Procuro-te…
Na minh’alma, no meio da solidão,
no canto do alvorecer
no lento anoitecer…
PROCURO-TE!
Nas nuvens que rebentam parindo
águas de vida criadora…
Procuro-te!
Na ânsia de tudo dar, sem nada receber…
Procuro-te!
Se o teu coração doer…se ele se apertar,
sou eu a chamar-te,
a pronunciar o nome do AMOR
que em mim rebenta…
Meu mais ardente ponto de interrogação…
…EU PROCURO-TE!
Se uma estrela pestanejar com a força de um olhar…
…sou eu quem te procura,
no ponto mais puro do meu anoitecer…
…SOU EU! SOU EU, AMOR…
Vamos! Sente-me na brisa quente
que aquece os teus dias,
os teus momentos…o teu corpo!
MEU DEUS…PROCURO-TE…
Ouve o chamamento do meu ansiar amar-te!
Diz o vento, nas asas da águia dos montes,
que és a água que jorra das fontes…
Rega-me a mim, também,
que tenho fome e sede de ti!
Estás a ouvir?
Sentes o vento levando-te novas de mim?
É o meu perfume natural…no ar que respiras!
Então…que fazes aí, parado no TEMPO,
drogado contra o SENTIMENTO?
Corre por montes e escusas vielas,
cansa-te no meio delas,
vomita as ruelas e come, depois, a ânsia
de te apertar que tenho para te dar!
PROCURA-ME…
EU PROCURO-TE… AMOR...
C8H-68/35(mds)-AGT/010
