sábado, 6 de fevereiro de 2016

BENFICA VENCE O BELENENSES


CRÓNICA DE JOGO
Benfica vai passar o fim-de-semana no primeiro lugar do campeonato


MARCO VAZA

05/02/2016 - 22:29


Goleada sobre o Belenenses deixa “encarnados” com um ponto de vantagem sobre o Sporting ?e no topo da tabela. No Restelo, Mitroglou assinou um hat-trick e Jonas bisou.Mitroglou marcou três golos no Restelo PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP




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Depois de metade do campeonato a correr atrás do prejuízo, o Benfica vai ter finalmente um gostinho do que é estar na frente, depois de ter nesta sexta-feira derrotado o Belenenses no Restelo por 5-0, em jogo a contar para a 21.ª jornada da I Liga. Em mais uma demonstração de grande fulgor ofensivo, os “encarnados” garantiram, pelo menos, três dias em primeiro, com um ponto de vantagem sobre o Sporting.

Não há muito a dizer sobre o momento de forma do Benfica, a não ser reforçar com números que esta é a melhor fase da temporada para os homens de Rui Vitória: 14.º jogo consecutivo sem perder, oitavo triunfo consecutivo, nono jogo a ganhar por três ou mais golos de diferença, uma média perto dos três golos por jogo, e mais dois golos de Jonas, 23 em 21 jogos.


Mesmo com um sector defensivo que não será de primeira escolha (faltaram Luisão, Lisandro e Semedo), o ataque mais do que compensa.


POSITIVO/NEGATIVO

Mitroglou e Jonas

Cinco golos entre os dois, três para o grego, dois para o brasileiro. Feliz o treinador que pode ter uma dupla assim, de dois avançados que se complementam na perfeição, mas ambos mortíferos em frente à baliza.
Pizzi e Gaitán

Quatro assistências entre os dois, duas para cada um. Para que o Benfica marque muitos golos, precisa de quem lá meta as bolas, e, tanto o português como o argentino, têm-no feito com grande regularidade.

Belenenses

Nem todos foram maus. Carlos Martins, por exemplo, tentou conduzir a equipa pelo melhor caminho mas teve pouca companhia. Mas o resto foi um desastre. A defesa, guarda-redes incluído, foi fraca oposição e o ataque foi totalmente ineficaz, mesmo quando tinha a baliza à mercê.

O Belenenses, pela voz do seu treinador, tinha prometido não jogar à defesa. “Nem que fosse contra o Manchester United”, garantia Julio Velásquez, que lançou logo de início Abel Aguilar, capitão da selecção colombiana, contratado no último dia do mercado de Inverno.

No papel, os “azuis” do Restelo pareciam à medida da vontade do seu treinador, mas o que se passou em campo foi bastante diferente. Dizer que se joga para o ataque de nada vale se não houver um mínimo de coesão defensiva frente a uma equipa como o Benfica. Intenção louvável, execução desastrosa.

Com pouco mais de 60 segundos de jogo, o Benfica podia ter começado logo a resolver o jogo. Gaitán atirou ao lado após passe excelente de Pizzi. Depois de 40 minutos algo incaracterísticos em que a defesa da casa deu todo o espaço do mundo e o Benfica não aproveitou, foi uma jogada de insistência de Renato Sanches a desbloquear o jogo. Minuto 41, o menino das tranças ganhou na raça, avançou no terreno meteu em Pizzi, que cruzou para o cabeceamento de Mitroglou. O remate do grego vai à figura de Ventura, mas o guardião do Belenenses deixou a bola escorregar para o fundo da baliza.

O Benfica levou um pouco mais de tempo do que é costume, mas depois de ter descoberto o caminho não se demorou. Jonas fez o 2-0 aos 53’, após passe de Gaitán, Mitroglou fez o 3-0 aos 58’ e o 4-0 aos 76’, e Jonas fechou a contagem aos 88’. E o Belenenses? Não quis ser um autocarro, acabou por ser uma estrada desimpedida para os visitantes poderem acelerar à vontade, não aproveitando os dois buracos que teve para marcar – em ambos Júlio César brilhou, perante Juanto aos 55’ e Carlos Martins aos 65’.

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