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terça-feira, 12 de outubro de 2010

POEMA:...e as feras uivam...

FOTOS GOOGLE



Suspiros sentidos...
rumores desprotegidos
de contenção natural
é o que deixamos no ar...
quando fazemos amor!

Lá fora, perto do rio
uivam feras com cio,
soltando urros na hora de viver...

No entrelaçar dos dedos,
no toque pelo teu corpo...
no olhar sem falar...
o odor que de ti advém
torna-me fera, também...

Os sentidos adormecidos
revelam-se como a cor das borboletas
escondidas entre as plantas...
NATUREZA sacrossanta!
Rebentarás, igualmente,
inchada pela semente...


Teu aroma natural espalha-se à nossa volta...
Feromonas à solta,na hora morta...
a hora do meu viver em ti, amor!

Na loucura que acontece
mordes meus lábios...
passas as mãos
por meus recantos adormecidos.
doentes de saudade...
despertados ao sabor dos teus sentidos...

Abre-se a VIDA, fulgurante...


E os animais do prado, ofegantes,
ouvem sussurros distantes
do cheiro do AMOR...o nosso!
a abrir em flor...

Acalma o VENTO...
Recolhe a TEMPESTADE...
enfraquece a chama do vulcão
que tive na mão...

A hora da explosão...ai não a sabe
ninguém! isso não...

Mas deve acontecer
quando o meu SER
encontra teu SER...

E então...as estrelas a brilhar,
a LUA a rodopiar
e as nuvens a dançar,
saltitarão dentro da nossa alegria,
suspirando a FELICIDADE!


C8H-116/(mqc)- STB/010
Maria Elisa Ribeiro