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quinta-feira, 30 de junho de 2011

INDEFINIDAS VIAS



Um longínquo mar de sonho, ondulante…
Um peito lavado na maresia, penetrante…
Um corpo de ondas…risonho…distante…
Um acordar, dormindo, na espuma esfusiante…

Uma gaivota fugindo das vagas da maré cheia!
Um olhar poisado nas bolhas feitas na areia!
Um desejo de além, no infinito estimulado pela fantasia!
Uma nuvem rompendo louca, dos raios de sol, a teia!

Uma esperança que se torna aspiração da loucura?
Uma alma magoada que, de repente, confia?
Uma natureza que estremece, sem doce companhia?
Uma eterna peregrinação de sonho em sonho…vida dura?

Numa ilha dos amores,
repousa meu pensamento,
que ,sem querer, por lá deixa o coração.
Ajuda-me a mitologia, felizmente,
e Tétis, experiente, que sobre o ardor não mente!

(Abandona-me a desusada imaginação!)

Num café, à beira mar, paro para me encontrar
com a pena e o papel, onde registo humanidade.
Meus olhos vagueiam, perdidos num horizonte
onde se esconde a difícil Verdade…
Dou vida à fome do exótico, que alimento
de climas e paisagens…de faunas e floras…
…de mitos tornados realidades do outrora.
Cristalizo-me nas águas abundantes,
do esforço dos velhos navegantes…
enrodilho-me nas algas, sufocantes serpentes
da mitologia do mar…ora encoberto…ora descoberto.

Desperto!
A Poesia é o meu dia-agora!
Corre-me nas veias com a força do amor!
E eu amo…amo…amo…

R-C11L- 64 / MAIO/011