdoba, Granada, Toledo e Sevilha. Isto porque, sob o reino Visigodo, era seguida uma política de sistemático antissemitismo, inclusive com batismos forçados e proibição de ritos judaicos. Ao longo do século VII, os judeus tinham sido submetidos a espancamentos, execuções, tiveram os seus bens confiscados, taxados, eram proibidos de comerciar e alguns foram obrigados a converter-se ao Cristianismo.[4] Os judeus sabiam que eram melhor tratados pelos invasores, apesar do estatuto de dhimmis e das palavras do próprio Alcorãoː Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos; que sejam amigos entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por amigos, certamente será um deles; e Alá não encaminha os iníquos.[5]

A resistência asturiana

Ver artigo principal: Reino das Astúrias
Série
História da península Ibérica
PortugalEspanha
Pré-História
Período pré-romano
Invasão romana
Hispânia: Citerior e Ulterior
Bética; Cartaginense; Galécia; Lusitânia e Tarraconense
Migrações bárbaras: Suevos e Visigodos
Invasão e domínio árabe
Período das taifas
A Reconquista e o Reino das Astúrias
Reino de Leão
Portucale Aragão; Castela-Leão e Navarra

Abdalazize ibne Muça subjugou a Lusitânia e a Hispânia Cartaginense, saqueando as cidades do Norte que lhe abriam as portas e atacando aqueles que lhe tentaram resistir.

Porém, às suas investidas escapou uma parte das Astúrias, no Norte, onde se refugiou um grupo de visigodos sob o comando de Pelágio. Uma caverna nas montanhas servia simultaneamente de paço ao rei e de templo de Jesus Cristo. Por vezes, Pelágio e os seus companheiros desciam das montanhas em surtidas para atacar os acampamentos islâmicos ou as aldeias despovoadas de cristãos. Um desses ataques, historiograficamente designado de batalha de Covadonga (722), marcou, segundo muitos historiadores, o início do longo processo de retomada dos territórios ocupados, ao qual se deu o nome de Reconquista.[6]

A partir do pequeno território, que Pelágio designou como Reino das Astúrias, os cristãos (hispano-godos e lusitano-suevos), acantonados nas serranias do Norte e noroeste da Península, foram gradativamente formando novos reinos, que se estenderam para o Sul.[7] Surgiram os reinos de Castela, Leão (de onde derivou mais tarde o Condado Portucalense e, subsequentemente, Portugal), Pamplona (mais tarde designado de Navarra) e Aragão.

O reino das Astúrias durou de 718 a 925, quando Fruela II ascendeu ao trono do Reino de Leão.

A Reconquista

Ver artigo principal: Reconquista

A Reconquista durou toda a Idade Média e só terminou no início da Idade Moderna, em 1492, quando os muçulmanos foram definitivamente expulsos pelos Reis Católicos, Fernando e Isabel.[8]

A influência deixada pelos muçulmanos ainda pode ser percebida nas inúmeras palavras do português e do castelhano que vieram do árabe, como "açúcar" (azúcar), "alcaide", "almirante". Segundo o dicionário Houaiss, existem na língua portuguesa cerca de 700 palavras de origem árabe.

2. Salvatore Adamo - Une Meche De Cheveux - Un Soir Au Zanzibar

Salvatore Adamo "Inch Allah" (Top Version!) HQ Audio

O Pensar de Agostinho da Silva

 PENSE POR SI PRÓPRIO

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“Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura, já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.“
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— George AGOSTINHO Baptista DA SILVA (Porto, 13 de Fevereiro de 1906 — Lisboa, 3 de Abril de 1994), filósofo, poeta e ensaísta, in ”Sete cartas a um jovem filósofo” (1945).
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Texto de um amigo, no Facebook:

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A pessoa madura sabe que o coração do outro é um templo. Quem decide entrar entrar ali respeita esse espaço, porque sabe que é a casa dos sentimentos.
Uma pessoa madura tem responsabilidade afetiva por si e pelo outro.
Ela sabe que os corações são delicados e que as suas atitudes ao tocarem o coração de alguém podem repercutir pela vida toda, de forma positiva ou negativa.
Por isso é sempre delicada, sincera e verdadeira com o que sente.
Não faz promessas, demonstra as suas intenções em atitudes...
E quando se expressa em palavras procura cumprir com aquilo que disse.
Toma sempre cuidado para nunca dizer aquilo que a sua alma não tem real intenção de cumprir.
Quem tem maturidade não é alguém perfeito, mas é acima de tudo alguém responsável.
Não tem medo de admitir as suas falhas, de tentar corrigir o necessário e de ser verdadeiro com o outro.
Respeita o que sente e leva em consideração os sentimentos alheios.
Por isso a pessoa madura é também empática, pois não há maturidade sem empatia.
Onde há apenas o egoísmo, reina a infantilidade emocional.
Uma pessoa madura quando procura dar o seu melhor e quando percebe que talvez aquele não seja o seu caminho, não foge da responsabilidade de ser verdadeiro com o outro.
Sabe que os finais podem machucar, mas compreende que a sinceridade, o carinho e a gentileza, evitam que as dores se tornem feridas que levam ao sofrimento.
A pessoa que tem essa maturidade evita ao máximo machucar o coração alheio.
Pois, é alguém que conhece as dores do próprio coração e por isso sabe que o reino sentimental não é lugar para brincadeiras.
A maturidade emocional exige empatia, responsabilidade, autoanálise e vontade de crescer.
Isso dá trabalho.
Mas vale a pena...
Porém, quem conquista essa maturidade torna todas as suas relações mais sadias, evolui e torna as experiências com o outro uma oportunidade de evolução e crescimento mental e emocional, não importa para onde siga aquela relação.
Pois, nem sempre será possível ter reciprocidade ou os mesmos objetivos.
Mas ter maturidade, bom senso e um coração sensível podem acreditar é essencial e ajuda-nos a ser felizes e ajudar também os outros a sê-lo...

Gustavo Rosa 

De Paul Verlaine:

 Paul Verlaine, in revistaseletronicas.br:

"Para tratar do tema da criação propomos apresentar a visão do poeta, ensaísta e escritor francês Paul Valéry. Formado na tradição clássica francesa do final do século XIX, influenciado pela poesia de Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Paul Verlaine e, principalmente, Stéphane Mallarmé, Valéry desenvolveu um percurso intelectual peculiar e instigante. Tal percurso possui como marco a denominada Nuit de Gênes a partir da qual passa a se dedicar ao culto do espírito, registrando diariamente o movimento interior de seu próprio pensamento. Instigado por desvendar os meandros do processo criativo, Valéry parte do pressuposto de que não se cria a partir do nada. Ao contrário, a obra poética é a expressão final de um árduo trabalho empreendido pelo poeta. O interesse valeriano recai especialmente no ato de fazer o poema, salientando o processo em si mais do que a obra final."
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domingo, 2 de abril de 2023

POEMA _EM_PROSA

 





Quando a Prosa me invade a Poesia

VENTO QUE FALA
(Prosa Poética)
O vento é sempre igual ao vento, somente; não muda, nunca,
porque não pode deixar de ser vento-ar.
Mas é diferente a sua resposta a cada folha que cai...que cresce como todas na Primavera, seca no Outono, envelhece
durante os tantos Outonos em que as vamos vendo, fornece
oxigénio ao mundo e, no meio de tudo isto, imóvel,
vai ouvindo as borboletas, os insectos, os pássaros exaltados pelo ar.
Todos os dias falo com o vento, mesmo que só com o ar que me sacode
os cabelos, como costumas fazer com tuas mãos inquietas…
Cerro, nesses momentos, meus olhos, por um instante,
para não deixar de ver os teus…
Não me fogem as palavras, pois elas retornam sempre ao seu porto
de abrigo…meus livros…meus cadernos…meus papéis…minha
memória…e tudo o mais que não digo.
O vento passa e vai-falando sem pronunciar uma única palavra
E ,como passa, o Tempo vai cumprindo o nosso fado__________
____guitarras que gemem____copos que deslizam para o estômago__
____naus que balançam nas águas ansiosas_____dores que se agudizam
nas veias, que levarão nosso sangue para novos martírios.
Maria Elisa Ribeiro
AGT/017

Bom dia, meus amigos (as)!


 

sábado, 1 de abril de 2023

A Mais Bela Canção de Amor Que Eu Já Ouví

John Lennon - Mother (2023 Mix, Heavier)

POEMA: Tristezas salgadas!






 TRISTEZAS SALGADAS


Será possível que, nos mares que encontrámos,
as ondas tenham desaparecido dos lugares
por onde tão longe andámos?

Como vagas obesas , há mulheres prenhes de tristezas,
cheias de saudades e cobertas de areia
no areal das despedidas
lá para os lados de Belém...
...obesas de lágrimas...obesas de boas e más recordações...
...obesas de fome...e de falta de companhia.

Numa pouco usual questão,
nos tempos que então corriam,
gritavam no dia-a-dia:
“Senhor, meu Deus, que faço da minha vida”?

Nov/020
Maria Elisa Ribeiro

Boa tarde, meus amigos!