SENTI!!!!!!!!!!
"As minhas palavras têm memórias ____________das palavras com que me penso, e é sempre tenso _________o momento do mistério inquietante de me escrever"
terça-feira, 4 de setembro de 2018
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Maria Elisa Ribeiro(Da Net)
Texto de Fernando Pessoa, in Pesquisa Net, porque ler faz bem...
"O Provincianismo Português (I)
Se, por um daqueles artifícios cómodos, pelos quais simplificamos a realidade com o fito de a compreender, quisermos resumir num síndroma o mal superior português, diremos que esse mal consiste no provincianismo. O facto é triste, mas não nos é peculiar. De igual doença enfermam muitos outros países, que se consideram civilizantes com orgulho e erro.
O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte no desenvolvimento superior dela — em segui-la pois mimeticamente, com uma subordinação inconsciente e feliz. O síndroma provinciano compreende, pelo menos, três sintomas flagrantes: o entusiasmo e admiração pelos grandes meios e pelas grandes cidades; o entusiasmo e admiração pelo progresso e pela modernidade; e, na esfera mental superior, a incapacidade de ironia.
Se há característico que imediatamente distinga o provinciano, é a admiração pelos grandes meios. Um parisiense não admira Paris; gosta de Paris. Como há-de admirar aquilo que é parte dele? Ninguém se admira a si mesmo, salvo um paranóico com o delírio das grandezas. Recordo-me de que uma vez, nos tempos do "Orpheu", disse a Mário de Sá-Carneiro: "V. é europeu e civilizado, salvo em uma coisa, e nessa V. é vítima da educação portuguesa. V. admira Paris, admira as grandes cidades. Se V. tivesse sido educado no estrangeiro, e sob o influxo de uma grande cultura europeia, como eu, não daria pelas grandes cidades. Estavam todas dentro de si".
O amor ao progresso e ao moderno é a outra forma do mesmo característico provinciano. Os civilizados criam o progresso, criam a moda, criam a modernidade; por isso lhes não atribuem importância de maior. Ninguém atribui importância ao que produz. Quem não produz é que admira a produção. Diga-se incidentalmente: é esta uma das explicações do socialismo. Se alguma tendência têm os criadores de civilização, é a de não repararem bem na importância do que criam. O Infante D. Henrique, com ser o mais sistemático de todos os criadores de civilização, não viu contudo que prodígio estava criando — toda a civilização transoceânica moderna, embora com consequências abomináveis, como a existência dos Estados Unidos. Dante adorava Vergilio como um exemplar e uma estrela, nunca sonharia em comparar-se com ele; nada há, todavia, mais certo que o ser a "Divina Comédia" superior à "Eneida". O provinciano, porém, pasma do que não fez, precisamente porque o não fez; e orgulha-se de sentir esse pasmo. Se assim não sentisse, não seria provinciano.
É na incapacidade de ironia que reside o traço mais fundo do provincianismo mental. Por ironia entende-se, não o dizer piadas, como se crê nos cafés e nas redações, mas o dizer uma coisa para dizer o contrário. A essência da ironia consiste em não se poder descobrir o segundo sentido do texto por nenhuma palavra dele, deduzindo-se porém esse segundo sentido do facto de ser impossível dever o texto dizer aquilo que diz. Assim, o maior de todos os ironistas, Swift, redigiu, durante uma das fomes na Irlanda, e como sátira brutal à Inglaterra, um breve escrito propondo uma solução para essa fome. Propõe que os irlandeses comam os próprios filhos. Examina com grande seriedade o problema, e expõe com clareza e ciência a utilidade das crianças de menos de sete anos como bom alimento. Nenhuma palavra nessas páginas assombrosas quebra a absoluta gravidade da exposição; ninguém poderia concluir, do texto, que a proposta não fosse feita com absoluta seriedade, se não fosse a circunstância, exterior ao texto, de que uma proposta dessas não poderia ser feita a sério.
A ironia é isto. Para a sua realização exige-se um domínio absoluto da expressão, produto de uma cultura intensa; e aquilo a que os ingleses chamam detachment — o poder de afastar-se de si mesmo, de dividir-se em dois, produto daquele "desenvolvimento da largueza de consciência" em que, segundo o historiador alemão Lamprecht, reside a essência da civilização. Para a sua realização exige-se, em outras palavras, o não se ser provinciano.
O exemplo mais flagrante do provincianismo português é Eça de Queirós. É o exemplo mais flagrante porque foi o escritor português que mais se preocupou (como todos os provincianos) em ser civilizado. As suas tentativas de ironia aterram não só pelo grau de falência, senão também pela inconsciência dela. Neste capítulo, "A Relíquia", Paio Pires a falar francês, é um documento doloroso. As próprias páginas sobre Pacheco, quase civilizadas, são estragadas por vários lapsos verbais, quebradores da imperturbabilidade que a ironia exige, e arruinadas por inteiro na introdução do desgraçado episódio da viúva de Pacheco. Compare-se Eça de Queirós, não direi já com Swift, mas, por exemplo, com Anatole France. Ver-se-á a diferença entre um jornalista, embora brilhante, de província, e um verdadeiro, se bem que limitado, artista.
Para o provincianismo há só uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença, o da verdade no conhecimento do erro. Quando um doido sabe que está doido, já não está doido. Estamos perto de acordar, disse Novalis, quando sonhamos que sonhamos.
Se, por um daqueles artifícios cómodos, pelos quais simplificamos a realidade com o fito de a compreender, quisermos resumir num síndroma o mal superior português, diremos que esse mal consiste no provincianismo. O facto é triste, mas não nos é peculiar. De igual doença enfermam muitos outros países, que se consideram civilizantes com orgulho e erro.
O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte no desenvolvimento superior dela — em segui-la pois mimeticamente, com uma subordinação inconsciente e feliz. O síndroma provinciano compreende, pelo menos, três sintomas flagrantes: o entusiasmo e admiração pelos grandes meios e pelas grandes cidades; o entusiasmo e admiração pelo progresso e pela modernidade; e, na esfera mental superior, a incapacidade de ironia.
Se há característico que imediatamente distinga o provinciano, é a admiração pelos grandes meios. Um parisiense não admira Paris; gosta de Paris. Como há-de admirar aquilo que é parte dele? Ninguém se admira a si mesmo, salvo um paranóico com o delírio das grandezas. Recordo-me de que uma vez, nos tempos do "Orpheu", disse a Mário de Sá-Carneiro: "V. é europeu e civilizado, salvo em uma coisa, e nessa V. é vítima da educação portuguesa. V. admira Paris, admira as grandes cidades. Se V. tivesse sido educado no estrangeiro, e sob o influxo de uma grande cultura europeia, como eu, não daria pelas grandes cidades. Estavam todas dentro de si".
O amor ao progresso e ao moderno é a outra forma do mesmo característico provinciano. Os civilizados criam o progresso, criam a moda, criam a modernidade; por isso lhes não atribuem importância de maior. Ninguém atribui importância ao que produz. Quem não produz é que admira a produção. Diga-se incidentalmente: é esta uma das explicações do socialismo. Se alguma tendência têm os criadores de civilização, é a de não repararem bem na importância do que criam. O Infante D. Henrique, com ser o mais sistemático de todos os criadores de civilização, não viu contudo que prodígio estava criando — toda a civilização transoceânica moderna, embora com consequências abomináveis, como a existência dos Estados Unidos. Dante adorava Vergilio como um exemplar e uma estrela, nunca sonharia em comparar-se com ele; nada há, todavia, mais certo que o ser a "Divina Comédia" superior à "Eneida". O provinciano, porém, pasma do que não fez, precisamente porque o não fez; e orgulha-se de sentir esse pasmo. Se assim não sentisse, não seria provinciano.
É na incapacidade de ironia que reside o traço mais fundo do provincianismo mental. Por ironia entende-se, não o dizer piadas, como se crê nos cafés e nas redações, mas o dizer uma coisa para dizer o contrário. A essência da ironia consiste em não se poder descobrir o segundo sentido do texto por nenhuma palavra dele, deduzindo-se porém esse segundo sentido do facto de ser impossível dever o texto dizer aquilo que diz. Assim, o maior de todos os ironistas, Swift, redigiu, durante uma das fomes na Irlanda, e como sátira brutal à Inglaterra, um breve escrito propondo uma solução para essa fome. Propõe que os irlandeses comam os próprios filhos. Examina com grande seriedade o problema, e expõe com clareza e ciência a utilidade das crianças de menos de sete anos como bom alimento. Nenhuma palavra nessas páginas assombrosas quebra a absoluta gravidade da exposição; ninguém poderia concluir, do texto, que a proposta não fosse feita com absoluta seriedade, se não fosse a circunstância, exterior ao texto, de que uma proposta dessas não poderia ser feita a sério.
A ironia é isto. Para a sua realização exige-se um domínio absoluto da expressão, produto de uma cultura intensa; e aquilo a que os ingleses chamam detachment — o poder de afastar-se de si mesmo, de dividir-se em dois, produto daquele "desenvolvimento da largueza de consciência" em que, segundo o historiador alemão Lamprecht, reside a essência da civilização. Para a sua realização exige-se, em outras palavras, o não se ser provinciano.
O exemplo mais flagrante do provincianismo português é Eça de Queirós. É o exemplo mais flagrante porque foi o escritor português que mais se preocupou (como todos os provincianos) em ser civilizado. As suas tentativas de ironia aterram não só pelo grau de falência, senão também pela inconsciência dela. Neste capítulo, "A Relíquia", Paio Pires a falar francês, é um documento doloroso. As próprias páginas sobre Pacheco, quase civilizadas, são estragadas por vários lapsos verbais, quebradores da imperturbabilidade que a ironia exige, e arruinadas por inteiro na introdução do desgraçado episódio da viúva de Pacheco. Compare-se Eça de Queirós, não direi já com Swift, mas, por exemplo, com Anatole France. Ver-se-á a diferença entre um jornalista, embora brilhante, de província, e um verdadeiro, se bem que limitado, artista.
Para o provincianismo há só uma terapêutica: é o saber que ele existe. O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pelas qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença, o da verdade no conhecimento do erro. Quando um doido sabe que está doido, já não está doido. Estamos perto de acordar, disse Novalis, quando sonhamos que sonhamos.
Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'
POEMA REGºººººº
POEMA
GOTAS POÉTICAS
Canto…logo, choro!
Recordo o Canto…
…rebenta o Pranto!
Recordo o Canto…
…rebenta o Pranto!
(Parti, quando partiste tu, Infância!)
Não vi o sorriso da alma
quando, de pálpebras cerradas,
cedi à vontade de adormecer.
quando, de pálpebras cerradas,
cedi à vontade de adormecer.
Acordei e os campos tinham crescido
tão desmesuradamente,
que me diluí nos aromas efluentes
das asas das borboletas.
tão desmesuradamente,
que me diluí nos aromas efluentes
das asas das borboletas.
Caí…chorei…abri as janelas dos olhos
nos olhos das tuas mãos,
que viveram de passagem
pelos meus nervos-nervosos.
nos olhos das tuas mãos,
que viveram de passagem
pelos meus nervos-nervosos.
Canto…canto…canto!
Não sou capaz de morrer/enquanto Te souber cantar/
Vivo AINDA no paraíso do teu olhar
tão longe de mim, Infância/
Não sou capaz de morrer/enquanto Te souber cantar/
Vivo AINDA no paraíso do teu olhar
tão longe de mim, Infância/
E sorrio, porque sei, quando me fazes recordar,
que o sorriso é logo um choro...
...pois sei que não vais voltar/
que o sorriso é logo um choro...
...pois sei que não vais voltar/
Maria Elisa Ribeiro
JUNHO/015
JUNHO/015
POEMA
HABITAS-ME
Preciso de
me despir do silêncio que dorme na curva
Dos teus
olhos fechados,
Cobertos
pela manta que te esconde o corpo e inibe
O desejo das
noites sombrias, sem ti.
És na noite
uma Presença-ausente, quando recordo a nudez
Que se esgotava
na harmonia desejosa
Do
tempo-a-dois em que fomos sendo
Sempre
doentes de-fome-e-sede-de-nós.
Habitas-me,
contudo…
E o refúgio
do meu desejo é a memória do teu beijo
Que, afinal,
não deste, na hora em que esqueceste TUDO.
Na boca
tenho pedaços de aromas de pétalas floridas
Que morreram
nos tempos das palavras ousadas
Que me
confundiram como se fossem ventos desnorteados.
Há saudade e
nostalgia no poema inacabado-de-nós
Feito flor
pelos ventos levado…
Quero despir
o silêncio do sacrário onde entraste-a-fugir
Deixando-me
num transe solitário…
Tudo, então,
poderá renascer
Dentro de toda a mística energia
Que eu sei correr
dentro de mim!
Maria Elisa
Ribeiro
AGT/018
Poema do nosso Almada Negreiros(1893-1970)
A FLOR
Pede-se a uma criança. Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis.A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde não há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
:Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direcção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase que não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era demais.
:Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: Uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com as de uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas, são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!
domingo, 2 de setembro de 2018
De Cousteau...
"Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que ali jamais poderíamos viver sozinhos.Então levamos mais alguém.E esta pessoa, chamada de dupla, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós.Porque, além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo que vimos e sentimos.E em duplas, passamos a ter equipes, e estas passam a ser cada vez maiores e mais unidas.
E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos.E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos.E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos.Faz de nós, mergulhadores."
Jacques-Yves Cousteau
E assim entendemos que somos todos velhos amigos mesmo que não nos conheçamos.E esse elo que nos une é maior que todos os outros que já encontramos.E isso faz com que nós mais do que amigos, sejamos irmãos.Faz de nós, mergulhadores."
sábado, 1 de setembro de 2018
In Notícias sem Censura
partilhou uma ligação.
Actividades terroristas contra os cristãos na Nigéria: um pastor foi queimado vivo com toda a sua família.
JIHADWATCH.ORG
Fulani Muslim militants launched raids on eight villages in central Nigeria this week, burning alive a Christian pastor along with his wife and three of their children. In order to spread "Islamic teachings and practice," the Fulani jihadi gangs routinely rampage through towns and villages, seeking....
Portugal
#RELEMBRAR_AO_POVO
Roubo é roubar um pão para matar a fome... agora milhões dos contribuintes chamam-lhe desvio, e não um roubo.
:(
Roubo é roubar um pão para matar a fome... agora milhões dos contribuintes chamam-lhe desvio, e não um roubo.
SABADO.PT
Salvato Trigo está a ser julgado por desvio de dinheiro da Universidade Fernando Pessoa para uma empresa ligada à família. Mas faz parte da Comissão Científica do Congresso da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal - Portugal , Sábado.
Poema REGºººººº!!!!
:
…..DESDE O-SEM-FIM…
Há uma pré- história da minha história, que se desenrolou
misteriosa e naturalmente, até meu AGORA.
Miméticas, minhas verdades balançam nas emoções-do-meu-eu,
ansiosas, fulgurantes, actuantes a moldar-me a alma.
Que sou nesta poética que me assombra?
Onde situo as palavras que me seguem,
que são brisa a voar no Tempo,
flor a abrir nos golpes de Vento,
trigo de seara nobre por onde a Vida corre, ondulando,
num ouro-de-mar-de-pão?
Do fundo dos tempos caminham ainda aromas de infância
em palavras-estigma ,que repousam no sangue,
que corre nas veias ufanas
como rio a fluir na plangente cascata-da-ânsia…
…………………………………………………………………………Um eco místico chora-em-mim…
…………………………………………………………………………desde o Sempre-desde-o-Antes
…………………………………………………………………………desde o -sem-fim que me vai SENDO…
Meus Gerúndios vão andando,
desfilando pelas-eras-em-que-vou-ESTANDO…………………………………………………………………..
Que faço dos mitos que se movem dentro dos grãos-de-areia
dos desertos, ao som do brilho da fria Lua-nua?
Tantas foram as inversões de rumo do vôo das borboletas,
que doiraram jardins de Sonhos…
Que belas eram as flores dos vestidinhos de folhos!
E as minhas tranças douradas a desafiar o Sol?
Repousam,eu sei...
guardadas no mapa do tesouro
desta Terra-Babel que, sendo Presente,
foi já Passado-intertextual….
Uma Antiga luz assoma às janelas-de-Mim…
…evoca perturbadoras cores
da melancolia das flores….
É recordação dentro de recordação da Recordação…
É fazer amor com as palavras, num ÉDEN que se estende
à sombra das avelaneiras, nos dedos de um trovador.
A Vida tudo me foi dizendo…mas tudo Me continua Mistério…
Maria Elisa Ribeiro
Junho/013
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