segunda-feira, 17 de agosto de 2015

No"DN"... PORTUGAL


Investigação a José Sócrates já passa por dez países em três continentes


por DN.pt01 maio 2015225 comentários


Fotografia © Carlos Manuel Martins/Globalimagens


Informações da Suíça deixam Ministério Público traçar o rasto a 17 milhões que passaram pelas contas de Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena, que terão beneficiado ex-primeiro-ministro.


Os procuradores do Ministério Público terão conseguido encontrar o rasto de 17 milhões que foram parar às mãos de José Sócrates. Segundo o semanário Expresso, nos mandados de busca que levaram à detenção de Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena, consta a informação de que o ex-primeiro-ministro terá "recebido ou beneficiado" de um total de 17 milhões de euros cuja origem é ilegal e que tiveram o intuito de o corromper. Este montante terá passado pelas contas de Barroca, proveniente de negócios e transferências bancárias com origem em dez países diferentes.

De acordo com informações prestadas pelas autoridades suíças, destes 17 milhões, três terão tido origem na construtora Lena; 12 milhões vieram, explica o semanário, de duas empresas controladas por Helder Bataglia - fundador da Escom - e os restantes dois milhões são provenientes das contas bancárias de Jeroen van Dooren, um empresário holandês. Um nome novo, nunca antes mencionado no processo.

A transferência de dinheiro de Dooren terá sido justificada com a compra de um imóvel no Algarve a Joaquim Barroca, mas o Ministério Público diz que a propriedade foi paga a uma terceira entidade, não relacionada com o Grupo Lena. Já as empresas Markwell e Monkway, de Bataglia, terão depositado ao longo de um ano os 12 milhões nas contas de Joaquim Barroca, que depois os transferiu para as contas de controladas por Carlos Santos Silva, amigo de Sócrates detido no âmbito da Operação Marquês, a quem o ex-primeiro-ministro já admitiu ter pedido dinheiro emprestado.

Para apurar as movimentações do dinheiro, a investigação do Ministério Público estendeu-se a dez países diferentes, em três continentes: além de Portugal, conta o Expresso, foram analisados movimentos bancários na Suíça, onde Joaquim Barroca abriu três contas na UBS, entre 2007 e 2001, mas também no Reino Unido, Itália, Alemanha e Roménia, onde o Grupo Lena tem investimentos imobiliários e empreitadas na construção civil. Nos Estados Unidos da América terão sido sinalizados negócios do Grupoo, tal como em Angola, na Venezuela e Argélia.

Do total dos 17 milhões que circularam nas contas de Joaquim Barroca, diz o Expresso que o empresário terá usado apenas 120 mil para proveito pessoal.

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