sábado, 19 de março de 2016

Poema meu
























POEMA:

TANTO, TANTO

Abro os olhos para o mundo que regressa grandioso
ao som nítido da luz que acorda as flores iniciáticas
nos torrões de terra madura-a-desabrochar odores.


Meu corpo –incógnita corre pelos valados de velha pedra
Velha e dura-em-suspenso
e aninha-se no som das ondas, nas cordas das naus e nas velas
engalanadas
que se desfazem contra o promontório da Procura.




Dói esse mar de Outrora- Agora!




…como cantava Cesário-ao-deambular…
…como sabia Pessoa-ao-relembrar…
…como escrevia Camões-ao-naufragar…

Um esvoaçar de andorinhas cansadas de voar
dá sinal das outras- bandas- do-Ignorar;
sente-se nas avenidas em diagonal das rotas
que cruzam as águas do mar.

Um-Tudo-no-Mundo!
Um Tanto-tanto, que não o posso contar…

Maria Elisa Ribeiro
MRÇ/016

Sem comentários:

Enviar um comentário