
Meus queridos amigos: decidi, hoje, falar-vos um pouco desta faceta, que é a da minha ,humilde e despretenciosa, poesia.
Toda a minha vida de docente, passei-a de volta dos livros ,para aprofundar assuntos de todas as áreas, que pudessem dar "qualquer coisa mais" aos meus alunos. No meio de centenas de testes para corrigir, de fichas para valorizar os ensinamentos e de preocupações com os problemas pessoais deles,descobri, em 2007, que também era capaz de passar para o papel as minhas preocupações. Comecei, quase sem dar por isso, sem nenhumas pretensões...Meses mais tarde, apresentei-me a vários autores e editoras, sempre com a maior humildade, tendo acabado por compreender que ninguém estava, sequer, interessado em dar uma "olhada"... Mas sempre tive a consciência de que ninguém se torna um autor conhecido, se não for dado a conhecer.
Por isso ,hoje, vou publicar neste meu e nosso espaço , alguns poeminhas do meu princípio e o primeiríssimo de todos, esse que fala dos "passos de Elfos..." Os meus poemas não têm título, pois obedecem a sentimentos, ideias e emoções, que surgem e que catalogo por "CICLOS". Quero que os amigos saibam que "não estou a armar ao pingarelho", como diz o nosso povo... não quero elogios ... quero só dar-vos um pouco da minha alma nua.
Tresando de “aroma-flor”…
Corre nas veias a “seiva-amor”…
Lateja vida no tronco a florir….
Flor a abrir de dentro da flor…
C1A-12-SET/07
Só penso em não pensar.
No meio, está o sofrer!
É ao vaguear, que eu penso ,
não pensando, vivendo a observar.
C3C- 40-SET/07
Do meu olhar
no teu,
da minha mão
na tua,
nasceu o momento,
sem um lamento…
A fragilidade do amor
presa no rubor da
minha face na tua…
Lua no céu
a cobrir, sorrindo,
o nosso viver…
C1A -10 –AGT/07
TU,
flor
de amor,
com sabor…
Eu,
pétala
de rosa,
formosa,
pomposa…
Nós,
dentro
da rosa
gostosa,
do dar…
C1A -17/AGT/07
Passos de Elfos aguçam os meus sentidos,
no silêncio da noite que fala sem dizer…
quero mantê-los vivos, nos meus ouvidos,
para compreender o que devo fazer.
Não há ruídos que perturbem
este caminhar sereno pela noite profunda.
Só vozes estranhas se incumbem
de me ajudar a ouvir
os meus anseios interiores, que não sucumbem.
CAD 2-B-11 –AGT/07

