A PALAVRA É A REVOLTA QUE NOS RESTA (30.11.2008)
A revolta do som, da rima, do ritmo, da imagem, do contorno, da semente . É a revolta da gente não temente dos sete pecados capitais, afinal menos do que veniais mas urgentes, afinal inocentes dos pecados do mundo: os reais, letais, brutais, quase sempre vencedores: da criança admirada da fome que come todos os dias, escravada não sabendo de quê nem porquê.
Por cá, nas europas mesquinhas e importantes, comemos taxas, deficits,presidenciais, reportagens de nada e queixas de tudo. Somos o entrudo dos 365 dias para uma plateia que rir não quer sequer.
Que a terra nos seja leve.
(Publicado no blog BEM HAJA)
QUENTIN METSYS
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