sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Os Açores à espera do furacão...


Período crítico do furacão Alex nos Açores ocorre entre as 8h e as 11h locais


LUSA e PÚBLICO

15/01/2016 - 07:10

(actualizado às 07:23)


Protecção Civil regional adianta que os primeiros efeitos não causaram incidentes durante a madrugada.





Imagem de satélite às 6h, revelada pelo IPMA
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O período mais crítico do furacão Alex nos Açores ocorrerá entre as 8h e as 11h locais desta sexta-feira (entre as 9h e as 12h em Portugal continental), altura em que se prevê a sua passagem em cima do arquipélago, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), depois de uma madrugada em que se sentiram os primeiros efeitos do furacão sem notícia de incidentes.

“A passagem do furacão em cima do arquipélago é entre as 8h e as 11h, que será o período mais crítico”, afirmou à Lusa a meteorologista Fernanda Carvalho, da delegação regional dos Açores do IPMA.

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ernanda Carvalho explicou que já se registam “eventos de precipitação forte, mas ainda não os valores que possivelmente vão cair”.

“Temos em várias ilhas valores de queda de precipitação que ultrapassam os 10 litros por metro quadrado”, referiu a meteorologista, adiantando que no caso do vento já se registaram rajadas máximas de 90 quilómetros/hora no grupo central.

O IPMA anunciou que o furacão Alex mantém as características previstas para a sua passagem nos Açores, apesar de apresentar indícios “de algum enfraquecimento na sua estrutura”.

Um comunicado disponível na página do Facebook da delegação regional dos Açores do IPMA informa que, de acordo com o centro de Furacões de Miami (EUA), o centro do furacão Alex encontrava-se às 2h "a cerca de 445 quilómetros a su-sueste do Faial, dirigindo-se para norte com uma velocidade de cerca de 35 quilómetros/hora [km/h], o que implica a sua passagem sobre as ilhas do grupo central dos Açores durante a manhã”.

“Muito embora haja indícios de algum enfraquecimento na sua estrutura, o Alex deverá manter no essencial as características inicialmente previstas durante a sua passagem nos Açores”, esclarece o IPMA, observando que se mantém a previsão de precipitação forte, ventos com rajadas que podem atingir os 160 km/h e ondas com altura máxima de 18 metros” neste grupo, constituído pelas ilhas da Graciosa, Faial, Pico, São Jorge e Terceira.

O grupo oriental (São Miguel e Santa Maria) “será afectado com menos intensidade, com ventos com rajadas na ordem dos 130 km/h, ondas que podem ultrapassar os nove metros e precipitação forte”, adianta o mesmo comunicado, acrescentando que “ao longo da tarde deverá verificar-se uma melhoria do estado do tempo nas ilhas dos referidos grupos”.

Sem incidentes até às 5h
A Protecção Civil dos Açores não registou incidentes até às 5h (mais uma hora em Lisboa) desta sexta-feira, apesar de já se sentirem no arquipélago os efeitos do furacão Alex, informou aquele organismo.

Em comunicado, o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores anuncia que “durante a madrugada não se registaram quaisquer ocorrências em nenhuma das ilhas dos Açores” e pede à população que se mantenha atenta às informações divulgadas por esta entidade ou por membros do Governo Regional.

A Protecção Civil adianta que as 14 corporações de bombeiros dos Açores se mantêm em “estado de alerta”, assim como outros serviços, aconselhando para as próximas horas a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas e a retirada de inertes e outros objectos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas.

À população é solicitada ainda “a adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes ou placards e outras estruturas montadas ou suspensas”, e a consolidação de telhas, portas e janelas.

A Protecção Civil recomenda igualmente um “especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas”, alertando que não devem “ser realizadas actividades relacionadas com o mar, nem ao ar livre”.

O furacão Alex é o primeiro fenómeno meteorológico desta natureza a acontecer no mês de Janeiro em quase 80 anos, de acordo com meteorologistas norte-americanos, motivando a emissão de avisos vermelhos para vento, agitação marítima e chuva para os dois grupos, que vigoram até ao início da tarde.

O aviso vermelho é o mais grave numa escala de quatro e representa uma situação meteorológica de risco extrem
o.

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